Existe receita para a felicidade?

Você já se sentiu atraído por alguma mensagem que dizia como fazer para melhorar ou conseguir alguma coisa espetacular na sua vida?

Postado dia 30/03/2017 às 08:30 por Priscilla Brandeker

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Foto: Reprodução

E aquele famoso título com cinco dicas infalíveis para conquistar a pessoa amada? Duvido que você nunca abriu ou sentiu vontade de abrir algum link do tipo. E aqueles testes de revistas para saber qual tipo de personalidade combina com o seu e como você deve fazer para melhorar? Quem nunca? (Eu fiz vários na minha adolescência, rs.) São ótimos, distraem e trazem elementos bem interessantes para reflexão; porém, servem exatamente para todo mundo que tiver as mesmas respostas? Coincidência, adivinhação ou estudo científico?

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A partir deste ponto, a reflexão que proponho aqui é sobre o volume de informações que estamos recebendo e buscando o tempo todo – e não somente isso, mas principalmente a quantidade de soluções mágicas que aparecem num piscar de olhos. São passo-a-passo para ser assim ou assado, comportamentos para adquirir e mudar, regras para seguir e ser feliz. Somos bombardeados de pessoas dizendo o tempo todo o que é bom ou não para nossas vidas.

Todas as vezes que me pego pensando nisso, penso se também não faço desta forma, quando lanço um bate-papo com pais e mães ou escrevo um texto para ajudá-los na educação infantil. E sabe por que isso despertou meu interesse e chegou até a me incomodar caros leitores?

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Porque não existe uma regra, um passo-a-passo, uma lei ou uma norma que sejam idênticas e válidas para todos os seres humanos. O que existem são estudos baseados em experiências científicas e métodos empíricos e válidos para que se possa dizer que tal atitude pode ajudar (ou não) determinadas pessoas, e não todo mundo na mesma proporção.

O cuidado que aqui quero colocar como reflexão, e que faço e/ou tento fazer em todos os meus textos, é sermos completamente abertos a novas reflexões, atitudes, ideias, mudanças de conceitos e comportamentos. Mas isso precisa vir de dentro, da sua própria vontade, do seu autoconhecimento, da sua busca interior e única, e não de uma regra supostamente “válida” para todos num único pacote.

Tomemos cuidado com itens infalíveis para conseguir isso ou aquilo. Cada um é cada um, único e especial em sua própria história. Descobrir-se, resolver problemas do passado ou mudar atitudes e comportamentos, é individual e intransferível, ok?

Um abraço grande,

Priscilla T. Brandeker

CRP 06/123945

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Sobre o Autor

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Priscilla Brandeker

Priscila Brandeker é psicóloga especializada. Atende crianças, adolescentes, adultos e também pessoas da terceira idade. Priscilla T. Brandeker Psicóloga (CRP 06/123945)

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