A dança e suas festividades no inverno

Neste clima de friozinho intenso, temos algo para nos aquecer, alegrar e festejar:
as festividades Juninas

Postado dia 24/06/2016 às 09:00 por Patrícia Paz

 

junina

Foto: Reprodução/Internet

A festa junina é um evento comum em todas as regiões do Brasil durante os meses de junho, julho e agosto. Esta festividade possui uma dança bastante conhecida, a famosa quadrilha.

E de onde surgiu a quadrilha?

Existem algumas pesquisas sobre seu surgimento. Uma delas diz que as festas juninas são de origem pagã. Ainda antes da Idade Média, as celebrações anunciavam o solstício de verão e de inverno e homenageavam os deuses da natureza e da fertilidade. A igreja acabou aderindo às festas atribuindo-lhe o caráter religioso, uma vez que não conseguia acabar com a sua popularidade. Outra origem fala da  “quadrille” que surgiu em Paris, no século XVIII, como uma dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência (por volta de 1830). Outros dizem que sua origem é holandesa com influência portuguesa.

No Reino Unido, em 1820, existia também a quadrilha de salão, composta por 12 tipos de destaques: viúvos, noivos, florista/floricultor, sinhozinhos, xodó, sinha-moça e sinho-moço, padre, rei, príncipes (geralmente 4 a 5 casais), marcador, puxador e narrador. Em algumas quadrilhas há também príncipe e princesa e rei ou rainha. Na quadrilha de salão há também um tema. A quadrilha escolhe qualquer tema, e pode haver o casal tema. Os integrantes da quadrilha dançam com um lenço em cada mão (qualquer cor), de aproximadamente 80 cm. A forma de os meninos dançarem é batendo o pé de forma rápida, e as meninas cruzando as pernas e movimentando os lenços. É comum na entrada da quadrilha jogar estalinhos.

Saindo da corte carioca, a quadrilha chegou ao conhecimento do povo e se popularizou no Brasil, sendo conhecida como “Quadrilha dos Arraiais”. Como o brasileiro é muito criativo, foi abandonando os passos e ritmos franceses e passando a incorporar o casamento caipira, numero de pares, etc… Ou seja, foi incorporando ritmos da cultura regional. Uma pessoa vai pronunciando frases enquanto os demais participantes, geralmente em casais, se movimentam de acordo com os comandos. Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

No Brasil existem grupos de profissionais quadrilheiros que fazem apresentação nas festas e até há concursos.

A quadrilha junina é uma expressão da cultura popular brasileira que insere não apenas a dança, mas os trajes, o cenário (especialmente as fogueiras) que servem como centro. Inclui balões e os fogos de artifício que vieram da China no período colonial. Da Península Ibérica chegaram a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

A celebração inclui ainda a música, a região a ser celebrada, a culinária (junho é a época da colheita do milho, que faz criar delicias para saborearmos como a pamonha, curral de milho verde, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho, arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais). Passa também pelas brincadeiras (como cadeia, pau de sebo, pescaria, correio-elegante, saltar a fogueira, argola, entre outros) e até pela religião – afinal, a festa homenageia três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio.

Existe inclusive uma versão que diz que o nome desta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem apenas a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

Que tal aproveitar este friozinho, participar de uma quadrilha e dançar o “Pula Fogueira” para esquentar?

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Sobre o Autor

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Patrícia Paz

Patricia Paz psicoterapeuta, psicopedagoga e arteterapeuta junguiana focalizadora de danças circulares sagradas e meditação.

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