Dia 8 de março: comemorar ou se desculpar?

Mais um ano que vai se passando e chegamos ao dia oito de março, onde muitos comemoram o dia internacional da mulher.

Postado dia 08/03/2017 às 15:45 por Wilson ADM

Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocoado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

Um dia em que maridos resolvem agradar suas amadas, filhos acordam e dão abraços quentinhos e carinhosos em suas mães e nas redes sociais umas avalanches de post com frases de amor são derramadas para demonstrar a esse ser magnifico o quanto somos gratos.

Todavia, antes de fazermos essas homenagens, deveríamos fazer a seguinte indagação: será que deveríamos comemorar e agradecer ou nos desculparmos?

Voltemos no tempo, mais especificamente no dia oito de março de mil oitocentos e cinquenta e sete, quando operárias começaram uma greve em uma fábrica têxtil, situada na cidade de Nova Iorque. Elas reivindicavam melhores condições de trabalho como redução de jornada de trabalho (de 16 horas para 10), salários iguais aos dos homens e melhor tratamento dentro da fábrica. Essa manifestação teria causado uma repressão totalmente violenta e desumana. Elas teriam sido trancadas dentro da fábrica que foi incendiada no qual teriam morrido carbonizadas 129 mulheres, esse foi apenas um fato que acorreu na história.

Para enfatizar cito também  caso de mulheres vítimas de agressão de seus conjugue a título de exemplo  Maria da Penha que em  1983, seu marido, O professor colombiano M arco Antônio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou parapl

Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocoado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocoado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

égica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2004”.

A questão é, se formos analisar ao longo da história pouca coisa mudou, nas fabricas as mulheres ainda são tratadas como inferiores ao homem e nos lares existem milhares que são espancadas por seus maridos. Houve sim pequenas ajustes que trouxeram seguridade a elas, porém, ainda não são o bastante.

Não quero ser nenhum estraga prazer, mas tenho a convicção e a história está aí para não me deixar mentir, que em quase dois séculos após o incêndio na fábrica, e ainda existem empresas que diminuem o sexo feminino.

M375/0009

Nossa sociedade está repleta de pessoas dissimuladas que acreditam fielmente que um vaso de flor, bombom e outro presentes apagaram da memória uma vida de agressão, humilhação e desigualdade.

Deveríamos antes de parabenizar ou homenagear as mulheres nos desculparmos, pois se pararmos para refletir o quão é difícil para elas viverem em uma sociedade que se diz tão evoluída e muito afrente, quando na verdade é uma sociedade machista e de pessoas sem um pingo de compaixão, veríamos o quanto elas são pisoteadas.

Depois dessa reflexão e do pedido de desculpa, aí sim poderíamos parabeniza-las não só pelo dia, mas por uma vida de luta e por não deixarem morrer os sonhos de tantas outras mulheres que morreram lutando por uma sociedade mais justa.

 

henriqueAutor: Henrique Ribeiro
Cidade: Mogi das Cruzes
Henrique é Analista do Controle da Qualidade
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