Mãe: Você pode ser o que quiser

A maternagem não é um momento fácil. Mas ela pode ser maravilhosa

Postado dia 19/10/2015 às 10:50 por Sociedade Pública

livia

Bem, agora a família não se resume em duas pessoas. Agora, juntos somam três.

Quando grávida a gente ouve por todo lado, a toda hora: “Vai mudar tudo”. Mas, a gente nunca imagina que este “tudo”, SERÁ TUDO MEEEESMO. Mas, não em relação apenas à sua vida, aos seus sonhos, ao seu dia a dia. O tudo a que todos se referem é a perspectiva de mundo… A nossa visão do que é o mundo, e o que fazemos aqui, simplesmente muda. Não sei direcionar os lados positivos e nem negativos desta mudança, mas mudamos.

Os valores, sabe? Aqueles valores mais profundos serão recriados dentro de você. Dentro do seu coração e constantemente em seus pensamentos.

Tudo começa quando engravidamos, você começa a olhar para o mundo por outro prisma. Notícias das grandes cidades, como acidentes, fome, frio, ensino, morte serão questionados: E se fosse com meu filho? E se fosse comigo?

Numa festa, tal qual uma gata que procura seu cantinho para colocar a ninhada, você procurará um local para aconchegar sua cria com sono.

Você será controversa, você não titubeará em mostrar unhas e dentes em defesa do seu filhote, mas cairá em prantos, desabando-se em lágrimas diante de um mal traçado desenho entregue no “dia das mães”.

Aromas irresistíveis existirão e existem no mundo, mas nada substituirá a satisfação em sentir o cheirinho do seu bebê numa peça de roupa largada pela casa.

Ao lado das esculturas e quadros de pintores e artistas famosos, lá estarão os desenhos de seu filho, pendurados com uma fita ou um pregador, mas na sua opinião, com o mesmo requinte das demais obras que competem pelo mesmo espaço.

Mãe será palavra de guerra. Você estará sempre pronta a ouvir este apelo. Largará qualquer coisa se um filho clamar com o simples apelo: “Mããããããe”. Chorará por algum tempo se a poesia se resumir em: “te amo, mamãe!” ou “Você é linda, mamãe!”.

Você vai sonhar por um momento sozinha, mas quando estiver, você vai se pegar contando os minutos para tê-lo pertinho de novo.

Assim que vira mãe, suas dúvidas sobre sua profissão virão à tona. Será que quero crescer tanto e ficar tanto tempo longe do meu filho? Será que não é melhor eu parar um pouco? Será que conseguirei trabalhar em casa? O que eu faço da minha vida agora?

Aconteceu comigo. Sou publicitária de formação e professora por vocação. Sempre gostei de dar aulas e fazer palestras. Criar e motivar pessoas sempre foi minha paixão. Mas quando meu filho nasceu tive outra perspectiva das minhas necessidades. Queria estar com minha cria. Queria acompanhar cada graça. Cada fase, mas isso era impossível diante de mais de 40h semanais trabalhando dentro e fora da empresa.

De uma hora para outra me encontrei perdida na atividade que eu mais gostava e sabia desempenhar. E se antes, sozinha, eu andava de cá para lá, de lá para cá, num piscar de olhos, sair a partir de agora era uma tormenta. Sacolas e mais sacolas. Roupas, lanchinhos, mamadeiras, chupetas, brinquedos, carrinhos, tiveram de ser fortes aliados para que eu pudesse “dar uma volta no quarteirão”. Muitos dos passeios foram sendo reprimidos, minhas saídas foram sendo canceladas. Meu mundo era restrito a quatro paredes e aquela mulher workaholic se viu mudada, se encontrou trocando fraldas e se viu querendo falar a língua do “tatibitate”.

Junto de tudo isso, ou misturado a tudo, percebi que não estava sozinha. Notei muitas mulheres que assim como eu, se sentiam presas no mundo que mais amavam, mas presas. Cheias de caraminholas, cheias de culpas, cheias de amor e foi dentro da maternagem que eu encontrei meu sonho para realizar.

Um sonho que solucionava. Um sonho que respondia. Um sonho que ajudava pessoas comuns como eu.

Foi tentando satisfazer um problema meu, que me deparei com problemas de vááárias outras mulheres, mães. Todas nós estávamos presas e enroladas em nosso próprio coração.  Sair era difícil. Andar pelas lojas de uma cidade procurando produtos cuidadosos ou um presentinho para um aniversário, poderiam ser uma tormenta, então, a solução passou a ser comprar pela internet!

Com a habilidade de me comunicar, esclarecer e me relacionar adquiridas nos meus mais de 10 anos na Universidade e na capacidade de compreender as necessidades e caprichos do meu público (mulheres, mães e famílias cuidadosas), adquiridas com a profissão de publicidade e vendas, eu pude criar a loja virtual Bolsa de Mãe.

Com a loja Bolsa de Mãe eu tento oferecer aos clientes, em sua maioria mães, produtos diferentes e muito cuidadosos na intenção de poupá-los da necessidade de sair de casa, porque os produtos chegarão prontamente no endereço que eles quiserem.

Eu tenho o cuidado diário de selecionar fornecedores capacitados, produtos modernos, diferentes e funcionais que agradem, verdadeiramente, a vontade e o gosto daquela mãe zelosa e que neste momento, tem mais dificuldade de sair de casa.

Na intenção de satisfazer todas essas mulheres eu satisfaço a mim mesma. Como?

Em primeiro lugar porque faço da minha casa meu escritório de trabalho, posso usufruir muito mais da minha família e ser uma mãe ainda mais presente, em segundo, mas não menos importante, porque eu adoro sair em busca de soluções que agradem essas pessoas, além disso, o fato de poder compartilhar deste momento tão especial é encantador e comovente pra mim. Fico feliz e é como se fizesse novas amizades todos os dias, e muitas vezes é isso mesmo que acontece.

A verdade é: a maternagem não é um momento fácil. Mas ela pode ser maravilhosa, e eu me coloco à disposição para participar desta caminhada, e isso inclui babar, se orgulhar, curtir todos os momentos com muita intensidade e alegria.

Satisfazer os desejos mesmo depois de ganhar bebê, esta é minha intenção. Porque eles existem. Ô se existem. Não é mesmo? Tenho certeza disso.

Meu desejo era ficar mais tempo com minha família e o desejo das mães é ter produtos para seus “bebês” ficarem ainda mais lindos. A Bolsa de Mãe proporciona tudo isso, para meus clientes e para mim também.

Um dia, olhei para dentro de mim e quis mudar. Mas isso não aconteceu só comigo. Aconteceu com uma amiga, acontece com outra, com outra e outra ainda. E pode acontecer com você.

Mas você ainda tem medo de arriscar, mas lembre-se desde que seu bebê nasceu, você acabou por assumir riscos e os tem enfrentado com destreza. Você tem medos – grandes inclusive: Medo de errar, medo de perder os momentos mais valiosos, medo de ser rigorosa demais com você e com todos, medos…  Infinitos. Mas você os ENFRENTA. E enfrenta o maior de todos eles: De não ser a melhor mãe do mundo.

Lembre-se: Um bebê transforma a vida de qualquer um. Acredite, essa sensação de plenitude reflete em você. Você com certeza está mais bonita, mais cautelosa, mais zelosa, mais, mais… E por mais que não pareça você está muito mais corajosa.

Você é uma leoa. Não tem nada a temer. Siga seu instinto, ele sabe o que você deve fazer e para onde deve ir.

Não tema. Você é capaz.

Sabe onde é o lugar dessa mulher leoa que é você?

Lugar dessa mulher é onde ela quiser. Seja o que você quiser ser, mas seja intensamente feliz, e se preciso for; conte comigo.

 

 

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