Cunha caiu fora e Dilma quer a anulação do impeachment

Finalmente Eduardo Cunha foi afastado de suas funções, e quem assume é o deputado Waldir Maranhão (PP-MA). Dilma quer a anulação do Impeachment

Postado dia 05/05/2016 às 11:03 por Wilson ADM

cunha

Foto: Reprodução/Internet

Entre muitos apelidos, adjetivos e palavrões que já definiram Eduardo Cunha (PMDB), certamente uma das melhores definições foi colocada pelo ex-deputado Roberto Jefferson, que o categoriza como um bandido que sabe jogar bem o jogo de Brasília. Aliás, Cunha joga qualquer jogo e, por isso, pode bater de frente com Lula nessa guerra suja, como sendo um “pistoleiro” do tipo que atira pelas costas e depois vai roubar um banco.

Fato é que Cunha está fora, e logo deve responder por seus crimes perante a Justiça, correndo o risco de ser preso pelas suas contas no exterior, envolvimento com recebimento de propina e pela sua participação no escândalo da Lava Jato.

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF, atendeu o pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot e suspendeu Cunha do exercício de seu mandato, acusado de tentar interferir no andamento da Operação Lava Jato.

Quem deve assumir agora a presidência da Câmara dos Deputados é o Waldir Maranhão do PP, que coincidentemente também é alvo nas investigações da Lava Jato e votou contra o impeachment de Dilma Rousseff. Segundo o doleiro Alberto Youssef, Waldir teria sido beneficiado com propina de contratos da Petrobrás.

Bom negócio? Será que essa é a solução? Sai Cunha entra Waldir, se sai a Dilma entra o Temer… O Brasil está sem boas “reservas” e precisa se virar com o que plantou. Isso é lição preciosa para as próximas eleições.

O país está presenciando demasiadas manobras políticas. Embora a decisão do ministro Teori Zavascki coloque fim no alvoroço que foi criado em relação a credibilidade da Câmara dos deputados, a alegação do afastamento de Cunha por interferir nas operações da Lava Jato é até irônica, já que o ministro tirou das mãos do Juiz Sérgio Moro a condução da investigação que era feita contra Lula. Por questão de maior segurança da população, nomear o Waldir Maranhão, investigado por receber propina, não garante que a Câmara dos Deputados seja conduzida com responsabilidade.

Falando ainda sobre manobras, a defesa de Dilma Rousseff quer pedir ao STF a anulação do processo do impeachment, alegando desvio da finalidade das ações de Cunha, pois teria o deputado utilizado esse recurso para salvar a própria pele e prejudicar o governo.

Outro ponto importante a ser observado é o seguinte: um dos argumentos utilizados para a defesa de Dilma Rousseff em sua permanência como presidente do Brasil é o de que ela foi eleita democraticamente. Mas, assim foi com Eduardo Cunha, que por impossibilidade de continuar em seu mandato pelo emaranhado de processos que está envolvido, foi afastado por forças maiores. Segue o exemplo?

Agora que Cunha está fora, analisemos também a reação popular. Isso não é uma vitória de quem somente apoia o atual governo e quer combater a oposição sempre usando fogo contra fogo, justificando a sujeira de um pela sujeira do outro. Não existe bandido bom, qualquer um que tenha cometido crimes contra a pátria deve ser punido por isso. O Brasil não tem mais condições de manter criminosos gerenciando o país.

Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Wilson ADM

Publicitário e especialista em Marketing, fundador e diretor da revista digital “Sociedade Pública”. Acredito no ser humano e num futuro onde a comunicação verdadeira e clara é uma ferramenta de integração e de entendimento franco e pacífico entre as pessoas. Esse futuro pra mim é agora.

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter