Bebo sim, estou vivendo, quem não bebe está morrendo

Sim, me refiro à água!

Postado dia 22/03/2016 às 00:00 por Renato Faury

água

Foto: Reprodução/Internet – É necessário tomar cerca de dois litros de água por dia, mesmo sem sede, mais ou menos de acordo com o peso corporal.

A água, depois do oxigênio, é a substância de maior importância para a vida na Terra. Presente em todos os seres vivos, sem ela a vida não é possível.

A substância compõe 70% do organismo humano e é responsável pela fluidez do sangue, por abastecer as células com os nutrientes absorvidos durante o processo de digestão, ajudar a diluir as toxinas filtradas pelo rim e que são eliminadas na urina. É indispensável para o funcionamento do estômago e do intestino, na absorção dos nutrientes, no processo de eliminação do bolo fecal e na hidratação das células. Nenhuma função orgânica é possível sem a sua presença.

A redução de ingestão de água prejudica o organismo; a digestão torna-se mais demorada, a urina se torna mais concentrada, comprometendo o funcionamento dos rins; o intestino tende a ficar preso; a circulação é prejudicada, devido ao aumento da viscosidade sanguínea.

A sede é o primeiro sinal de que o corpo está carente de água. Quando não bebemos água suficiente, podemos sentir fraqueza e tonturas; é o início da desidratação: palpitações, respiração ofegante, língua e lábios secos e urina escura podem ser sinais da desidratação, podendo levar à morte.

É necessário tomar cerca de dois litros de água por dia, mesmo sem sede, mais ou menos de acordo com o peso corporal.

A água também transporta os compostos nutritivos pelo interior do solo, ajuda a controlar a temperatura do ambiente, serve para a limpeza das pessoas, animais, casas, fábricas, ruas etc., porém a água disponível para o uso mais nobre (beber) é pequena, perto da quantidade total da água do Planeta. E, cada vez a estamos poluindo mais.

A falta de chuvas sempre foi uma ameaça ao abastecimento público. Em anos de poucas chuvas, pode ocorrer racionamento da água. A propalada abundância de água é sempre relativa, especialmente quando se consideram os hábitos de grande parte da população, desperdiçando o “precioso líquido” no chuveiro, nas bacias de privadas, lavando as calçadas, os veículos, etc.

Quando ocorrem crises de abastecimento acontece também a conscientização da população, que se lembra de economizar água. Porém, logo que a disponibilidade volta ao normal todos se esquecem dessa tarefa tão importante.

Alguns municípios têm aprovado leis que determinam que as novas edificações (acima de um determinado porte) devam manter sistemas de captação das águas das chuvas.

A limpeza das caixas d’água (que armazenam a água para o consumo doméstico) é importante para a nossa saúde; é necessário mantê-la sempre limpa, de acordo com as recomendações do órgão de saneamento da cidade. O uso de água sanitária e a utilização de desinfetantes químicos para a limpeza podem transferir resíduos tóxicos para a água.

A caixa d’água deve estar sempre bem fechada para evitar o acesso de pequenos animais, como pássaros e ratos, além de insetos, como pernilongos e mosquitos da dengue. Deixar a caixa d’água aberta é um descaso com a sua saúde e da sua família, é uma forma de se auto poluir.

A água de poço raso em área urbana traz um risco muito grande de contaminação (o lençol freático geralmente está contaminado).

Locais com baixa pressão da rede de água e com dificuldades de abastecimento faz com que algumas pessoas instalem bombas hidráulicas conectadas diretamente na tubulação para poder melhor abastecer a sua caixa d’água. É uma situação de risco, pois havendo uma tubulação com fissuras, a água contaminada por esgotos que estiver na terra ao redor dessas eventuais aberturas nos canos, poderá ser sugada para dentro da sua caixa d’água.

A principal origem da contaminação são os excrementos de origem humana e animal. Ao desconfiar da qualidade da água, não a beba, procure outra, e quanto à água que abastece a sua casa, solicite informações da concessionária sobre o controle de qualidade da água da sua rua ou região.

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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