Não leu, perdeu

A história de um campo no formulário de cadastro que apenas queria dominar o mundo

Postado dia 22/11/2016 às 09:00 por Caio Rossi

 

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Foto: Reprodução

Toda vez que você faz um registro em algum site, realiza uma compra online, instala um software ou joga algum game você está aceitando os “termos e condições de uso”. É aquele checkbox que fica sempre ao final da página, que marcamos como quem marca um gol, sem ao menos ler ou saber do que se trata. Meus amigos, aquele checkbox guarda segredos inestimáveis!

Parece chato ler todas aquelas palavras que não fazem muito sentido, parece e é… Os termos de adesão do Facebook levariam aproximadamente 13 minutos para serem lidas suas 4056 palavras. A Sony impressiona com 10895 palavras o que seria quase 40 minutos em juridiquês confuso. A Google em contramão é pequeno e sucinto, não chega a 1900 palavras, dá até para ler no banheiro em 5 minutos!

Mas todo termo de uso, adesão ou condição guarda clausulas que, após serem lidas, poderiam mudar radicalmente sua decisão em usar aquela plataforma.

Se um dia você encontrar sua foto em uma propaganda do Instagram, e sua conta bancária ainda não saiu do vermelho, é porque nos termos de uso você aceitou ceder o uso de qualquer coisa que vá parar em sua rede sem nenhum tipo de ressarcimento!

E o Instagram ainda é leve comparado ao Facebook, que possui completos direitos sobre tudo que vai parar na rede – trocando em miúdos, sua vida ou tudo que vai parar lá.

Não digo para pararmos de usar, até porque seria um absurdo em um mundo tão interconectado, mas usar com menos displicência e nos atentar que, a partir do ponto em que suas informações são colocadas na internet, você já não possui plenos direitos.

Uma caixa ao final do formulário que parecia tão inocente e era marcada sem pudores pode se apossar de dados sobre sua vida e trabalho e usá-los como bem entender.

O comércio de dados para alimentar listas e empresas com dados de seus clientes é maior que imagina. Grande empresas e conglomerados chegam a pagar milhões por bancos de dados completos. Há também o mercado negro, quando hackers obtêm os dados e os vendem por valores menores.

E dessas informações você abriu mão quando marcou aquela caixa. Agora, na próxima vez que a encontrar, trate-a com maior carinho, tenha atenção as cláusulas de privacidade e posse de dados.

E toda vez que postar algo no Facebook, lembre-se: aquilo não lhe pertence mais!

 

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Caio Rossi

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