Ecossistema de inovação

A dinâmica em torno do empreendedorismo impacta a todos os que estão envolvidos. São atores diversos, de diferentes áreas, que precisam trabalhar em conjunto

Postado dia 10/03/2017 às 08:00 por Liszeila Martingo

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Foto: Reprodução

A composição de um ecossistema para inovação e empreendedorismo em uma localidade é fascinante. Envolve atores diversos: as aceleradoras, as agências digitais, os coworkings, os hackerspaces, as incubadoras, os investidores, os startups e wi-fi spots são algumas organizações que compõem esse cenário.

Porém, é necessário um esforço conjunto de atores da área privada e da área pública. É lógico que, se atores privados se envolvem e se organizam, e até, patrocinam, será mais fácil. Contudo, em muitas localidades, há uma dependência natural da área pública.

Dentro dos ecossistemas de inovação há integração entre os participantes, com o objetivo de desenvolver projetos, que formam um ambiente de aprendizagem e criação inovadora. Desenvolve-se uma ideologia cooperativa, que leva aos polos empreendedores, que, graças à união de vários empresários de um determinado segmento de mercado, criam um ambiente de forte comércio e desenvolvimento empresarial.

Os parques tecnológicos são considerados núcleos que compõem um ecossistema saudável. Neles, aglomeram-se empresas de base comum, que querem desenvolver soluções para setores da economia evidentes naquele cenário local e regional. Dentro desses ecossistemas, surgem várias empresas inovadoras.

Para estimular o empreendedorismo dentro dos parques, é necessário que haja startups de tecnologia que inovam para solucionarem problemas de empresas, sejam tradicionais ou não. Daí atraírem empresas para as incubadoras, que buscam solucionar esses problemas.

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Além desse formato que acontece em não muitas regiões, há a possibilidade de desenvolver projetos e soluções através do crowdsourcing (modelo de criação e/ou produção, que conta com a mão-de-obra e conhecimento coletivos, para desenvolver soluções e criar produtos. Até meados desta década, a moda era o outsourcing ou através de comunidades colaborativas, que ajudam empresas a desenvolver ideias e soluções para negócios.

Há diversos arranjos locais e regionais que se formam na busca de solucionar problemas do mercado consumidor. Alguns deles, além dos parques tecnológicos, são os arranjos produtivos locais, em que as indústrias se unem, ou mesmo os condomínios industriais. Ou ainda, os clusters, seja na área de comércio ou de serviço. Todos esses arranjos podem compor os parques tecnológicos.

Outros atores importantes são as universidades, as agências de fomento, bem como alguns tipos de laboratórios que são específicos às demandas locais/regionais.

Enfim, a dinâmica em torno do empreendedorismo e da inovação impacta a todos os que estão envolvidos. Para tanto, união e foco são imprescindíveis para o desenvolvimento de um Ecossistema que possa responder a todas essas demandas.

 

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Liszeila Martingo

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