A felicidade do outro contagia ou incomoda?

Você conhece alguém que esbanja energia e felicidade o tempo todo?

Postado dia 12/07/2016 às 09:00 por Priscilla Brandeker

felicidade

Foto: Reprodução/INternet

Quando digo felicidade, não estou me referindo ao velho e bom humor, mas à capacidade de curtir e aproveitar cada momento proporcionado pela vida.

Bom, se você já conheceu alguém assim, sabe o quanto a alegria pode ser contagiante. Porém, há quem diga que a felicidade do outro pode causar mais inveja e despeito do que alegria compartilhada. Há até uma famosa frase que corre as mídias atuais, que diz para as pessoas comemorarem suas conquistas em silêncio para que tudo realmente dê certo. O que você pensa sobre isso?

Reflitamos um pouco. Quem nunca falou ou pelo menos pensou em algumas frases parecidas com essas: “Caramba, fulano está desempregado e está feliz. Como é que pode? Se fosse eu, estaria super preocupado e sequer sairia de casa”; “Como pode a horrorosa da ciclana, conseguir namorar um rapaz maravilhoso daquele?”; “Alguém me explica como Beltrana pode estar feliz sendo solteira? Só pode estar fingindo”.

Por que a felicidade do outro pode mexer tanto conosco? Primeiro porque quando não estamos felizes, temos a tendência de querer que amigos ou familiares “compactuem” do nosso momento e “vivam” a nossa dor junto conosco, respeitando-nos e algumas vezes dando-nos força e incentivo. Por outro lado, há pessoas que gritam a sua felicidade aos quatro cantos, sem perceberem que ao seu lado há alguém precisando de ajuda e talvez a sua demonstração de felicidade não ajude neste momento.

É algo como empatia, compaixão, companheirismo. Não precisamos ficar tristes como o outro para ajudá-lo, nem deixá-lo de lado porque ele não compartilha (nesse momento) das nossas alegrias, mas podemos dizer-lhes que estamos felizes e que queremos ajudá-los a ficarem felizes com suas conquistas futuras também. Basta que ambos concordem.

Como diria o ditado, a felicidade é um estado de espírito. Isso nada tem a ver com religião, mas sim com propósitos de vida. Quando temos propósitos de vida e começamos a ver que eles podem ser atingidos, nossas energias fluem de forma melhor e nosso corpo reage de forma a enviar hormônios necessários para a busca dessas realizações. Quando nos sentimos encorajados (por nós mesmos ou por outros), quando nos sentimos valorizados, quando nos sentimos úteis e capazes, todo esse quadro pode ser revertido.

Em teoria, quantos de vocês têm medo de demonstrar felicidade? Sim, eu disse medo, porque é medo que a maioria das pessoas sente. Medo de essa felicidade toda passar, medo da inveja dos outros, medo de dar tudo errado, medo de estar mais feliz que o parceiro e não saber lidar com isso, medo de ter mais dinheiro que todos da família, medo de ser mais feliz, medo, medo, medo. Podemos sabotar nossa própria felicidade (inconsciente ou conscientemente) e não nos permitimos ser felizes (ou mais felizes que já somos), por sentirmos medo.

Se soubéssemos o quanto o amor pode curar e a felicidade contagiar, talvez conseguíssemos mudar um pouco a nossa postura um tanto quanto egoísta nas próximas vezes. Para irradiar energia boa por onde passamos não é preciso muito. E plantar uma semente no outro, é aumentar o nosso próprio jardim. Pense nisso.

Um abraço,

Priscilla T. Brandeker

CRP 06/123945

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Sobre o Autor

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Priscilla Brandeker

Priscila Brandeker é psicóloga especializada. Atende crianças, adolescentes, adultos e também pessoas da terceira idade. Priscilla T. Brandeker Psicóloga (CRP 06/123945)

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