Homeopatia auxilia na cura da próstata

É importante ressaltar que o tratamento homeopático pode se tornar uma boa ajuda no combate à doença se aliado ao tratamento primordial

Postado dia 05/05/2016 às 09:00 por Ariovaldo Ribeiro

homeopatia

Foto: Reprodução/Internet

Embora haja uma campanha em massa no mês de novembro para conscientizar da importância da prevenção do câncer de próstata, esse é um cuidado que deve perdurar durante todo o ano. Essa preocupação não é à toa: no Brasil, esse tipo de câncer fica em segundo lugar entre os mais comuns entre pessoas do sexo masculino, perdendo o posto somente para o câncer de pele não-melanoma. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva é de que 61.200 novos casos sejam diagnosticados este ano.

Sobre este assunto, eu e a Dra. Ana Lúcia Dias Paulo, da Clínica Similia, destacamos para a Sociedade Pública o uso da homeopatia no tratamento do câncer de próstata. É importante ressaltar que o tratamento homeopático pode se tornar um bom auxiliar no combate à doença se aliado ao tratamento primordial. “No caso do câncer, a homeopatia pode aliviar os sintomas da quimioterapia, mas é importante procurar um urologista para o tratamento principal e um homeopata para o tratamento paralelo”.

Somente sob orientação profissional é possível acordar os dois tratamentos para esse tipo de doença. A parte positiva é que quando o câncer de próstata é diagnosticado nos primeiros estágios, as chances de cura são altas. A próstata nada mais é que uma glândula do tamanho aproximado de uma noz que somente pessoas do sexo masculino possuem – têm pequenas glândulas responsáveis por produzir parte do sêmen, líquido que protege os espermatozoides. Fica localizada abaixo da bexiga e em frente ao reto e a uretra, que é por onde passa a urina.

Grupo de risco

Esta é uma doença geralmente recorrente em homens na terceira idade – cerca de 75% dos casos são em pessoas que têm mais de 65 anos, e pode ser fruto de um histórico genético, o que aumenta a probabilidade de desenvolver a doença. Homens negros também têm uma possibilidade maior de terem a doença e, independente se o homem é branco ou negro, o estilo de vida pode influenciar na ocorrência da doença.

Alimentação e exercícios

Estudos apontam que pessoas que consomem muita gordura, carne vermelha e cálcio em excesso se expõe à possibilidade de aparição do câncer de próstata. Os que não têm o hábito de consumir frutas e verduras também se incluem nesse grupo de risco. A ingestão de tomate não é fruto de conhecimento popular: este item pode auxiliar na prevenção. Os hábitos de vida saudáveis não excluem a prática regular de atividade física.

Dificuldade

A principal barreira em especial no diagnóstico e continuidade no tratamento está ainda ligado ao preconceito dos homens, que não têm o hábito de se consultar com o objetivo de prevenir – muitos buscam atendimento quando os sintomas já são aparentes e a doença está instalada. “Os homens têm mais dificuldade de se tratar no geral, pois demoram mais a ir ao médico”.

Muitas estratégias adotadas pelas Secretarias de Saúde Municipais, por exemplo, é estabelecer esse contato com homens e trabalhar o processo de convencimento através das mulheres – esposas, mães ou filhas, que historicamente têm o hábito de se consultar com maior regularidade. As campanhas desenvolvidas em larga escala todos os anos também reforçam a importância desse cuidado com a saúde masculina, o que tem surtido efeito a longo prazo, fazendo com que os homens se atentem a esse cuidado.

Dados referentes à doença nos Estados Unidos, por exemplo, mostram que um a cada seis homens será diagnosticado com a doença em 2016, mas, no entanto, somente um a cada 34 vão a óbito por causa do câncer de próstata. Em decorrência do diagnóstico precoce a taxa de mortalidade vem caindo consideravelmente.

Sintomas

O câncer de próstata geralmente dá indícios quando a doença já está instalada. No estágio inicial só é possível constatar o tumor a partir de exames, como o PSA (antígeno específico da próstata) ou o toque retal. Alguns pacientes podem apresentar dificuldade na hora de urinar, ter a sensação de que a bexiga não esvaziou por completo e a frequência urinária também pode aumentar. É importante ressaltar que nem sempre os sintomas são aparentes e que essas situações acima citadas podem não representar a doença, no entanto não descarta a investigação médica imediata.

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Sobre o Autor

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Ariovaldo Ribeiro

Médico homeopata especializado, Especialista em Homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira.

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