Como anda sua saúde financeira?

Em 2016, chegou o momento de acerto de contas. Observamos decisões políticas de restrição de consumo e ampla busca para o consumidor ajustar suas finanças

Postado dia 03/08/2016 às 08:30 por Elton Parente

financeira

Foto: Reprodução/Internet

O aumento na oferta de crédito nos últimos anos, que em 2014 e 2015 só vem sofrendo recuo, permite suprir boa parte da população com recursos para solucionarem um problema histórico de demanda reprimida no Brasil. Isso vale tanto no crédito para o consumo quanto para a aquisição do primeiro imóvel. Os contextos educacional e comportamental local podem trazer um efeito indesejável, que é o endividamento exacerbado, conhecido como superendividamento ou sobre-endividamento.

Agora, em 2016, chegou o momento de acerto de contas. Observamos decisões políticas de restrição de consumo e ampla busca para o consumidor ajustar suas finanças.

Sobre este tipo de cenário, a Associação Americana de Psicologia (APA) faz uma pesquisa anual sobre estresse e o assunto “dinheiro” é citado como a causa mais importante para o estresse dos americanos nos últimos anos. Nas últimas cinco pesquisas disponíveis na página desta associação, mais de 70% dos pesquisados citam essa causa para seu estresse, índice que supera os temas “Trabalho”, “Saúde” e “Crianças” (APA, 2015). Trata-se, portanto, de um estudo relevante e de impacto na população como um todo.

A ausência de saúde financeira acarreta também impactos sobre a qualidade de vida dos consumidores, haja vista que dívidas geram estresse, insônia, depressão, problemas familiares e outros desequilíbrios sociais. Sobretudo o trabalho é afetado: pessoas endividadas tendem a produzir menos. Essa questão foi trabalhada por Hissa (2009), segundo o qual o bem-estar das pessoas está diretamente ligado a sua saúde financeira.

A falta de controle financeiro e o endividamento das famílias em decorrência dos padrões elevados de consumo afeta não só a saúde financeira pessoal mas o desenvolvimento das economias e sua sustentabilidade no longo prazo. Nesse sentido, Portilho (2005) pondera que: “[…] o consumo está ganhando centralidade no debate ambiental internacional, tornando-se uma das principais vertentes na busca da sustentabilidade. Assim, controlar o consumo representa, além de tudo, um ato de cidadania e de solidariedade para com as gerações futuras”.

E você, como está sua saúde financeira? O que você acha destes dados? Faz sentido na sua vida financeira e da sua família?

Comente abaixo e nos próximos artigos, vamos explorar mais este tema e responder suas dúvidas e questões.

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Elton Parente

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