Fontes de vida dentro das cidades

As maiores concentrações humanas são construídas perto de fontes de água. Existem diversos perfis de mananciais

Postado dia 08/09/2016 às 08:30 por Renato Faury

 

mananciais

Foto: Reprodução/Internet

Os núcleos urbanos se formam próximos às fontes de água. O crescimento e o desenvolvimento das cidades são determinados pela proximidade de mananciais, que podem ser caracterizados pelos formatos:

De grande porte: Geralmente públicos, situados em locais de boa pluviosidade, onde grandes vazões são captadas e levadas a longas distâncias para o consumo da população das metrópoles.

Não havendo proteção da bacia hidrográfica, o manancial acaba sendo inutilizado para o abastecimento público, ou, na melhor das hipóteses, o tratamento dessa água fica mais difícil e caro. Devido à crescente degradação dos recursos hídricos, em algumas localidades já se aceita água com qualidade abaixo dos padrões para distribuir à população.

Pequenos: Fontes, bicas, olhos d’água, poços, etc, que são utilizados por um número restrito de pessoas ou animais, geralmente correndo o risco de contaminações bacteriológicas e químicas, devido à proximidade das populações e das atividades humanas.

Havendo uma área protegida contornando esses mananciais e realizando análises periódicas, essa água é normalmente utilizada.

Poço raso: É viável nas áreas rurais; sendo praticamente impossível de ser encontrado sem contaminações nas áreas urbanizadas, devido à infiltração de resíduos biológicos e químicos no lençol freático. Essa água pode ser utilizada para fins menos nobres, como descargas de privadas, rega de jardins, lavagem de veículos, etc., economizando a água potável.

Poço profundo: Pouco acessível à maioria da população, devido ao seu custo elevado e ao esgotamento do potencial hídrico subterrâneo específico em cada localidade. Normalmente a água é de boa qualidade.

Exceção: No caso de haver infiltrações de contaminantes para os poços, através de resíduos químicos ou biológicos provenientes da superfície e de outros poços abandonados na região e que drenam poluentes do meio externo para o aquífero.

A água em abundância, que favoreceu o crescimento das cidades, após algum tempo se torna insuficiente ou degradada. Surge então o dilema: impedir o crescimento da localidade, ou trazer água de outros mananciais distantes para suprir a demanda?

Se conseguirmos atender ao abastecimento de água até o limite máximo da ocupação urbana prevista, com os recursos hídricos disponíveis na própria região, não será necessária a importação de água de outras bacias, evitando a ocorrência de problemas ambientais, sociais e financeiros nas localidades da qual virá a água.

É difícil prever o quanto vai crescer a população com a exatidão desejada pelos planejadores.

Digam aos moradores da periferia, aos sem emprego, aos sem casas (com acabamento), sem comida adequada, sem lazer e sem dinheiro que eles também vão virar os “sem água”.

 

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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