Dignidade do endereço

Em Mogi das Cruzes, o déficit habitacional vem sendo combatido com maior celeridade ao longo dos últimos 20 anos

Postado dia 27/09/2016 às 10:01 por Junji Abe

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Foto: Reprodução/Internet

Onde você mora? Eis uma pergunta simples que ainda causa constrangimento a milhões de brasileiros. O problema exige tratamento bem mais amplo que a construção de habitações. Não basta um teto, do jeito que der e em qualquer lugar. Este raciocínio equivocado já causou estragos demais para pessoas que enfrentam a falta de tudo em localidades desprovidas de infraestrutura e sofrem discriminação até na disputa por um emprego.

Em Mogi das Cruzes, o déficit habitacional vem sendo combatido com maior celeridade ao longo dos últimos 20 anos. Busco na memória o período em que, como deputado estadual, participei ativamente das conquistas e implantações de conjuntos habitacionais, construídos em parceria pelo estado e município, por meio da CDHU, como Vila Cléo, Toyama, Seki, Nova Jundiapeba e César de Souza, entre outros, além do Minha Casa Minha Vida, trabalho conjugado da prefeitura com o governo federal.

O combate ao déficit habitacional tem de ocorrer em sintonia com a implantação de equipamentos urbanos e a oferta de serviços públicos. Em 2008, desenvolvemos, por meio do Conselho da Cidade, o Plano Municipal de Habitação de Interesse Social – que integra o Plano Diretor – contendo diretrizes para os investimentos em moradia nos 20 anos seguintes.

Na ocasião, o diagnóstico habitacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) identificou o déficit de aproximadamente 9 mil unidades habitacionais, um problema concentrado em área urbana e na população mais pobre. Era o cenário de 2008. O quadro já fora muito pior. Desde 2001, quando assumimos a prefeitura, a boa relação com os governos estadual e federal já havia viabilizado a entrega de 5.162 moradias e outras 2.200 unidades estavam em obras ou em projeto.

Folgo em saber que meu sucessor, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), vem dando continuidade ao processo. Mogi segue firme com o Programa Minha Casa, Minha Vida, que terá garantido à cidade mais 5.240 residências até o final do ano. No início da quinzena (19/09), a prefeitura entregou outros 420 apartamentos no bairro da Porteira Preta. As emoções incontidas dos contemplados são indicativos inquestionáveis de que a população clama por responsabilidade e celeridade para o resgate da dignidade humana.

Em Mogi, a compatibilidade entre novos núcleos habitacionais e o necessário aparato de infraestrutura está bem encaminhada. Com planejamento e responsabilidade do poder público, em sintonia com a comunidade, será possível vencer o desafio de proporcionar ao povo carente a dignidade do endereço. É direito e mérito dos brasileiros.

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Sobre o Autor

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Junji Abe

Junji Abe, 75 anos, mogiano, produz e comercializa flores e plantas ornamentais, e foi prefeito de Mogi das Cruzes por duas vezes seguidas (2001-2008)

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