Do jogo à mesa de operação

Algumas tecnologias feitas para te fazer dançar, provocam muito mais movimento no mercado de tecnologia que seus tímidos passos com o Xbox.

Postado dia 14/03/2017 às 10:09 por Caio Rossi

Foto: O magnífico Darwin - Um robô cirurgião

Foto: O magnífico Darwin – Um robô cirurgião

A industria do entretenimento movimenta quantidades astronômicas de dinheiro em dois dos maiores setores que a comportam, os filmes e os vídeo games! Mas seu maior movimento não se dá financeiramente, e sim em ideias, contemplações do que o futuro nos espera, gerando novas tecnologias inspiradas em jogos e filmes.

Uma simples adaptação do conceito original já possibilita flexibilizar a tecnologia ao ponto de poder-se aplicar em tantas áreas quanto forem possíveis.

Se você tinha um console em casa quando mais novo já teve a experiência de pausar o jogo para escutar sua mãe dizer religiosamente quase que como um mantra: “Isso não leva a nada menino”. Errada não estava, afinal de contas, é mãe! Mas se olhar o cenário de forma mais profunda verá uma revolução ocorrendo por baixo de seus dedos.

Todo designer ou engenheiro acaba por se inspirar em filmes sci-fi. O Exército americano cópia várias ideias de jogos famosos e incentiva seus combatentes a jogarem afim de aumentar a resposta de reação e um ambiente controlado e com um ótimo custo/benefício.

Nossos celulares alguns dizem ser inspirados nos filmes de Jornada nas estrelas, este por sinal a maior fonte de ideias!

Algumas tecnologias feitas para te fazer dançar provocam muito mais movimento no mercado de tecnologia que seus tímidos passos com o Xbox. O Kinect, um equipamento para “ver” tridimensionalmente, capturar seus movimentos e transmitir para o console, é algo que antes era caríssimo, Hollywood possuía apenas 6 aparatos semelhantes, ao custo de milhões e uma equipe super técnica. Alex Kipman, criador do Kinect conseguiu o impossível, levar tecnologia de ponta para sua sala.

Tecnologias assim acabam se tornando flexíveis e passam a ser usadas em outras áreas, onde médicos simulam cirurgias complexas sem ao menos tocar.

Os óculos de realidade virtual não aprecem muito amistosos para olhares mais conservadores, mas podem ser aplicados na decoração, onde você pode ver sua casa antes mesmo de pegar as chaves do carro. Comunidades carentes inteiras podem visitar o museu o Louvre.

O Robô Cirurgião Darwin foi idealizado quando seu criador viu seu filho jogando no computador.

Outra tecnologia que saiu dos filmes foi o tablet, inspirados em 2001, uma odisseia no espaço.

Mas talvez nenhum filme tenha inspirado mais que o demolidor, com seu reconhecimento de voz, leitura de íris, e os carros automáticos.

Na próxima vez que assistir um filme ou jogar algum game, pense que seu lazer tem potencial para causar mudanças a sua volta bem maiores que o puxão de orelha da sua mão por passar tanto tempo em frente a TV.

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Caio Rossi

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