Comer gordura para emagrecer

Estudos divulgados na Inglaterra e em Israel apontam para a importância dos alimentos naturais, como carnes, peixes e leite

Postado dia 31/08/2016 às 09:00 por Ariovaldo Ribeiro

 

gorduras

Foto: Reprodução/Internet

 

Um pensamento que vai ao encontro do censo comum é que evitando a ingestão de gordura conseguem-se melhores resultados para emagrecer. Afinal, se gordura engorda, que papo de louco é esse de que comer gordura ajuda a emagrecer?

Comer gordura pode, sim, ajudar a controlar a obesidade. Além disso, os protocolos atuais de recomendação de consumo de gordura podem estar sendo usados de forma errada. Isso é o que afirma um recente relatório divulgado na Inglaterra. Segundo esse estudo, a recomendação atual de baixo consumo de gordura nas dietas foi baseada na “ciência imperfeita” e resultou em um aumento de ingestão de junk foods e de carboidratos.

A pesquisa afirma que é essencial uma revisão em torno da recomendação de ingestão de alimentos gordurosos, principalmente de alimentos naturais, como carnes, peixes e produtos lácteos integrais, além de frutas, como abacate. O texto, que foi publicado pelo National Obesity Forum (NOF) e pela Public Health Collaboration, argumenta que a gordura saturada não causa doença cardíaca, enquanto produtos lácteos integrais, como leite, iogurte e queijo podem realmente proteger o coração.

Outro estudo, esse da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirma que uma dieta rica em gordura em horários controlados pode ajudar a emagrecer. Segundo essa pesquisa, a prática também pode fazer com que o metabolismo não acumule a gordura ingerida, e sim utilize-a para produzir energia. Os pesquisadores de Jerusalém afirmam que deve-se aperfeiçoar o metabolismo a partir do agendamento cuidadoso das refeições, sem limitar o conteúdo do cardápio diário. Dessa forma pode-se prevenir a obesidade nos humanos.

Nunca se viu tantos obesos

A pesquisa dos ingleses afirma que a principal prova de que as atuais recomendações estão erradas é que nunca se viu níveis de obesidade e diabetes mellitus tão altos. Eles associam esse fenômeno ao consumo de alimentos processados rotulados como “baixo teor de gordura”, “light” ou “baixo colesterol”. O estudo também recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 devem comer uma dieta rica em gordura, ao invés de uma dieta baseada em hidratos de carbono.

Outras revelações importantes:

O estudo dos ingleses afirma que, atualmente, a recomendação de médicos e nutricionistas é de que a alimentação realizada em pequenas porções, realizada de 3 em 3 horas, ajuda no processo de emagrecimento, pois aumenta o metabolismo. Por outro lado, a pesquisa inglesa afirma que esses lanches entre as refeições podem ser a principal causa de obesidade.

Outro ponto destacado é que a contagem de calorias também é ineficiente, para não dizer prejudicial. Isso porque as calorias provenientes de diferentes alimentos têm “efeitos metabólicos” completamente diferentes sobre o corpo humano, tornando essa definição inútil.

Em resumo, é “incorreto” afirmar que solução para a obesidade é queimar mais calorias do que as que são consumidas, pois a obesidade é um distúrbio hormonal que leva à compartimentalização anormal de energia; logo, não pode ser resolvida apenas aumentando-se a quantidade de exercício realizada.

Recomendo que, apesar de as pesquisas afirmarem que a ausência da ingestão de gordura pode estar associada ao peso, ao iniciar uma dieta, deve-se sempre procurar um nutricionista de confiança.

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Sobre o Autor

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Ariovaldo Ribeiro

Médico homeopata especializado, Especialista em Homeopatia pela Associação Médica Homeopática Brasileira.

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