Mais um fim do mundo procrastinado

E novamente estamos todos aqui juntos, o mundo não acabou, então é melhor acordar cedo, tomar um café e ir trabalhar

Postado dia 02/08/2016 às 09:00 por Wilson ADM

mundo

Foto: Reprodução/Internet

Na semana passada a notícia era que no dia 29 de julho, sexta feira, seria fim do mundo. Não foi a primeira vez que anunciaram o fim dos tempos. Um caso interessante ocorreu no século passado, em outubro de 1938, quando Orson Welles transmitiu via rádio “A Guerra dos Mundos”, de H.G. Wells, que narrava uma invasão alienígena. Devido aos poucos recursos de informação e comunicação da época, muitos ouvintes acreditaram ser um evento real. A notícia causou pânico entre milhares de moradores da época, onde inclusive, muitas pessoas se prepararam para deixarem suas cidades.

Mas atualmente no século XXI, a crescente era da informação, torna qualquer notícia como a de um possível Armagedom, motivo de piada entre muitas pessoas. Os tempos mudaram, e a internet garante o senso de humor sobre o caos.

O mundo vai bem mais além do nosso querido planeta azul e bilhões de sistemas solares. Pode-se dizer que o mundo é um local que habita a nossa consciência, afinal, cada pessoa pode ser um universo de infinitas possibilidades, sempre em movimento e sempre se renovando.

Mas para todos os seres vivos que estão presentes nesse plano tridimensional que alguns chamam de realidade, um dia tudo isso acaba, na mesma hora que tudo isso começa para quem nasce. Essa é a vida e morte, um ciclo perfeito e justo, que proporciona para todos os seres da Terra uma experiência de encontro com o maior aprendizado de todos: O viver.

Viver é o caminho para conhecer o mundo, e em tempo, não apegar-se a ele. A imortalidade ainda é um conceito espiritual, sujeito a incompreensão da  humanidade.

O fim de mundo “Hollywoodiano” com invasões alienígenas, meteoros caindo e inversão dos polos terrestres geram uma expectativa teatral nas pessoas, onde no final, tudo geralmente, pelo menos até hoje, acabou em piadas e deboches, podendo ser essa qualidade de bom humor coletivo, uma forma de expressar a alegria de estar vivo, de banalizar o fim e afirmar o poder da existência.

E cada dia surgem, mais profetas, cientistas ou pesquisadores, anunciando que o fim está chegando para toda a humanidade por enormes catástrofes naturais, vindas de ameaças externas e fora de nosso controle. Entretanto, muitas ameaças surgidas dentro da vida na Terra, geradas pela intolerância e ignorância humana, assustam muito mais a população mundial. A violência real cometida entre todos os povos do planeta, aos poucos, tornam-se uma razão para que alguém tema verdadeiramente por sua segurança.

Já dizia Edmund Burke: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada.”

Para salvar o mundo é preciso colocar a mão na massa, cada um deve, independentemente de crença, cor, cultura ou gênero, aprender a olhar para seus semelhantes e para natureza com mais carinho,  libertar-se de das negatividades, despir-se das vaidades, vencer o ego, aprender a amar, perdoar, apaziguar e resolver os conflitos, sendo responsável, verdadeiro, justo, trabalhador, honrado, e feliz.

Em vez de esperarmos o fim do mundo, podemos nos preparar para um mundo melhor.

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