Dislexia e TDAH podem dificultar o aprendizado

A dislexia é um problema que afeta, no Brasil, 7% das crianças e, em sua maioria, do sexo masculino

Postado dia 28/07/2016 às 08:00 por Ariovaldo Ribeiro

dislexia

Foto: Reprodução/Internet

A dificuldade de aprendizado assola uma parcela da população em fase escolar, e não raro os professores não estão preparados para lidarem com alguns tipos de fatores. A dislexia é um problema que afeta, no Brasil, 7% das crianças e, em sua maioria, do sexo masculino. Já o caso do déficit de atenção e hiperatividade acomete 4,4% dos jovens no País. São problemas diferentes, mas que impactam a vida escolar, social e familiar da criança e que requerem o devido cuidado. Você sabe diferenciar uma situação da outra?

Para identificar tais situações, o blog Homeopatia e Saúde, da Clínica Similia, levantou mais informações sobre esses distúrbios. Além disso, a Dra. Ana Lúcia Dias Paulo também esclareceu alguns pontos sobre o distúrbio da dislexia.

Dislexia

Mensalmente aproximadamente 2 mil pessoas buscam auxílio na Associação Brasileira de Dislexia (ABD) procurando informações sobre o problema, que é notado pelos pais geralmente quando a criança já ingressou na fase escolar. A partir das dificuldades de aprendizado é que percebem, então, que há algo que demanda mais atenção. Esse é o caminho percorrido por muitas pessoas na identificação do distúrbio e é a partir disso que se dá o início do tratamento para enfrentar os obstáculos.

“A dislexia não é uma doença, mas um distúrbio genético e neurológico, que independe da maneira da alfabetização da criança. Desta forma, precisa ser compreendida e principalmente aceita pelos familiares. Não é preguiça, mas os pais precisam saber que, através de atitudes de amor e apoio, aliado ao envolvido de profissionais competentes, é possível oferecer à criança muito mais do que o entendimento de um texto e boas notas na escola”, destaca a pediatra e homeopata Dra. Ana Lúcia Dias Paulo, da Clínica Similia.

Os profissionais que podem auxiliar a criança nesse caminho são fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos, por exemplo. “É importante desenvolver em especial a autoconfiança do pequeno, auxiliando a ser um adulto equilibrado e, principalmente, feliz”, comenta a médica. Alguns sintomas nesse primeiro momento são mais comuns e podem te auxiliar na identificação. O blog Homeopatia e Saúde levantou alguns deles para que você possa se inteirar do assunto:

– Ao escrever, a criança une palavras que normalmente são escritas separadas e vice-versa, ou então troca as letras;

– A dificuldade de evoluir da letra de forma para a grafia cursiva é mais demorada e há mais dificuldade na coordenação motora fina – os garranchos nem sempre são normais;

– Algumas disciplinas tendem a ser mais difíceis, como a matemática, processos de decorar a tabuada ou então compreender o enunciado de alguma atividade;

– O entendimento do assunto é mais fácil ao ouvir que ler, e a criança se sai melhor falando que escrevendo;

– Desatenção e facilidade para dispersar de algum assunto são pontos frequentes;

– Pessoas com dislexia têm muita dificuldade de aprender um idioma como o inglês;

– Se o problema não é diagnosticado na infância, na fase adulta a pessoa passa a investigar o que há de errado e o que porventura está atrapalhando seu desenvolvimento, seja ao prestar vestibular, no trabalho ou na faculdade;

Déficit de atenção

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é caracterizado pela falta de atenção, inquietação e impulsividade da pessoa. É um transtorno que pode acometer tanto crianças quanto adultos, sendo que nos mais jovens a característica predominante envolve o comportamento. A consequência é um desempenho baixo na escola, suspensão ou expulsão de sala de aula, dificuldades em se relacionar com os próprios familiares ou colegas. É possível também desencadear quadros de depressão, ansiedade ou uma baixa autoestima.

Outros padrões que configuram o TDAH pode ser somado à falta de atenção em sala, brincadeiras e jogos, por exemplo. A hiperatividade também acompanha esse comportamento. É possível adquirir estratégias para que o distúrbio seja identificado logo cedo, a fim de prevenir que se agrave e também trabalhar de modo que essa situação não venha a prejudicar o andamento da vida da criança. Sem o diagnóstico devido até os 12 anos de idade, as consequências na vida adulta serão piores.

Incentivo

Por isso o blog Homeopatia e Saúde incentiva para que os pais ou responsáveis acompanhem desde cedo suas crianças para que o quanto antes esses sintomas sejam percebidos e tratados.

Dra. Ana Lúcia Dias Paulo se graduou em Medicina em 1983 na Universidade São Francisco – CRM 47937. Atua profissionalmente na área de clínica médica e pediátrica desde 1984. É especialista em Homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira em convênio com AMB e CFM, realizou o curso de Especialização em Acupuntura pelo Center AO, em convênio com a UNIFESP. Além disso, é membro do Corpo Docente da Alpha-APH em convênio com a Associação Paulista de Homeopatia (APH), professora convidada de diversas associações e instituições de ensino da Homeopatia, bem como conferencista em inúmeros eventos relacionados (congressos, cursos etc.) e autora dos livros Os Miúdos – Pequenos Medicamentos em Pediatria Homeopática e O que você precisa saber sobre o Medicamento Homeopático, ambos da Editora Organon.

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Sobre o Autor

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Ariovaldo Ribeiro

Médico homeopata especializado, Especialista em Homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira.

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