Black Mirror, a nova hype tecnológica

Você já ouviu falar em hype?

Postado dia 07/12/2016 às 08:30 por Robinson Vinícius

 

Black MIrror

Foto: Reprodução/Internet

Hype é o termo usado para designar o assunto do momento. Tudo aquilo que a mídia dá atenção, tudo aquilo que entra no topo dos Trending Topics do Twitter, tudo aquilo que está na boca do povo, é uma hype.

E a hype do momento é uma das séries mais comentadas da atualidade, a polêmica Black Mirror. Essa que caiu no gosto do povo, e passou a ser tópico de conversas, referências em artigos e deu até mesmo diretrizes para novos empreendimentos e aplicações.

A série britânica, criada por Charlie Brooker, levanta questões muito polêmicas socialmente, e critica como tecnologias futurísticas podem moldar todo o comportamento de uma sociedade. Levanta ainda questões pertinentes ao mundo real, com um olhar tão característico e familiar. Isso, pois quando digo o termo futurístico, não me refiro à grandes mudanças tecnológicas, com carros voando e espaçonaves gigantescas. Me refiro à pequenas mudanças tecnológicas que acentuam no comportamento, hora distanciando, hora aproximando as pessoas.

Cada episódio, com duração que varia entre quarenta minutos até uma hora e meia, nos leva à uma localidade diferente, um período diferente, uma história diferente, uma realidade diferente. Nenhum dos episódios segue uma linha cronológica e nem mesmo se ambientam na mesma realidade. Cada episódio tem sua produção, direção, seus escritores, seus atores. A produção inteira decorre de nomes requisitados no mundo artístico.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A série trabalha presentando diferentes tecnologias a cada episódio. Uma das tecnologias recorrentes da série, são as lentes de contato inteligentes, ou melhor ainda, implantes oculares de microchips com funções distintas, que podem te auxiliar na hora de se lembrar de alguma pessoa, ou te deixar matar aquela saudade de alguém que há muito tempo não se vê, revendo alguma memória gravada. Algo bem parecido com o famoso Google Glass, descontinuado há pouco tempo pela Google. Ou ainda semelhante aos óculos de realidade virtual. Mas independente da usabilidade, neste mesmo ano, uma tecnologia semelhante, baseada em lentes inteligentes, teve sua patente registrada pela Samsung.

Outra tecnologia idealizada pelos criadores é a de uma aplicação mobile, que tem por objetivo permitir que pessoas ranqueiem outras pessoas que tiveram contato recentemente. Ousa ainda em mostrar como, hipoteticamente, isso poderia modificar o comportamento humano. Essa mesma tecnologia foi desenvolvida e disseminada em várias redes sociais e aplicações mobile após o lançamento da série.

E não para por aí. Ainda mais crítica, somos ambientados em situações de cunho mais realístico, com tecnologias totalmente reais que nos deixam um tanto quanto reflexivo, instigando cada vez mais nossa confiança em quesitos como segurança e privacidade. Será que alguém poderia nos ver, em nossos quartos, através de nossas web câmeras, ou até mesmo a câmera de nossos celulares, sem que tivéssemos ciência disso? E será que hackers não poderiam dominar tecnologias governamentais e disseminar ódio e medo na população, utilizando a mesma contra o povo? Essas, e outras questões são levantadas pela série e deixam o telespectador reflexivo e imerso em um mundo hipotético que em muito se assemelha a nossa realidade.

Muito bem recebida pelos críticos internacionais, a série se encontra completamente disponível através da Netflix. Vale a pena conferir!

 

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Robinson Vinícius

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