Já são 28 anos de ausência do seu Madruga

O ator Don Ramón faleceu em 1988, mas seu legado é tão grande que influenciou um monte de gente a fazer teatro, a buscar o cinema e mesmo a se inspirar em trabalhar com humor

Postado dia 06/09/2016 às 09:56 por Leonardo Carrasco

madruga

Foto: Reprodução/Internet

Dia 2 de setembro seria o 93º aniversário de um dos grandes atores da história do cinema e da TV: Ramón Antonio Estebán Gómez de Valdés y Castillo, ou apenas Don Ramón, nosso eterno e querido Seu Madruga.

Ele faleceu em 1988, mas seu legado é tão grande que influenciou um monte de gente a fazer teatro, a buscar o cinema e mesmo a se inspirar em trabalhar com humor. Eu mesmo sou ator muito graças a minha idolatria desde pequeno pelo seriado El Chavo del Ocho, conhecido aqui no Brasil como Chaves.

Engraçado como tem coisas que estão tão ligadas a sua memória afetiva que você simplesmente não sabe quando aquilo entrou na sua vida. De fato, o seriado começou a ser exibido no país, pelo SBT, quando eu tinha um ano de idade – ó eu entregando minha idade! – em 1984. Logo, ele entrou na minha vida muito antes de qualquer outra coisa! E minha identificação com as personagens, com os episódios e os jargões é enorme. Porém, eu sempre tive uma ‘queda’ maior pelo ranzinza Seu Madruga.

Lembro que, quando eu era pequeno (tá, faz tempo, eu sei), eu adorava imitá-lo. Achava um barato as caretas e aqueles gestos super expressivos dele, seja quando estava irritado com algo, quando precisava usar de sua malandragem para fugir de um monte de situações (pagar o aluguel, pancadas de Dona Florinda…), para dar uma de galanteador (um dos apelidos dele no México era galán), ou mesmo pra demonstrar carinho a sua maneira.

madruga2A grande verdade, por mais clichê que soe, é que tudo que eu falar aqui vai ser pouco pra homenagear essa figura ímpar. Não tenho como expressar em palavras o quanto sou grato por ter crescido vendo essa lombriga reumática… digo, digo, digo, esse belo rapaz na tela, me fazendo rir muito junto com minha família e, principalmente, ter me ensinado valores que carrego comigo até hoje.

O barato do seriado é a humanidade que todos os moradores e frequentadores da vila mais simpática do mundo possuem. Não que eu tenha tido uma infância simplória como a deles, não vou ser hipócrita, mas mesmo assim a gente se identifica com aquelas brincadeiras, com as brigas, com as confusões… pois a vida real é colocada ali.

Retratar desemprego, fome, relacionamentos, desilusões é exatamente o que toca qualquer um que seja minimamente sensível. Claro que os roteiros de Roberto Gomez Bolaños são geniais, ele era a mente pensante de tudo aquilo – lembrando que El Chapulín Colorado e Chespirito são outros seriados tão espetaculares quanto Chaves – mas, pra mim, a personagem mais fantástica que é a mostra das emoções e sensações mais díspares do ser humano, dos valores mais nobres às espertezas inerentes do homem, é e sempre será o saudoso Seu Madruga.

Que ele e toda a trupe continuem inspirando e iluminando o caminho de muitas gerações que ainda estão por vir à Terra. Descanse em paz, Ron Damón!

 

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Sobre o Autor

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Leonardo Carrasco

Formado em marketing e publicidade, músico, ator profissional, dublador e locutor. Atualmente trabalha como diretor de marketing.

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