Fogos de artifício – dicas para evitar acidentes com animais

As comemorações de finais de ano se aproximam e aumentam a procura de um artefato que não só incomoda muita gente, como também coloca em risco a vida dos animais, principalmente dos cachorros

Postado dia 30/12/2015 às 09:45 por Lisandro Frederico

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Os fogos de artifício se tornaram uma tradição no réveillon, uma diversão perigosa e que custa caro, mas não só do ponto de vista econômico. Somente em 2015 pelo menos três tragédias na fabricação desses artefatos deixaram destruição e mortes no Brasil e no exterior. Em 2009 uma fábrica de fogos da Grande São Paulo também entrou para a lista de tragédias com os artefatos, na ocasião quatro casas foram destruídas, duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas. O prejuízo ocasionado pelos fogos de artifício também atinge os animais. O barulho causa traumas físicos e psicológicos, fazem aves abandonarem os ninhos e modificam a reprodução da fauna em florestas.

Os cães sofrem muito nesse período. A capacidade auditiva de um cão é maior que do ser humano, eles conseguem detectar sons até quatro vezes mais distantes do que nós. Os fogos de artifício causam um estrondo ensurdecedor ocasionado pelo deslocamento de ar. Esse barulho se torna muito mais agressivo ao ouvido sensível de outras espécies, como dos cães.

Matéria Fogos de Artifício - Crédito Suzana HiromiQuando os fogos de artifício são explodidos os cães que estão próximos podem sofrer danos físicos, como a ruptura ou dilaceração dos tímpanos. Mesmo que a explosão não seja próxima, ainda existem os danos psicológicos pode ser irreversíveis. Os cães associam o barulho ensurdecedor a um quadro de fobia, o que pode ocasionar ansiedade, aumento da frequência cardíaca, tremores e até a morte. São frequentes os relatos de animais que se envolvem em acidentes durante a queima de fogos de artifício: Fugas, atropelamentos, enforcamento em coleiras, alguns se aprisionam em locais de difícil acesso para se protegerem, atacam pessoas e até se arremessam de janelas e sacadas. Para agravar esse cenário, dificilmente se encontra um socorro veterinário aberto no primeiro dia do ano, após a queima de fogos.

Em alguns países da Europa, o respeito e a preocupação com o meio ambiente fez com que legislações específicas fossem criadas para proibir o uso de fogos de artifício em determinadas regiões, garantindo a integridade da fauna local.

Após o Natal, muita gente deve ter percebido animais vagando pelas ruas com caraterísticas de animais perdidos, usando coleiras, roupas, pelagem aparada, etc. As ONGs também registram um crescimento de 40% na ocorrência de tutores que buscam seus animais após as fugas. Para esse quadro ser revertido, é preciso precaução.
Aqui vão 10 dicas para ajudar a prevenir acidentes e manter seu animal seguro durante a queima de fogos:

– Antes das festividades, coloque uma plaquinha de identificação na coleira do seu animal, com seu nome e telefones. Certifique de utilizar um material resistente e impermeável. Tenha consciência que esse é um cuidado básico que só é valorizado depois que o acidente (fuga) acontece.

– Se o animal ficar sozinho acomode-o em local com iluminação suave, portas e janelas fechadas, utilize cobertores e até mesmo colchões para estancar o vazamento de som.

– Utilize tampões de algodão nos ouvidos dos animais. Eles podem ser colocados logo antes da queima de fogos e podem diminuir o barulho.

– Evite deixar muitos cães juntos. O estresse do barulho pode fazê-los brigarem até a morte.

– Se possível, ligue o Rádio ou TV em estações que tenham locutores falando com os ouvintes. Antes da queima de fogos, aumente aos poucos o volume para acostumá-los com o som alto. Dessa forma ele não se assustará tanto com o som alto e inesperado dos fogos.

– Gatos precisam ser presos em um quarto, com toquinhas, caminhas, edredons espalhados pelo espaço, além de comida e água suficiente.

– Florais de Bach são calmantes naturais que apresentam resultado eficaz para momentos como esse. Eles podem ser adquiridos em farmácias de manipulação e quem opta por essa terapia precisa iniciá-la com pelo menos cinco dias de antecedência à queima dos fogos.

– Se o seu animal costuma apresentar um estresse elevado durante as explosões, ou não pode ficar dentro de casa, ainda dá tempo de procurar um veterinário que possa receitar sedativos para acalmar o animal.

-Por precaução, informe-se sobre clínicas veterinárias que estarão abertas na sua região no primeiro dia do ano. Normalmente as clínicas com atendimento 24 horas mantêm seus plantões. Aqui na região do Alto Tietê/SP você pode contar com o Hospital Veterinário Poli Pet localizado em Mogi das Cruzes.

Tome nota desses cuidados. O que me resta é desejar um Feliz Ano Novo! Que 2016 seja um ano de saúde, aprendizado e mais amor ao próximo. Que haja mais esperança no Brasil, mais otimismo no povo e mais respeito pelos animais que tanto dependem de nós!

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Sobre o Autor

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Lisandro Frederico

É formado em Marketing, é atual vereador da cidade de Suzano e atualmente preside o Projeto Adote Suzano, ONG que atua na proteção dos animais

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