Horário eleitoral gratuito

Dizem que de graça até injeção na testa serve, mas é hora de sermos criteriosos

Postado dia 01/03/2016 às 09:00 por Sociedade Pública

políticos

Foto: Divulgação/Internet

Um dos motivos que eu tinha TV por assinatura era para não ver o horário político, mas quando passei a me interessar mais por marketing e pela saúde do meu país, eu comecei a assistir às campanhas publicitárias para entender o que estava acontecendo.

Não precisei de muito esforço para concluir que as propagandas eleitorais vendem políticos como um banco vende um título de capitalização! Para quem não sabe o que é um título de capitalização, sugiro que continue sem saber.

A política é fria e pragmática, assim como um banco ou qualquer corporação que precise de grandes demandas para manter-se no monopólio, ou poder diferenciar-se de concorrentes para segurar ou expandir sua fatia de mercado. Qual o segredo disso? Crie uma alegoria que transforme seu produto em um bem emocional, e humanize sua marca.

Aquele banco que diz que é feito para você, age dessa forma quando te vende produtos que não precisa, cobra tarifas sem te consultar, te atende mal pelo telemarketing e não resolve seus problemas? E aquele candidato que pediu seu voto, prometeu ser seu amigo, e por mais de um ano te ignorou em seu gabinete quando você precisou?

Todos os políticos são maus? Não! Existem honestos, e eu particularmente conheço bons homens na política. Por isso que eu disse no olho desse artigo que é preciso sermos criteriosos. Assim como um banco promete te fazer rico, um candidato a presidente te promete igualdade social e uma economia próspera, e assim com um refrigerante promete matar sua sede, um candidato a governador promete acabar com a fome. Não gostou? Liga para o 0-800 e reclama no SAC!

Sabe quanto custa para o Maluf colocar a cara dele na televisão e te chamar de amigo? Bem caro… Ainda chamam a propaganda eleitoral de horário eleitoral gratuito. Gratuito para quem? É caro! Bem caro, e nós, eleitores e telespectadores pagamos por isso também com o imposto de cada hora do dia a dia, que vira dinheiro sujo, mas depois é lavadinho com muito carinho para circular no meio do mensalões e petrolões, que correm pelos valeriodutos da vida bandida até chegar em um Duda Mendonça que faz de presidente até um cachorro sem dente!

Neste ano de 2016 não perca a nova atração democrática e obrigatória da TV brasileira, estrelada sadicamente pelo PP, PSDB, PMDB, PSOL, PSTU, PV, PTB, PCO, PV, PQP e qualquer outro aí, criando o que chamo de “uma nova versão de uma velha história”

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