Mitos e Tabus sobre a sexualidade feminina

Desde os primórdios tempos falar sobre sexo sempre envolveu muitos tabus e preconceitos, e por mais que estudos e pesquisas do tema  tenham avançado  nesse sentido, ainda sim, a barreira continua resistente para muitas mulheres

Postado dia 26/01/2016 às 00:00 por Luanda Nogueira

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Claro que nenhuma barreira é construída do “nada”, muitas vezes sua construção vem através de valores arraigados, educação sexual reprimida, a questão religiosa, falta de autoconhecimento do seu corpo, entre outras variáveis.

É por meio dessas barreiras que me deparo muitas vezes no consultório com as queixas mais diversas em torno da sexualidade,  que acabam  gerando sofrimento, muita ansiedade e muitas vezes um quadro de depressão, ou seja, o que era pra ser prazeroso resulta em transtornos, desprazer.

Diante de muitas variáveis, a falta de conhecimento do próprio corpo é um dos principais bloqueios em muitas mulheres e isso é compreendido culturalmente que desde pequenas as meninas não são educadas para conhecer e olhar seu corpo, pois é muitas vezes compreendido como um comportamento errado, feio.  Já os meninos, desde cedo são naturalmente estimulados a se olharem, a se tocarem, devido o próprio órgão genital ser exposto e o das meninas não.

Muitas mulheres descobrem seu próprio corpo e se permitem a isso, na fase da maturidade, isso quando conseguem  ultrapassar as barreiras e descontruir mitos e  tabus sexuais, se autorizando ao prazer, ao seu prazer principalmente.

Em minhas palestras sobre Sexualidade Feminina percebo na expressão de cada uma das mulheres um misto de curiosidade, surpresa e encantamento por elas mesmas, pois o objetivo é despertar a necessidade de repensar e ressignificar alguns conceitos.

O sexo faz parte de uma vida saudável e é inerente ao ser humano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) “A sexualidade faz parte da personalidade de cada um, é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Sexualidade não é sinônimo de coito (relação sexual) e não se limita à ocorrência ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais que isso, é a energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas, e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada um direito humano básico”.

 

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Sobre o Autor

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Luanda Nogueira

Psicóloga com Enfoque em Sexualidade Humana, Educação e Saúde Sexual.

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