Diga ao povo: Que Figo!

Restaurante retoma seu prestígio no espaço gastronômico da Vila Nova Conceição com a inventividade da nova dupla de chefs

Postado dia 29/01/2016 às 00:00 por Edgard Reymann

figo

Foto: Acervo digital do Restaurante Figo

Quando foi convidado a assumir as panelas do Figo, em julho do ano passado, o francês Marc Le Dantec tinha como missão recuperar o prestígio da cozinha do restaurante, que havia perdido a personalidade e a sustentação desde que a chef Luiza Hoffmann passou o bastão para a empresária Maria Fernanda La Regina. Junto com Marc veio o chef Milton Yamamoto. Estive lá quando da estreia da dupla, em julho, e voltei agora para conferir. Ainda que bem diferente do que Luíza fazia, o Figo retoma seu prestígio no espaço gastronômico da Vila Nova Conceição com a inventividade da dupla.

Marc traz na bagagem, além do DNA francês, a experiência na cozinha do Rive Gauche e do Kaá. Milton cozinhou no Sal Gastronomia e traz também a cultura da culinária japonesa para a cozinha do Figo, que mescla a contemporaneidade com o tradicional. Do lado contemporâneo, a pupunha assada com semente de chia e queijo feta, em redução de beterraba vinagrete de erva-doce (R$ 36,00). Nessa modernidade se destaca a valorização do produto nacional. Mas também há espaço para outras culinárias: o gaspacho de tomate com frutas vermelhas e melancia curada (R$28,00), ou ainda o minuto de peixe com orégano, o árabe hommus, azeitonas gregas kalamata e queijo feta (R$ 74,00).

O steak au poivre (R$ 76,00) é feito a partir de uma receita recuperada por Le Dantec, do século 19, e vem com risoto de cogumelos e funghi. Os pratos foram harmonizados com o ótimo chardonnay Montes Alpha 2013 (R$ 155,00), que tem bastante peso da passagem em barricas de carvalho. Excelente para gastronomia, o amanteigado típico da uva absorveu bem a madeira. Para o steak, foi servido o Gran Feudo Crianza, espanhol, blend de tempranillo, garnacha, merlot e cabernet sauvignon. Crianza é um método de envelhecimento específico de dois anos do vinho espanhol, com um mínimo de seis meses em barricas de carvalho, de preferência francês, antes de ser engarrafado.

Neste caso, ficou 12 meses em barricas e mais dois anos em garrafa. Produzido por Julian Chivite, é um dos melhores relações custo-benefício: R$ 110,00. Ambos são importados pela Mistral. Como sobremesa, mousse de chocolate com castanha do Pará e sorvete de doce de leite (R$ 26,00).

 

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Sobre o Autor

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Edgard Reymann

Jornalista que está atualmente dedicando suas atenções para o vinho e para a gastronomia

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