Denuncie a pedofilia! Salve uma criança!

Definições e conceitos sobre um assunto que gera a construção da violência com crianças e adolescentes, como a pedofilia e outros abusos

Postado dia 12/02/2016 às 01:15 por Priscila Andrade

pedofilia

Foto: Divulgação/Internet

 

Temos observado constantemente o debate sobre pedofilia, abuso e violência sexual infantil nas redes sociais. Uns falam que é tudo a mesma coisa, outros argumentam que pedofilia é uma doença, logo o pedófilo não é um criminoso e sim um doente. Sendo assim, vamos discutir o que de fato significa cada termo para deixar mais claro esse debate.

PEDOFILIA: é categorizada como um transtorno mental que se encontra no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mental (DSM-5), um manual para especialistas da área da saúde, e também se encontra no CID10 (Classificação Internacional de Doenças), em ambos os lugares vão definir a pedofilia como uma parafilia que significa desejo, vontade, fantasias com crianças pré-púberes (com 13 anos ou menos), por pessoas acima dos 16 anos ou mais e pelo menos 5 anos mais velho que a vítima. Classifica-se como uma “perversão sexual”. Sendo assim para os estudiosos, nem todo pedófilo é um abusador, como nem todo abusador é um pedófilo. Entretanto, no meio público, mídias e meios de comunicação utilizam a palavra pedofilia para exemplificar o abuso sexual ou qualquer tipo de interesse sexual pela criança ou adolescente.

ABUSO SEXUAL: É aquele que comete algum tipo de abuso independente de qualquer doença. O abusador se utiliza de todos os tipos de artimanhas para conseguir o que quer, desde promessas, coação, intimidação, manipulação emocional, etc. A criança sempre será vista como um objeto e o não consentimento são fundamentais nesse sentido. Pode acontecer de diversas maneiras: abuso sem contato físico, assédio, abuso verbal, exibicionismo, voyeurismo e abuso com contato físico. Acontece com frequência no meio intrafamiliar (grupo familiar: pais, tios (a), primo (a)), embora no meio extrafamiliar também seja muito recorrente. Lembrando que em Maio de 2014 esse tipo de crime foi considerado hediondo e inafiançável.

EXPLORAÇÃO SEXUAL: é associada em relação à exploração comercial, a criança nesse sentido não é apenas “objeto”, mas uma “mercadoria”, pois na exploração há relação com o dinheiro. Na exploração sexual existe o mercado da pornografia com utilização e divulgação de fotos e vídeos de crianças, o tráfico para fins comerciais que muitas vezes acontece por meio de lugares disfarçados de agências de modelos, turismo sexual.

No Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), esse tipo de exploração sexual infantil resulta em crime e dá cadeia que constam nos artigos 241 ao 241-E. Exploração Sexual também é considerada crime hediondo e inafiançável.

VIOLÊNCIA SEXUAL: É uma concepção mais ampla, que engloba essas duas manifestações descritas acima: o abuso sexual e a exploração sexual, ou seja, quando se vai falar da violação dos direitos sexuais de uma criança ou adolescente, utiliza-se esse termo.

Independente das nomenclaturas, definições e conceitos o IPEA (Pesquisas Econômicas Aplicadas) indicam que 50,7% das vítimas de estupro são menores de 13 anos.

Sendo assim, não compactue com isso, denuncie! DISQUE 100!

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Sobre o Autor

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Priscila Andrade

Professora e Educadora Sexual. Pedagoga e Mestre em Educação Sexual,

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