A Dança: a obra de Henri Matisse

A obra demonstra que a arte penetra as verdades supremas do ser, as infinitas harmonias do universo

Postado dia 19/07/2016 às 08:30 por Patrícia Paz

 

dança

Foto: Reprodução/Internet

Acredita-se que esta belíssima obra, A Dança, de Henri Matisse, foi produzida em 1910 em conjunto com outro quadro chamado A Música.

Supõe-se que a inspiração para o artista foi um grupo de pescadores que faziam uma dança de roda, a sardana, numa praia do sul de França.

Observa-se na tela um padrão rítmico de movimento expressivo. Além disso, Matisse considerou na obra apenas três cores: azul para o céu, laranja-rosado para os corpos e verde para as colinas. Esta escolha garante uma forte expressividade no movimento e nas cores.

Matisse tinha fascínio pela arte primitiva, por isso sua obra lembra muito as pinturas rupestres.

Além do destaque das cores, do movimento, as mãos dadas dos cinco personagens criam um circulo, como uma Dança Circular. Essas imagens possuem qualidades arquetípicas evocadas pelo caráter ancestral e universal que a dança possui.

Em seu livro A Arte Moderna, o crítico de arte italiano Giulio Carlo Argan considera a arte não apenas como conhecimento, mas também como atividade espiritual. Isso se reflete na obra de Matisse. “O solo é o horizonte terrestre, a curva do mundo; o céu tem a profundidade do azul-turquesa(…). As figuras dançam como gigantes entre a terra e o firmamento.”

Desta forma, o quadro destaca a dança em expressão, integrada à vida, entoando vibração e energia que também estão presentes na consciência de nossos corpos. Ao buscar a familiaridade com nosso mundo interno de imagens arquetípicas, a arte facilita o diálogo entre nossa experiência de vida e a nossa experiência interna imaginativa. Juntas, elas fazem emergir algo novo e transformador.

A dança transforma vidas!

Uma Dança Circular se retratou nesta tela. A obra criou vida e movimento. Como um movimento de um universo dinâmico, fluido e em permanente mudança, se harmonizando para  transcender e unir-se  novamente para onde tudo se deriva.

Com amor e carinho!

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Sobre o Autor

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Patrícia Paz

Patricia Paz psicoterapeuta, psicopedagoga e arteterapeuta junguiana focalizadora de danças circulares sagradas e meditação.

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