A infraestrutura dos aeroportos do Brasil

Vamos esperar os benefícios e legados positivos deixados pela Copa do Mundo de 2014 até quando?

Postado dia 21/12/2015 às 00:00 por Glauco Rocha

Brasília - Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek

Desde 30 de outubro de 2007, após o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, muito se falou em investimento em infraestrutura no país do futebol. Melhorias públicas, como transporte, ruas, avenidas e segurança. O resultado desses investimentos todo mundo sabe, ou melhor, todos nós ainda esperamos o retorno em nosso dia a dia, na prática. Segundo políticos e personalidades do esporte, a Copa do Mundo iria trazer muitos benefícios que ficariam de legado ao povo brasileiro.

Dentre os investimentos comentados, o turismo ganhou uma importância ainda maior, afinal, precisávamos fazer bonito ao receber visitantes do mundo inteiro. Para conversarmos, destaquei dois pontos: hotelaria e principalmente os aeroportos, esse último, assunto principal da nossa conversa.

Na hotelaria, os investidores fizeram a sua parte, ainda que não concluída 100% das entregas prevista dentro do prazo previsto. Os principais administradores da hotelaria (as grandes redes como Accor, Atlantica, BHG entre outras) abriram novos hotéis, aumentaram a oferta de apartamento principalmente nas cidades sede, mas, resolveram obter o retorno do investimento a curtíssimo prazo. O resultado não foi como o esperado, devido aos valores abusivos oferecidos aos turistas e afetando principalmente o hóspede corporativo, que durante esse período reduziu em mais de 40% o seu deslocamento durante o evento.

Quanto aos aeroportos, a proposta do governo era abrir licitações e colocar a administração dessas importantes portas de entrada em nosso país sob a responsabilidade de empresas especializadas. De fato isso aconteceu, porém, a previsão dos investimentos e retorno aos passageiros que lotam os aeroportos diariamente ficou bem aquém do esperado.

A proposta de construção de novos terminais acabou ficando restrita a poucos aeroportos e muitos deles ainda em obras, como é o caso do aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas. Em Guarulhos e Brasília, terminais novos e bem estruturados se unem aos antigos terminais, remodelados, porém de pouca otimização devido a sua distribuição, tanto das posições de check-in como na acomodação dos passageiros. Eis um ponto que merece uma observação pontual. Muitos assentos foram substituídos por novos equipamentos, mais bonitos e modernos, porém um item importante para a comodidade dos passageiros não teve tanta atenção, que são as tomadas. Em poucos assentos são oferecidas tomadas, hoje, recurso de grande importância para que os passageiros possam trabalhar com seus notebooks, carregar celulares entre outras utilidades. Quando oferecido, muitas vezes não funciona, ou seja, de nada adianta.

Outra facilidade ao passageiro, a internet Wi-Fi praticamente não funciona e quando funciona, não oferece a velocidade esperada. Nos principais aeroportos do país, como Guarulhos, Brasília e o aeroporto internacional do Galeão no Rio de Janeiro se quiserem se conectar, identifique um ponto fixo e fique por lá, caso contrário, ficará sem sinal.

De utilidade pública, os banheiros e a conservação dos mesmos deixam muito a desejar, com pouco espaço e na maioria dos aeroportos, a higienização não é o suficiente para o número de usuários. A falta de papel para as mãos e sabonete é constante.

Por fim, o mais importante de tudo isso, a segurança dos passageiros. Nós, usuários do sistema aeroviário nacional ficamos expostos à violência dentro dos terminais de embarque. Placas e anúncios nos alto-falantes orientam você a cuidar da sua bagagem, mas, oferecer segurança aos passageiros não é item de primeira importância para as novas administradoras. Constantemente notícias nos telejornais transmitem a ação de ladrões atuando nos principais aeroportos do país, furtando bolsas, malas e até equipamentos profissionais, como ocorreu recentemente com o vídeomaker do surfista Filipe Toledo, perdendo todo o seu equipamento de trabalho.

Para não alongar muito assunto, deixamos de lado os aeroportos regionais, que recebem voos regulares com uma infraestrutura basicamente necessária, nada mais.

Agora fica a pergunta: vamos esperar os benefícios e legados positivos deixados pela Copa do Mundo de 2014 até quando?

Deixe seu registro contado as suas experiências nos aeroportos do país.

Obrigado por sua atenção e até uma próxima.

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Sobre o Autor

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Glauco Rocha

Glauco Rocha é formado em Turismo e pós graduado no curso de MBA em Marketing e Vendas pela Anhembi Morumbi

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