Inteligência artificial e bananas

A partir do momento em que transformamos uma pedra em ferramenta, passamos a dominar a tecnologia

Postado dia 12/12/2016 às 08:30 por Caio Rossi

inteligência

Foto: Reprodução

Tudo a nossa volta envolve algum grau de tecnologia, do plástico à banana. Pois não podemos nos esquecer que a agroindústria é um dos setores que mais demandam tecnologia, para produzir mais, melhor, mais rápido e a um menor custo.

Nesse mar de tecnologia, com telas reluzentes e aplicativos que automatizam tudo em nossas vidas, esquecemos de uma tecnologia que homem nenhum ainda conseguiu superar: o nosso cérebro.

O nosso cérebro é computador mais rápido que existe, é o melhor sistema de que se tem notícia. Quando é exercitado com experiências, principalmente nas primeiras fases da vida, ele pode melhorar e se tornar mais ágil em processos de decisão. Cada decisão tomada, estando certa ou errada, poderá alterar a forma como o cérebro vai reagir a novas experiências.

O processo de aprendizado é simples em teoria, mas aplicar às máquinas que conhecemos hoje é uma odisseia!

Tentamos através dos tempos espelhar a forma como nossas mentes funcionam em maquinas de silício, com certo sucesso eu diria. Nossos cérebros funcionam trocando informações baseadas em decisões simples, em uma cadeia complexa. Para entender melhor, dar um “Bom dia” para sua mãe de logo cedo pode render energia suficiente para acender uma lâmpada de led por 2 horas, tamanho é o trabalho que ele tem para “computar” tudo que será envolvido no processo, e tudo isso em uma fração de segundo.

Quando tentamos aplicar a inteligência artificial no dia-a-dia não buscamos aquela visão hollywoodiana, onde crianças robóticas correm pelo mundo em uma aventura sem fim. Tampouco precisamos temer que ela um dia poderá dizimar a espécie humana como a Skynet.

Buscamos criar ferramentas que possam tomar decisões complexas em tempos menores, com uma margem de erro menor que a humana, para tarefas extremamente especificas.

Um alimento, para chegar até você, precisou de muita inteligência artificial para enfrentar todos os desafios. Do processo de colheita da banana, sua contabilidade, o peso, uma máquina aferiu sua qualidade de forma ótica.

Ela foi enviada usando uma logística computada por software até o mercadinho. E, se você a pagou usando cartão, mais uma tecnologia envolvida verificando se pode ou não aprovar a venda da já cansada banana para você.

Dificilmente nossa geração irá conviver com robôs humanoides pelas ruas, e não penso ser tão prático ter algo assim. Imagine o quão caro seria ter algo assim. Mas já vivemos a aplicação de redes neurais e inteligência artificial a todo momento, como no computador de bordo do seu carro ou no Google, quando prevê o que você está procurando. Seria um erro esquecer dos jogos, que possuem intrincados sistemas de inteligência artificial para emular física e jogadores.

Enquanto você se delicia com este texto, uma guerra é travada de forma oculta na Wikipédia entre robôs completamente autônomos, programados para corrigir e aperfeiçoar o conteúdo da enciclopédia digital.

Quando um faz uma modificação, algum tempo depois passa outro para mudar novamente, e assim a maior enciclopédia do mundo tornasse um organismo quase que vivo, mudando conforme o tempo passa.

E cada vez mais encontraremos tecnologias que tentam replicar o funcionamento de nossas mentes em prol de facilidades do dia-a-dia. A internet das coisas está ai, trazendo para a realidade comum a todos, com portas, luzes e cortinas que são controladas por aplicativos para celular acessíveis a nós mortais.

A sua volta existe mais coisas que tentam imitar seu cérebro do que imaginava, e todas elas foram criadas para serem usadas como ferramentas por você. Essa é a tecnologia que funciona! Mimetizando a nós mesmos, ainda que de forma torta. Não é lindo?

 

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Caio Rossi

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