Divino significado

Com suas preces e cânticos, os devotos do Divino orquestram a festa de devoção que purifica a alma

Postado dia 13/05/2016 às 09:00 por Junji Abe

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É preciso estar na Alvorada para sentir o rastro de luz que se forma por onde passam. Uma indescritível sensação de paz parece abrir a mente para absorver o significado dos sete dons do Espírito Santo.

O dom da Sabedoria nos mantém voltados para o bem. Com entendimento, aprendemos a buscar a verdade. A dádiva do Bom Conselho ajuda a escolher o melhor caminho. Já a Fortaleza é a coragem para enfrentar adversidades. Para compreender os sinais dos tempos, há o dom da Ciência. Com a Piedade, nutrimos a compaixão pelo próximo e a caridade. O sétimo dom é o Respeito a Deus, aos valores do amor e da bondade, que nos faz fugir de toda a maldade.

A Festa do Divino de Mogi das Cruzes atrai milhares de visitantes, até do exterior. Enquanto prefeito, em 2001, inauguramos o sub império do Divino na Prefeitura. Naquele ano, eu e servidores municipais também servimos o afogado. Ambas as práticas viraram uma espécie de tradição.

A parte festiva do evento ocupava tímida área, vizinha ao Ginásio Municipal. Em 2002, resgatamos imenso espaço, que servia como “cemitério de carros” apreendidos, criando um polo de eventos ao lado do Centro Municipal Integrado (CMI), no Mogilar. Oferecemos o novo espaço à Associação Pró-Divino. No segundo mandato como prefeito, instalamos sanitários e completamos com a Avenida Cívica, abrindo vagas para estacionamento. Foi o nosso jeito de colaborar com o desenvolvimento da Festa.

Ostento a Bandeira do Divino com todo orgulho que ela inspira e toda humildade que ela representa. Cresci com o budismo que ajudou a moldar minha alma. Sou cristão católico e, no cotidiano, aprendo muito com evangélicos, espíritas e seguidores de outros credos. Assim, ganho mais força para lutar pelo respeito à diversidade em todos os sentidos.

A Festa do Divino renova a fé, inspira a solidariedade e resgata valores éticos adormecidos. É uma energia que está nas procissões, na nobre missão das rezadeiras, na Entrada dos Palmitos, em cada bandeira, nos doces das “abelhinhas” e demais quitutes que se transformam em benefícios para os carentes. Basta ter fé e rogar ao Divino que derrame seus dons sobre nossa Cidade, nosso Brasil e nossa gente. Na complicada atualidade, mais do que nunca! Amém!

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Sobre o Autor

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Junji Abe

Junji Abe, 75 anos, mogiano, produz e comercializa flores e plantas ornamentais, e foi prefeito de Mogi das Cruzes por duas vezes seguidas (2001-2008)

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