Burnout, verdade ou mito?

É preciso fazer uma revolução positiva na saúde mental e física das pessoas nas relações do trabalho, e colocar em relevância para os líderes o que é preciso saber para entender melhor os efeitos negativos e as consequências nefastas deste mal-estar

Postado dia 02/03/2016 às 07:30 por Claudio Bergamo

Partindo da perspectiva de novas práticas em ações preventivas e considerando a empresa como organismo vivo em seu funcionamento dinâmico, devemos buscar estratégias de enfrentamento para as síndromes emocionais, quando nos damos conta que o bem-estar de todos está comprometido.

Os altos custos suplementares não cobertos pelos planos de saúde são enormes, tudo que parece é que basta ter um plano de saúde de boa qualidade para que a empresa sinta-se confortável em administrar mais um benefício.

Parece que simplesmente ignoramos nos negócios o fato de que problemas de ordem emocional e psicológica devem ser tratados com “reserva”, como um tabu…

Sabe aquelas coisas que só acontecem com os outros? Não é bem assim! Elas acontecem ali mesmo no ambiente de trabalho caro leitor, e podem manifestar-se silenciosamente. Já ouviu falar naquele tal afastamento temporário ou síndrome de esgotamento profissional (burnout), pois é, isto já é previsto na lei federal 3048/99, e considerada doença do trabalho. E que por definição mais aceita, é uma reação à tensão emocional crônica do indivíduo por lidar excessivamente com pessoas, exaustão emocional, despersonalização, diminuição da realização profissional (baixo rendimento), ou seja um evento psicossocial.

Então, como conscientizar os responsáveis pela saúde das pessoas e seus respectivos departamentos na empresa da importância em detectar o burnout entre outras síndromes emocionais, e implantar e desenvolver manobras de enfrentamento e atenuar seus efeitos?

Mais que detectar e auferir números indicativos de que algo ocorre ou está para ocorrer, devemos premeditar intervenções focadas nos indivíduos e nos grupos, arregaçar as mangas e partir para o efetivo das práticas do Mindfulness, num processo permanente e intensivo de reeducação comportamental, considerando os multifatores envolvidos na relação indivíduo/organização.

A resposta para esta problemática é a formação de facilitadores e multiplicadores para as práticas do Mindfulness que devem ser projetadas de acordo com as necessidades da empresa, que identifica, junto aos consultores, seu padrão de relações interpessoais e o volume das demandas associadas aos efeitos do stress no trabalho, e as possíveis estratégias de prevenção em que poderemos atuar, sendo elas preventivas, urgentes ou muito urgentes.

Pensamento do dia:

“Quanto maior a tensão, maior é o potencial. Uma grande energia sai de uma correspondente grande tensão entre opostos”

                                                                                                                                     Carl G. Jung

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Sobre o Autor

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Claudio Bergamo

Consultor Corporativo, Coach, Psicólogo, Psicoterapeuta, Professor e palestrante e diretor cultural.

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