Crianças e o papai noel

Será que precisamos mesmo acabar com a fantasia?

Postado dia 24/12/2015 às 00:08 por Joyce Silva

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Este será o primeiro natal da Nina Morena. E, mais uma vez, tomei uma decisão um pouco polêmica. Decidi que, até que ela tenha idade para saber por conta própria, farei de tudo para que ela acredite em papai noel. E em fadas, contos e princesas, castelos e unicórnios.

Essa decisão foi tomada em conjunto com o pai dela. E não foi pensando em presentes ou apenas no aspecto comercial da data. Queremos que a Nina se forme uma criança feliz. Que acredite em fadas e princesas, em coelhos que entregam chocolates e fadas que levam seus dentes de leite embora.

Ela terá uma educação religiosa dentro do esperado, claro. E saberá que o dono da festa, apesar do homem barrigudo de vermelho que lhe traz presentes, é Jesus. Saberá sua história e será agradecida a ele pelos bons e maus momentos.

Mas queremos também que ela seja uma criança envolvida em uma aura de amor, carinho e, por que não, fantasia. Que ela torça pela princesa guerreira do começo ao fim do livro, que brigue com o dragão junto com o príncipe, que brinque com o Teobaldo, seu pastor alemão, como se ele fosse uma criatura épica, cheia de garras e asas.

A vida adulta é muito chata. Somos obrigados a ser pragmáticos e a ter sempre os pés no chão. Para a Nina Morena, desejo apenas que essa chatice demore a chegar. E que, quando chegue, que ela tenha sempre sua infância para voltar e se sentir mais leve, quase a voar.

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Sobre o Autor

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Joyce Silva

Joyce Silva é Relações Públicas, atua como sócia da empresa Igba Conteúdo.

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