Brincadeiras antigas, você se lembra de alguma?

As crianças de hoje não sabem o que é brincar com o vizinho, na verdade nem o conhecem...

Postado dia 17/05/2016 às 07:30 por Écio Diniz

brincadeiras

Foto: Reprodução/Internet

Quando foi a última vez que você participou de uma brincadeira? Ou melhor, você se lembra das brincadeiras de rua que quase todo mundo já brincou? Pega-pega, “Jins” (se não se escreve assim me perdoem), esconde-esconde, estrela nova cela, amarelinha, elefante colorido, taco (meu favorito) e etc. Como era bom… sem contar os vários jogos de tabuleiro que tínhamos ou os brinquedos fáceis de fazer como pião, carrinho de rolimã, pipa ou capucheta (capucheta era muito divertido, já pipa eu nunca gostei), bater figurinha, jogar bolinha de gude ou fazer lama e “tacar” no amigo (hehe).

Bom, esses eram frutos de um tempo não tão distante que faziam parte do cotidiano de milhões de pessoas. Foi parte da minha infância, sobrevivemos muito bem sem o uso de celulares de última geração e outras bênçãos tecnológicas que ajudam muito a sociedade, mas se olharmos por outro ângulo, o uso dessas beneficências modernas está tirando aos poucos o contato humano que há 20 anos era tão valorizado.

As crianças de hoje não sabem o que é brincar com o vizinho, na verdade nem o conhecem, o mundo digital é seu amigo e pessoas de verdade são problemas quantificados. Digo isso porque a falta do contato com o próximo está criando uma geração de crianças sem real empatia, alheias às diferentes formas de contato. As crianças parecem nascer segurando um tablete, já reconhecem facilmente as funções das tecnologias ao seu dispor, mas fracassam na sua convivência com outras crianças e não fazem por mal, só estão vivendo cada vez mais distante do real contato humano. Veja o que os psicólogos e outras tantas entidades ao redor do mundo falam sobre isso.

Então, que tal voltarmos a brincar? Eu me reúno com meus amigos quando posso e partimos em aventuras no RPG ou no boardgame, também fazemos brincadeiras como mímica ou desenhar num quadro o nome de um filme para que os outros adivinhem e tantas outras coisas que só se limitam à imaginação. Me pego às vezes contando os minutos para ir brincar e olha que já sou um homem barbado (como diz minha mãe hehe), mas isso traz de volta a essência da infância que vivi e me deixa mais feliz. Então que tal você que está lendo ser feliz também e bagunçar um pouco como uma criança com outras crianças. Se você é pai ou mãe, avô ou avó, nunca será tarde demais para voltar a participar das brincadeiras e incentivar os mais novos a fazerem parte delas. Enjoy!

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Sobre o Autor

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Écio Diniz

Écio Diniz é jornalista atuante, formado pela Universidade Brás Cubas, gosta de história

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