Educação sexual nas escolas

Como é a atuação do profissional dessa área nas escolas?

Postado dia 07/06/2016 às 09:00 por Priscila Andrade

 

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Foto: Reprodução/Internet

Muitas pessoas se questionam o porquê e qual a importância da educação sexual nas escolas. O senso comum afirma que ao se falar sobre sexo/sexualidade, crianças e adolescentes serão incentivados a fazer sexo antes da idade adulta, o sexo em si já é visto como algo negativo, é um assunto proibido, que não se fala, causador de doenças, mas toda essa associação ao sexo é um equívoco.

Como se sabe a escola não é simplesmente um lugar para se ensinar as disciplinas obrigatórias exigida no currículo escolar. O educador também é responsável por transmitir valores, derrubando preconceitos e desinformação, exatamente onde sexo e sexualidade se encaixam. O grande problema, é que a maioria das escolas acham que o educador (a) sexual é um apagador de incêndios, pelo qual é solicitado quando há problemas de cunho sexual, através de algumas palestras e acreditam que está tudo resolvido.

Só que não é esse o propósito do educador (a) sexual, porque esses problemas que a princípio parecem ter sido resolvidos, voltarão, isso porque, há necessidade de se fazer um trabalho de educação sexual contínuo, que haja criticidade, que combata preconceitos de gênero, a discriminação ao determinar juízo de valores, ensinar a questionar se aquilo é certo ou não, que informe, que faça os alunos refletirem.

Se, inicialmente, buscava-se uma formação para evitar a gravidez precoce e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, hoje, almeja-se muito mais ao colocar em discussão as temáticas relacionadas – por exemplo, o abuso sexual infantil e o exercício da sexualidade com responsabilidade e o entendimento de que a sexualidade é algo inerente à vida e à saúde.

O educador (a) sexual é um profissional preparado para abordar o assunto de sexo/sexualidade com naturalidade, sem modelos a serem seguidos, respeitando sempre as visões e situações que o aluno se encontra, pois na sexualidade nunca há uma verdade absoluta, o educador deve estar preparado para não ser moralista e ser desinibido quando o assunto é sexo, deve estar sempre apto a responder os mais diversos tipos de dúvidas. Ter conhecimento sobre sexualidade/sexo e tudo que permeia esse assunto, e jamais se basear no senso comum.

Para finalizar, o educador (a) sexual é o profissional hábil a descortinar a sexualidade, ensinando a enxergá-la como algo natural, com o intuito de mostrar as crianças e adolescentes esse assunto de forma clara e precisa, para que esses não cresçam com uma visão distorcida e que fiquem livres de tabus e preconceitos, e acima de tudo que respeitem o outro com seu corpo e suas escolhas.

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Sobre o Autor

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Priscila Andrade

Professora e Educadora Sexual. Pedagoga e Mestre em Educação Sexual,

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