Greve geral e reforma da previdência

O governo do PT, que destruiu a economia nacional, agora une os trabalhadores para fazerem protestos contra o governo atual, que está buscando uma solução para a crise e pode dar um tiro no pé

Postado dia 16/03/2017 às 09:00 por Wilson ADM

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Foto: Reprodução

A novela dramática brasileira não tem fim. Superar a crise implantando outra parece ser a melhor saída encontrada pelo governo Temer. Enquanto o governo anterior mascarava os rombos nos cofres públicos ludibriando os trabalhadores com discursos populistas descarados, fazendo a população acreditar que a economia brasileira estava sobre controle, o novo governo aproveitou essa oportunidade para criar medidas radicais visando proteger o cofre nacional. Com isso, sem muito drama, chegou enfiando a mão na cara dos trabalhadores brasileiros.

É um desequilíbrio tremendo, o país passeia entre os extremos.

A reforma da previdência coloca sim os trabalhadores em uma sinuca de bico. O governo alega que a tendência da população brasileira é que no futuro haja mais idosos do que jovens. Mas isso não significa certeza de eficácia, pois o que vemos hoje é um grande aumento de jovens no mercado de trabalho e cada vez mais pessoas de meia idade sendo demitidas. Os jovens lidam melhor com o desenvolvimento tecnológico, então essa hipótese prevista pelo governo pode ser um tiro no pé, prejudicando diretamente toda a população que deverá se esforçar muito mais para manter-se no mercado de trabalho por mais tempo, competindo sempre com as novas gerações que tendem a surgir mais bem preparadas, mais informadas e dispostas a trabalhar mais por um salário menor.

Uma grande ironia é que o governo do PT, que destruiu a economia nacional, gerou desempregos e comprometeu o desenvolvimento do país, agora une os trabalhadores para fazerem protestos contra o governo atual que está buscando uma medida arriscada e de sucesso duvidoso a longo prazo. Primeiro aconteceu com a PEC do congelamento, agora acontece com a reforma da previdência.

Uma greve geral que paralisa os serviços públicos essenciais para os cidadãos serve apenas para exaltar os sindicalistas envolvidos por trás de toda essa desordem. Greves no Brasil não funcionam, pois ninguém aguenta por muito tempo arriscar a garantia de sustento de suas famílias. Um país em recessão com os gastos limitados não pode acreditar que uma greve será a solução para inibir as ações do governo. Uma mobilização que priva o cidadão trabalhador de seus direitos de ir e vir é crime. Como a greve dos polícias do Espírito Santo. Um servidor público dessa categoria compromete cidadãos de bem quando resolve abdicar de suas obrigações e atrasa ainda mais o desenvolvimento do país.

Durante doze anos o governo anterior deitou e rolou com o dinheiro público e a população demorou para intervir. Quando medidas foram tomadas, já não havia mais o que fazer, pois, novamente, todo o sistema já estava aparelhado e a população teve de amargar as decisões emergenciais que foram tomadas às pressas para estancar o vazamento de recursos públicos.

Agora está previsto que homens e mulheres tenham que trabalhar até os 65 anos para terem seus direitos de aposentadoria. Esse absurdo só foi possível devido a oportunidades que foram abertas após grandes irresponsabilidades, para que novamente o governo colocasse o cidadão na margem da democracia.

A reforma é impraticável e compromete seriamente a distribuição de renda dos brasileiros no futuro. Essa tomada de decisão não agradou ninguém e deve ser modificada o quanto antes para que não tenhamos, daqui a alguns anos, uma sociedade cheia de idosos desabrigados e um mercado lento com falta de produção. Já passou há muito tempo o momento de o povo aprender como escolher representantes que não coloquem seu futuro em risco.

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