Falta apenas um sonho!

Postado dia 01/10/2015 às 22:55 por Fernando Muniz

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No dia cinco de agosto de 2013, o Governo Federal deu um grande passo a fim de tutelar os interesses da Juventude brasileira, sancionando e publicando a Lei 12.852, a qual instituiu o Estatuto Nacional da Juventude, traçando os princípios e diretrizes das políticas públicas voltadas ao jovem brasileiro entre quinze e vinte e nove anos de idade de todos os Estados e Municípios da Federação.

Concordamos que foi um grande avanço para preencher uma lacuna existente entre a criança, o adolescente e os jovens em transição para a tão aguardada vida adulta. Entretanto, apenas o Estatuto da Juventude não é suficiente para, realmente, transformar a vida desses milhares de jovens tão diferentes espalhados por todo o País.

O jovem que vive nos grandes centros possui famílias estruturadas, acesso a educação de qualidade, bons serviços de saúde e desde a sua infância já vai criando em sua mente o sonho e a tão esperada resposta a pergunta, do que ele quer ser quando crescer. Não raro se espelham nos pais, nos amigos da escola, no vizinho do condomínio, sonhando em se tornar médico, engenheiro, jornalista, advogado, ator e tantas outras carreiras que a estrutura e o ambiente que ele vive o fez acreditar que é possível sonhar e chegar lá, afinal de contas o seu irmão mais velho conseguiu!

Já aquele jovem que vive afastado dos grandes centros, em regiões de periferia literalmente na borda dos grandes Municípios, invariavelmente não tem motivos para sonhar! Na maioria das vezes, filho de mãe solteira não chegou a conhecer o seu pai, que fugiu ou está recolhido ao sistema carcerário, diferente do jovem dos grandes centros, sem acesso a serviços básicos de saneamento, educação de qualidade e uma boa atenção à saúde, a última coisa que passa na cabeça desse jovem é o direito de sonhar, ao ver todos os dias sua mãe se sacrificar dentro do transporte coletivo para garantir o sustendo dele e seus irmãos menores.

Em verdade, o que falta apenas a esse jovem é uma referência que possa devolver o seu direito tolhido desde seu nascimento, o direito de sonhar. Nós todos precisamos atuar como verdadeiras referências e fontes de inspiração e mostrar a esse jovem que somente através da educação é que ele vai vencer, que ele tem sim o direito de sonhar cada vez mais alto até a sua chegada aos bancos da Universidade atingindo em definitivo todos os seus sonhos. Como fazer isso? Simples! Deixemos o preconceito de lado, de dizer que todo jovem marginalizado é bandido, que todo jovem da periferia que vai a praia é para fazer arrastão e vamos mostrar que ele pode sonhar e tem o direito conferido a todos os jovens de chegar lá!

Atuemos como uma espécie de fontes de sonho, como diz o Jovem brilhante e inspirador Eduardo Lyra, “Não importa onde você está e sim para onde você vai, todo jovem pode!”

 

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Sobre o Autor

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Fernando Muniz

Atua como advogado, e é membro do Primeiro Conselho Municipal da Juventude de Mogi das Cruzes.

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