Hora de crescer

Autoconhecimento: Para assumir nossa real identidade e entrarmos em sintonia com o que temos de melhor, é preciso uma viagem sem volta para o alto de nossas coroas

Postado dia 07/04/2016 às 08:30 por Sociedade Pública

autoconhecimento

Foto: Reprodução/Internet

Durante minha vida gastei um bom tempo me conhecendo. Tive vários estilos, usei roupas diferentes, me envolvi com as artes, andei em diversos lugares, trabalhei com muitas coisas, fui de várias tribos, conheci gente de tudo quanto foi tipo, mudei bastante de opinião, crenças, ideologias, buscava respostas na filosofia e, quanto mais respostas, mais perguntas eu fazia.

Senti uma grande diferença quando fiz 30 anos de idade. Junto com três décadas, veio uma necessidade de quietar-me, observar mais, viver a anunciada maturidade. Tudo que tinha vivenciado foi definitivamente vivido. Ponto final. E quando comecei a ficar mais introspectivo, eu encontrei tudo que precisava saber, pois estavam claras dentro de mim, as verdadeiras emoções obtidas pelas diversas experiências que me sujeitei, de livre e espontânea vontade.

Não precisava viver tudo de novo para me se sentir bem, e sim viver o novo para ser alguém.

O que era realmente novo? Viver o outro lado de tudo que eu tinha evitado a vida inteira, pensando somente nos prazeres e deleites da vida, que um dia perdem a graça e tornam-se perigosas armadilhas.

Eu decidi que a necessidade moral de firmar meus passos em escolhas duradouras era mais importante que vivenciar a vida como um mero expectador. A vida repleta de fantasias tornou-se repetitiva e entediante. Então eu aprendi o real sentido da palavra responsabilidade.

Hoje eu tenho uma identidade mais serena e estável que um tanto me agrada. Minhas obrigações movem meus pensamentos para que eu supere minhas dificuldades.

As adversidades vividas me fortaleceram de forma positiva. Hoje eu demoro mais para formar uma opinião, observo mais as coisas. Não polarizo as situações e sou mais paciente e tolerante. Vejo nas minhas ações, a forma que eu quero que o mundo me trate. O mundo precisa ser mais examinado e menos subestimado, pois vejo diariamente pessoas sendo vítimas das próprias palavras e vivendo como escravas das próprias atitudes.

A vida é feita de momentos, mas quando encontramos nossa essência e aprendemos a desenvolvê-la, entendemos mais sobre a gente. No olho do tornado a vida se torna incontrolável, e quando vamos crescendo, temos que ter controle, assumir as rédeas.

O autoconhecimento nos leva a abdicar de tantas coisas. Para assumir nossa real identidade e entrarmos em sintonia com o que temos de melhor, é preciso uma viagem sem volta para o alto de nossas coroas, e assim, mudarmos para a melhor, pois vejo hoje em consciência, o mundo precisando de mudanças e de bons exemplos.

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