Ensino médio regular x ensino médio técnico

É preciso levar em conta que 70% dos alunos que concluem o ensino técnico conseguem colocação no mercado de trabalho um ano após a conclusão do curso

Postado dia 03/01/2017 às 09:29 por Kelly Carrijo

técnico

Foto: Reprodução

Muitos pais me perguntam se devem ou não incentivar os filhos a adentrarem em um curso técnico. Eu respondo com outra pergunta: “Você, se fosse um empregador, daria prioridade a um candidato que já tivesse uma formação básica e um estágio ou àquele sem experiência e formação alguma?”

Cada dia mais observo que os estudantes, tanto de escola pública quanto particular, estão distantes da realidade do mercado de trabalho, não têm noção do segmento com o qual se identificam e têm dificuldade de relacionamento interpessoal; tais questões são provenientes da falta de abordagem ao assunto com os jovens. Enquanto eles não perceberem que quem tem mais conhecimento específico de determinada área tem mais condições de conseguir um emprego, isso pra eles não fará sentido algum. É assunto desconexo, entende?

Acredito até que não está no radar dos pais um fato muito relevante: 70% dos alunos que concluem o ensino médio técnico conseguem colocação no mercado de trabalho um ano após a conclusão do curso (pesquisa realizada pelo Ibope, por solicitação do Senai, com mais de 2000 estudantes em 2014).

Há também outro número bem relevante e que diz muito: é que, nos países desenvolvidos, em média, 30% dos alunos de ensino médio optam por seguir um curso profissionalizante e/ou técnico e no Brasil, até 2014, esse percentual era de 6%, pasmem.

Ademais a questão da inserção no mercado de trabalho, outro fator positivo é que esse estudante começa a enxergar significado no conteúdo aprendido (temos muitos alunos questionando a aplicabilidade no cotidiano do Teorema de Baskhara ou de Tales, pra quem não seguirá em alguma área específica de exatas, obviamente). E isso é tudo o que o aluno mais deseja além de ver que o conhecimento estudado será aplicado na função/cargo que o mesmo almeja e isso o deixa mais preparado profissionalmente.

Bem, cabe a nós, formadores de opinião e que estamos diariamente próximo a esses alunos e pais, fomentar e clarificar o assunto, evidenciando o retorno do investimento (até mesmo do ponto de vista financeiro aqui, pois esse jovem precisa desenvolver o olhar para transformar esse conhecimento em renda/dinheiro)

Quando abordo dessa forma, qualquer pai e mãe entende a importância do assunto e, nesse momento, principalmente, compra a ideia comigo. Após isso, passa a ser, exclusivamente, uma escolha do aluno qual caminho seguir.

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Sobre o Autor

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Kelly Carrijo

Formada em licenciatura, pós-graduada em Gestão de Negócios e MBA em Gerenciamento de Projetos

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