Mulheres no Comando

Por onde passam se destacam em suas gestões pela competência e profissionalismo.

Postado dia 21/08/2017 às 08:00 por Mônica Quiquinato

Foto: Reprodução

Elas são mulheres, negras e estão no comando. Por onde passam se destacam em suas gestões pela competência e profissionalismo. Sabemos que os cargos de chefias para esse perfil nas iniciativas pública e privada são exceções, mas essas mulheres chegaram lá e estão dando o que falar.

Um exemplo disso é a Paula Priscila de Castro, que vem ocupando cargos de destaques em sua carreira, no dia a dia vence os preconceitos ainda visto com maus olhos até por outras mulheres, apenas por ser mulher, negra e ainda num cargo de chefia. Atualmente, é responsável em zelar pela segurança do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo. Antes chefiou o setor de armamento e munição por seis anos de sua corporação, cargo destinado “para homens” e depois promovida para coordenar uma equipe de 140 homens na base de manutenção e logística.

Por onde passa seu trabalho é visto, faz a diferença e bota a casa em ordem. O desafio é dar conta de tudo isso com sua vida pessoal. Castro tem quatro filhos e cinco netos e para conciliar a vida pessoal com a profissional é preciso ter pulso firme para lidar com todas as tarefas. “Apesar da discriminação por gênero e raça, inclusive em cargos de postos masculinos, como é meu caso, estamos conquistando nosso espaço”, disse.

Os casos isolados ganham destaque na mídia, como a coronel Helena dos Santos Reis, nomeada como secretária da Casa Militar do Governo do Estado de São Paulo. Reis é a segunda mulher a comandar o cargo. As carreiras específicas, como a militar, ainda tem preponderância masculina e há discriminação por gênero, como as policiais brasileiras sofrem.

Sem exageros, retomando aqui o caso do vídeo em que uma policial civil foi despida por colegas e exposta pela mídia afora. Ainda há pesquisas que mostram as mulheres serem menos reconhecidas em seus trabalhos. No caso de uma policial, o requisito da força física ainda parece ser tão importante quanto capacidades e habilidades intelectuais, nas quais as mulheres concorrem em condições de igualdade com os homens.

De acordo com as pesquisas realizadas anualmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) mostram que o percentual de mulheres no efetivo das policiais militares é inferior a 12%. No Estado de São Paulo, são 61 coronéis da Polícia Militar, sendo quatro mulheres.

A igualdade entre homens e mulheres deve ser alcançada nas carreiras profissionais. Apesar de tudo, as mulheres brasileiras estão abrindo caminho nesta profissão dominada por homem. Os exemplos acima ainda são exceções e na esperança de que recebamos tarefas importantes.

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Sobre o Autor

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Mônica Quiquinato

É jornalista e atriz. Pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero. Atualmente é cerimonialista na Prefeitura de São Paulo e colunista

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