DST/ AIDS, férias e verão

No período de férias, principalmente do verão, a libido fica em alta. Corpos bronzeados e expostos, muita sensualidade no ar

Postado dia 22/01/2016 às 00:00 por Rose Villela

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Claro que com tanto tesão algumas vezes as pessoas se descuidam não usando o preservativo para manter relações sexuais, inclusive no sexo oral. Existem alguns mitos com relação ao contágio das DST/AIDS, por exemplo que as lésbicas (podemos incluir as bissexuais e as MSM – mulheres que fazem sexo com mulheres) têm menor predisposição ao contágio porque não tem penetração. Isso não é verdade, pois onde há trocas de fluidos como nas brincadeiras com os dedos, objetos, roupas íntimas, até o beijo,  se uma das pessoas estiver contaminada, já há possibilidade de infecção.

A feminização (índice alto de mulheres infectadas) pelo vírus HIV tem sido algo alarmante, principalmente entre mulheres de 15 a 19 anos, assim como as outras DSTs. Muitas vezes as DSTs nas mulheres acabam complicando por conta dos mitos e a falta de campanhas que visem este público. Para as meninas que transam com meninas a melhor forma de se prevenir é utilizando o preservativo, como dica, cada uma pode utilizar o preservativo feminino, assim no momento da transa não precisa trocar o preservativo no caso de quem utiliza algum brinquedo, além do preservativo feminino ficar uma parte para fora o que facilita o sexo oral, aquela história de usar o filme pvc (plástico para embalar alimentos na cozinha)  é meio complicado, até você achar a ponta e desenrolar…

Para os meninos que transam com meninos, a camisinha masculina.

Já para os héteros, o ideal é utilizar apenas um preservativo, nunca o feminino e masculino ao mesmo tempo, pois pode romper com o atrito, no sexo anal lembrar-se de trocar o preservativo caso leve o pênis para a vagina.

Algumas DSTs são assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas logo no início e pode levar de 15 dias a três meses para aparecer algo e outras demoram muito mais, o que não significa que não se transmita. Os sintomas mais frequentes são feridas ou verrugas na região da boca, vagina, lábios internos e externos e região do ânus, ardência na hora de urinar, coceira, corrimento com cheiro forte. Outro sintoma são gânglios, conhecidos como íngua, que ficam aumentados e dolorosos.

As DSTs podem levar a várias complicações, como disfunção sexual, principalmente dor, durante a relação sexual, aborto, esterilidade, câncer e até a morte.

A coisa é séria, o ideal é que se mantenha a higiene o máximo possível, utilizar o preservativo e consultar o ginecologista com certa frequência e o principal “a conscientização” da importância da prevenção.

 

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Sobre o Autor

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Rose Villela

Psicóloga com especialização em sexualidade humana, terapia corporal reichiana, EMDR, constelação familiar, renascimento.

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