Doenças hídricas

Qualquer local onde haja água acumulada, como calhas obstruídas, latas, pneus, etc. acaba sendo utilizado por mosquito transmissor

Postado dia 20/12/2016 às 08:00 por Renato Faury

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Foto: Reprodução

Água e alimentos contaminados podem transmitir diversas doenças, sendo uma das mais importantes o Cólera, que é uma doença infecciosa aguda do aparelho gastrointestinal.

Os principais sintomas são: forte diarreia que pode provocar desidratação e levar à morte 24 a 48 horas depois, cólicas, dor de barriga, câimbras e vômitos.

O Cólera: é uma doença típica de países sem estrutura sanitária adequada. Em dúvida quanto à qualidade da água é melhor ferver a água e esterilizar os alimentos que forem consumidos crus.

Dengue, Zica e Chicunguia: doenças transmitida pelo mosquito “Aedes aegypti”.

Os recipientes que acumulam água, ou tenham frestas por onde possam passar os mosquitos, como caixas d’água, garrafas, latas, pneus velhos, etc., com água limpa, são os locais preferidos para o desenvolvimento das suas larvas.

Febre amarela: é uma doença infecciosa transmitida pelo mesmo mosquito. A doença tem como sintomas a febre alta, dor de cabeça e lombar, náuseas, vômito, prostração e calafrios e é causada por um vírus.

Leptospirose: transmitida pela urina de ratos que, com as chuvas, ficam estressados por terem as tocas invadidas e urinam mais na água.

A doença é causada por uma bactéria que entra no organismo pelas mucosas e pela pele ferida; por isso não se deve entrar na água de enchentes. É necessário desinfetar os locais que foram atingidos.

Pernilongos: necessita de uma temperatura da água entre 25° e 27°, matéria orgânica acumulada, sombreamento da vegetação aquática (aguapé e outros) para proteger as larvas e vegetação nas margens para proteger os adultos.

Quando a ocorrência de mosquitos se torna crítica, os órgãos responsáveis apelam para paliativos como a nebulização de inseticidas e cortam o mato das margens dos rios e córregos próximos às moradias. Qualquer local, onde haja água acumulada, como calhas obstruídas, latas, pneus, etc. acabam sendo utilizados por este mosquito.

O uso de telas mosqueteiras, a eliminação dos possíveis criadouros dos mosquitos e não deixar água parada são algumas medidas ao nosso alcance para minimizar esse problema.

 

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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