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Wndenberg Marques

Profissão: Planejador financeiro

Cidade: São Paulo

Trabalha em bancos de investimentos com gestão de contas de investidores analisando perfis a fins de alocação e diversificação de investimentos utilizando conhecimentos de economia, finanças, planejamento sucessório e fiscal. Execução de planejamento financeiro de curto, médio e longo prazo a fins de aumentar, proteger e rentabilizar patrimônio dos respectivos clientes. Professor de certificações ANBIMA (Associação Brasileira da Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais)

  • Sucessão IBCPF

    Você sabe o que fazer com a conta bancária ou aplicações no caso de falecimento de um ente querido?

    Postado dia 18 de agosto de 2016 às 09h em Negócios e Economia

    cpf

    Foto: Reprodução/Internet

    Pergunta de um leitor:

    Tenho uma dúvida quanto à sucessão de aplicações financeiras. No caso do falecido ser casado na comunhão universal e só possuir o cônjuge de herdeiro, ter saldo e 2 aplicações em conta conjunta: uma das aplicações vincula-se somente ao CPF do falecido e a outra entre os dois CPF. O correto seria fazer meação da conjunta e a sucessão total da vinculada somente ao CPF do falecido?

    Prezado leitor:

    É bem comum no dia a dia os clientes de agências bancárias colocarem algum parente como titular de sua conta corrente. O receio é que se acontecer algo inesperado com a saúde ou até mesmo a morte de um dos titulares, os recursos não fiquem inacessíveis a outra parte além disso a ideia de que o dinheiro será dos dois predomina.

    Atenção. Esse tipo de situação é mito. Ao incluir um outro titular na conta o que irá acontecer é a responsabilidade em relação a conta corrente (ônus e bônus) passam a ser divididas entre os dois titulares, ou seja, o contrato da conta corrente passa a ser dos dois ou mais titulares se houver. O saldo em conta, seja positivo ou negativo, é de responsabilidade do primeiro titular. No caso de falecimento o saldo em conta entra no processo sucessório que será especificado abaixo, pois é patrimônio do primeiro titular.

    Quando uma conta corrente é aberta é comum que um dos titulares assine a cédula de crédito bancário para inclusão de cheque especial. A não ser que o banco inclua o segundo titular como avalista o contrato é do primeiro. O saldo em conta também é declarado no nome do primeiro titular, ou seja, é patrimônio do primeiro.

    Os produtos de investimento são individuais, cada aplicação pertence a um CPF sem a possibilidade de duas pessoas terem direito patrimonial ao mesmo bem nesse sentido. Não é como um imóvel que pode ser dividido entre um casal e isto pode ser especificado em na matrícula por exemplo. Ou a aplicação, seja ela qual for, é feita no CPF de um ou de outro titular, nos dois CPF’s não tem como. Normalmente fica no CPF do primeiro titular. No próprio informe de rendimentos emitido pelo banco a fins de declaração de imposto de renda pode-se visualizar o vínculo daquele patrimônio (aplicação) atrelado a um CPF apenas. No informe de rendimentos dos demais titulares da conta não constará nenhuma aplicação financeira ou saldo em conta. Existe a possibilidade de se fazer aplicações nos demais CPF’s de uma conta, porém tal prática é pouco adotada.

    Na união universal de bens, todos os bens e dívidas adquiridos antes ou depois da união se comunicam no processo de dissolução da união ou no processo de meação (divisão de bens seja por morte ou separação). No processo sucessório, neste caso o conjugue, é apenas meeiro em 50% do patrimônio, o conjugue não entra como herdeiro a não ser que não exista descendentes ou ascendentes. Fica com metade de todo o patrimônio atrelado ao CPF do falecido e não participa da herança que restou.

     

    Exemplo prático:

    Aplicações no nome do falecido no total de R$ 100.000,00 (cem mil reais) mais um saldo em conta de R$ 10.000,00 (dez mil reais).

    • 50% de todos os valores aplicados e saldos em conta são do conjugue os outros 50% serão divididos entre os descendentes, se não houver serão divididos entre os ascendentes e na ausência dos dois o conjugue será herdeiro.

    Portanto observe em qual CPF estão as aplicações e fica a dica “conta conjunta será apenas para facilitação no dia a dia” e não é ferramenta de processo e planejamento sucessório.

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  • Presidente Dilma foi afastada. Temer assumiu. O que esperar?

    Trocar de governo não é garantia de melhora e retomada de crescimento, mas demonstra que numa democracia a população tem direito de escolher quem irá administrar o país

    Postado dia 18 de maio de 2016 às 08h em Negócios e Economia

    dilma

    Foto: Reprodução/Internet

    Durante todo o ano de 2015 e primeiro semestre de 2017 foi discutido o impedimento do exercício do cargo de presidente da república da Sra. Dilma Rousseff. Enfim, o senado aprovou o pedido e a presidente foi afastada do cargo no início de maio, quando o vice-presidente Michel Temer assumiu o poder.

    Há muitos questionamentos em relação ao ato, principalmente por esquerdistas, mas vale lembrar que este foi dado por meios legais e democráticos, atendendo ao pedido do povo com capacidade de esclarecimento e entendimento da situação econômica do país que estava em decadência, sem crescimento, sem investimento, sem confiança, com sobras de escândalos de corrupção e à beira de um calote.

    O ato do afastamento do PT causa uma retomada de confiança do setor privado no Brasil e abre os olhos de investidores estrangeiros que estão dispostos a apostar nas oportunidades de um país como sempre promissor e carente de governantes com cabeça voltada para o crescimento econômico e desenvolvimento social do país e menos voltada para questões partidárias e ideológicas. Tal retomada faz com que esses investidores apliquem seus recursos no país criando assim empregabilidade, controle da moeda, maior arrecadação para o governo e crescimento de riquezas a favor do País.

    O populismo e ideologia comunista adotados pelo PT nos seus quase quatro mandatos seguidos levaram as contas públicas para o vermelho com desvios e investimentos mal feitos na hora e nos setores errados, arruinaram a credibilidade do país no cenário internacional, fizeram com que o mercado parasse aguardando a queda do governo ou uma quebradeira geral e a transformação de um país em desenvolvimento em um país escravo de uma esquerda golpista que usa o povo como massa de manobra vendendo uma ilusão de políticas sociais e discurso de ódio contra as “elites”.

    O mercado recupera a confiança mais com a queda do governo do PT que com os novos governantes, pois estes terão de provar que podem redirecionar o país para rumo do crescimento, credibilidade no cenário internacional e principalmente no controle das contas públicas. Isso tudo mesmo tomando medidas não populistas e sem pensar apenas em reeleições como o governo do PT fez nos últimos quase quatro mandatos.

    Trocar de governo não é garantia de melhora e retomada de crescimento, mas demonstra que numa democracia a população tem direito de escolher quem irá administrar o país retomando principalmente a confiança dos mercados. Ainda não temos nenhum fato concreto em relação a reabilitação econômica, mas temos a certeza de que quem estava fazendo errado agora não mais esta. Resta saber e confiar nos novos.

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  • Comprar imóvel para investimento?

    Um completo guia econômico para você que quer comprar um imóvel e utilizá-lo como forma de investimento

    Postado dia 19 de abril de 2016 às 09h em Negócios e Economia

    imóvel

    Foto: Reprodução/Internet

    Durante muitos anos os investimentos em imóveis foram seguros, rentáveis e muito procurados principalmente por investidores mais conservadores. Passados os anos com fortalecimento da economia brasileira temos opções para investir nesse mercado sem os pontos negativos deste tipo de operação.

    A compra de imóvel acarreta custos com impostos como ITBI, falta de liquidez e risco de vacância. Logo o mercado financeiro estruturou e regulamentou fundos de investimentos imobiliários que trazem possibilidade do investidor entrar no mercado imobiliário contando com a gestão profissional na escolha e gestão dos imóveis.

    Os Fundos Imobiliários são condomínios de investidores, administrados por instituições financeiras e fiscalizados pela CVM. Tem por objetivo aplicar recursos em negócios com base imobiliária, como desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, imóveis já prontos ou títulos financeiros imobiliários, como CRI, LH, LCI ou cotas de fundos imobiliários já constituídos.

    Podem participar do patrimônio de um fundo, um ou mais imóveis, parte de imóveis e direitos a eles relativos.

    Criados em junho de 1993 pela Lei 8.668 e regulamentados pela CVM em janeiro do ano seguinte através das Instruções nºs. 205 e 206. Nova regulamentação pela Instrução CVM nº 472 em 31/10/2008.

    Negociados através de quotas, que representam o valor mobiliário do fundo.

    Por serem fundos fechados, suas quotas não admitem resgate, assim como as ações, o caminho é a negociação na Bovespa, no ambiente Bolsa ou Balcão Organizado, através de ordens. Em ambos ambientes, o modo de negociar é exatamente igual ao das ações, dentro dos mesmos horários de pregão.

    Vantagens

    • Menor Custo: Comparativamente à aquisição direta em imóveis, o investidor de FII não terá gastos com ITBI, taxas de certidões, reconhecimentos de firma, cópia de documentos, escritura, registro, comissão de imobiliária, entre outros, o que normalmente fica em torno de 5% do valor do imóvel.
    • Acesso a investimento em imóveis de qualidade: Possibilita a qualquer investidor, independente do porte, investir em empreendimentos imobiliários de alta qualidade, através da compra de quotas, tantas quantas sua disponibilidade financeira permitir.
    • Diversificação: O investidor pode compor sua carteira com quotas de vários Fundos, atuantes em segmentos diversos, como shoppings, indústria, logística, hotéis, imóveis comerciais ou residenciais, etc. O risco de inadimplência ou vacância também fica pulverizado entre os diferentes locatários. Além disso, o investidor tem a oportunidade de acessar empreendimentos em diversas localidades e mitigar fatores regionais.
    • Fracionamento: Possibilita a compra ou venda de quotas por unidade, ou seja, o investidor poderá colocar suas ordens de compra de acordo com sua disponibilidade, ou sua ordem de venda, de acordo com sua necessidade financeira.
    • Transparência: Como as quotas são negociadas no ambiente Bovespa e tem a visualização de todo o mercado financeiro, possibilita-se uma negociação pelo melhor preço no momento.
    • Comodidade: Quanto à gestão, no caso de FII, o investidor tem a comodidade de não ter preocupações de administração dos imóveis, com cobrança e renovação de contratos, manutenção, recolhimento de impostos, entre outras. Todas essas tarefas serão desempenhadas pelo administrador do fundo, profissional de mercado e sob a responsabilidade de uma instituição financeira.
    • Benefícios Fiscais à Pessoa Física: Isenção de IR sobre os rendimentos mensais recebidos pelos cotistas, ao contrário da tributação incidente em aluguéis recebidos pelo detentor de um imóvel – IR com alíquota progressiva de 0% até 27,5%.

     

    Tributação

    Os Fundos Imobiliários brasileiros tem uma estrutura tributária incentivada, dada à importância do setor imobiliário para a economia do país.

     

    Tratamento Tributário do Fundo

    O Fundo Imobiliário é isento de impostos, como PIS, COFINS e Imposto de Renda, este só incidindo sobre as receitas financeiras obtidas com as aplicações em renda fixa do saldo de caixa do fundo.

    Para que o Fundo possa ter este benefício tributário, a Lei 9.779 de 19/01/1999 estabeleceu os seguintes requisitos:

    1. Que o Fundo distribua, pelo menos a cada seis meses, 95% de seu rendimento aos quotistas;
    2. Que o Fundo não invista em empreendimento imobiliário que tenha como incorporador, construtor ou sócio, quotista que possua, isoladamente ou em conjunto com pessoa a ele ligada, mais de 25% das quotas do Fundo.

    Tratamento Tributário do Cotista

    Sobre o rendimento mensal

    Com relação à tributação dos rendimentos obtidos pelos cotistas, há distinção entre pessoas físicas e jurídicas:

    • Cotista Pessoa Física –A isenção de IR para as pessoas físicas foi definida pela Lei 11.033 de 21/12/2004 e posteriormente pela Lei 11.196 de 21/11/2005, onde estabeleceu:
    1. As Pessoas Físicas que terão direito à isenção não poderão possuir 10% ou mais das cotas do Fundo;
    2. O Fundo deverá ter no mínimo 50 cotistas Pessoas Físicas;
    3. Ter suas cotas exclusivamente negociadas em Bolsa ou mercado de balcão organizado.

    Não há qualquer garantia ou controle por parte da Instituição Administradora quanto à manutenção das características tributárias descritas acima.

    • Cotista Pessoa Jurídica –Imposto de Renda de 20% sobre os rendimentos obtidos.

     

    Sobre o ganho de capital

    Já em relação ao ganho de capital, ou seja, eventual lucro na venda das cotas, a alíquota de IR é de 20% para qualquer cotista, PF ou PJ e deverá ser pago através de DARF até o último dia do mês subsequente à venda.
    A forma de apuração do ganho e compensação de prejuízo na alienação de quotas, e demais detalhes da tributação dos Fundos Imobiliários, estão contidas na Instrução Normativa RFB nº 1022 de 05/04/2010.

    Portanto faz-se muito mais oportuno a entrando em um fundo com estas características do que a compra de um imóvel visto os riscos e dificuldades que cercam esta operação.

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  • Bolsa de valores no Brasil – especulação ou tendência?

    O mercado financeiro se preocupa em antecipar fatos e acontecimentos possíveis na economia, na política ou nas empresas com ações listadas em bolsa de valores entre outros setores da sociedade moderna

    Postado dia 1 de abril de 2016 às 08h em Negócios e Economia

    bolsa

    Foto: Reprodução/Internet

    Nos últimos dias, percebemos a bolsa de valores de São Paulo subir na casa dos 30% com notícias sobre a possível prisão do ex-presidente Lula e a tentativa de Impeachment da presidente Dilma.

    Estes acontecimentos levam o mercado a um falso otimismo e a crença em uma tendência de recuperação econômica, pois com estes dois fatos, por exemplo, o mercado recuperaria a confiança e voltaria a operar, o setor privado voltaria a investir e a gerar toda a cadeia para que um país funcione.

    A grande questão é:

    • Qual projeto de fato foi aprovado em relação ao famoso ajuste fiscal?
    • Qual o embasamento jurídico sólido e 100% confiável para derrubar realmente o governo?
    • Quem assumir vai conseguir passar mais confiança e ainda terá capacidade de gestão do país em tempos de crise?
    • A crise mundial afeta diretamente o país ou estamos em uma crise de credibilidade e política?
    • A prisão do ex-presidente Lula vai ajudar em que no tocante a reformas ministeriais e fiscais do país ou será algum empecilho para que ele não se candidate novamente em 2017?

    Estas questões são importantes e relevantes para evitarmos especulação no mercado de capitais e buscarmos mais informações reais e análises com fundamentos sólidos nos ativos do mercado de forma geral.

    Na bolsa de valores temos demonstrações claras na volatilidade dos papeis com estas notícias. As empresas como siderúrgicas, bancos, mineradoras, petroleiras entre outros setores sentem mais esse clima de incerteza e especulação por aqueles acontecimentos.

    Uma explicação mais científica seria na área de finanças corporativas. As grandes empresas têm dívidas ou ativos (patrimônio e recebíveis) avaliados ou precificados em moeda estrangeira ou real, assim a variação cambial afeta diretamente o seu preço de mercado, pois nos balanços podem ter mais ou menos dívidas de acordo com a queda ou alta do indexador dos contratos.

    Os preços das ações são analisados de forma fundamentalista, ou seja, além da variação cambial afetar os ativos e passivos também são feitas análises da capacidade de geração de riqueza ou de fluxo de caixa destas empresas. A paralisação da atividade econômica dentro de especulações de queda ou não do governo são fatores que atrapalham as projeções das empresas fazendo com que as nacionais deixem de gerar riqueza por medo de investir, comecem a diminuir suas atividades gerando desemprego enquanto as estrangeiras não investem no país e acabem saindo do país pela falta de confiança de crescimento das suas operações em território nacional.

    Quando isso ocorre os analistas entendem que as empresas tendem a ter dificuldade em gerar caixa suficiente para manter suas atividades e nem mesmo se manterem de forma ativa gerando dividendos para os acionistas, empregos e consequentemente impostos para o governo.

    Portanto a especulação em torno de notícias nem sempre fidedignas afeta diretamente o preço dos papeis e torna o mercado arriscado. A turbulência e dúvidas em torno da política principalmente atrapalham a evolução das empresas e seu planejamento estratégico de logo prazo. Os acionistas ficam com mais receio e tendem a vender suas ações ou estabilizarem suas posições aguardando um cenário mais claro no mercado.

    De qualquer forma a compra de ações é recomendável na montagem e diversificação de portfólios de investimentos sempre respeitando o perfil de aceitação a risco de cada investidor. Sempre tenha um profissional da área e a devida assessoria para tomada de decisão. Este mercado é arriscado até mesmo para os profissionais da área, porém pode render ganhos muito superiores aos da renda fixa.

    Um abraço

     

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  • O famoso “100% do CDI”

    O custo de oportunidade no mercado financeiro se resume ao famoso “100% do CDI”, ou seja, o que se pode ganhar no mercado financeiro sem volatilidade, com liquidez e de forma mais simples nos bancos.

    Postado dia 1 de março de 2016 às 08h em Negócios e Economia

    cdi

    Foto: Divulgação/Internet

    Mesmo os investidores com perfis mais agressivos fazem comparações com os ganhos ou perdas realizadas em ações comparando sempre com os juros praticados pelo mercado financeiro naquela data.

    O CDI (certificado de depósito interbancário) não pode ser vendido para investidores no mercado e sim para empréstimos entre bancos e instituições financeiras. Não há incidência de impostos nestas operações.

    A Taxa DI é a média ponderada de todas as taxas de transações envolvendo CDI efetuadas na CETIP entre instituições financeiras de conglomerados diferentes. Os papeis são custodiados e liquidados na CETIP, quem também calcula as taxas e divulga no seu site https://www.cetip.com.br.

    A divulgação da taxa é em formato anualizado, mas as transações são calculadas diariamente. Por exemplo, hoje, o DI ao ano está em 14,13% ao ano base 252 dias úteis. O DI over (taxa do último dia 26/02 foi de 0,052461% ao dia. O investidor precisa ganhar pelo menos mais que o DI para que seu negócio seja vantajoso, se isso não acontece é melhor deixar o dinheiro aplicado no banco.

    Existe uma correlação positiva entre o DI e a SELIC meta, ou seja, se o COPOM (Comitê de Política Monetária) aumenta ou reduz a taxa de juros básica no Brasil o DI acompanha essa variação consequentemente. Os bancos usam como referência a SELIC para precificar suas operações de depósito interfinanceiro. Além disso significa a referência para custo de dinheiro para as instituições financeiras, ou seja, quanto maior a taxa de juros praticada pelo mercado mais caro fica o dinheiro das instituições financeiras emprestados para os cidadãos e empresas.

    Por outro lado, o investidor da renda fixa também ganha com taxas de juros altas, tanto em aplicações pós fixadas como em aplicações pré-fixadas. Por isso o famoso 100% do DI é tão importante para o mercado em geral. O custo de oportunidade quando é alto, como no caso do Brasil hoje, fazem o mercado financeiro e os demais mercados sofrerem com recessão, o dinheiro fica mais caro, as empresas tem dificuldade de se capitalizar e produzir causando desemprego e paralisação na atividade econômica, o governo perde arrecadação com isso, logo tem que subir impostos para arrecadar mais, causando um dano ainda maior.

    As bolsas de valores sofrem com juros muito altos também. O investidor não corre certos riscos se ele conseguir aumentar seu capital de forma significante com os juros da renda fixa, logo sai do mercado de bolsa e seus riscos para poupar seu capital em aplicações mais conservadoras.

    Pequenos investidores terão dificuldade de encontrar taxas iguais ou acima do DI nas instituições financeiras, podem recorrer aos títulos do tesouro que permitem a qualquer brasileiro a partir de R$ 30,00 ao mês poder comprar papeis do governo federal ganhando rentabilidades que não conseguiriam em grandes bancos. O investidor tem que ter cadastro numa corretora de valores, pode ser a do próprio banco, e realizar a compra via site www.tesouro.fazenda.gov.br. Lembrando de fazer qualquer transação com a devida assessoria de um profissional da área.

    Qualquer dúvida estou a disposição. Um abraço.

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  • Quanto estou “perdendo” aplicando na poupança?

    Independente do fator mais óbvio de atualização, o investidor sai perdendo aplicando em poupança. Não ter correção da inflação nos investimentos é perder poder de compra

    Postado dia 12 de fevereiro de 2016 às 01h em Negócios e Economia

    poupança

    Foto: Divulgação/Internet

    Independente do valor disponível para aplicação, a poupança tem características que a fazem ser a escolha do investidor que não tem assessoria adequada de um profissional especializado em alocação de investimentos ou alguém com uma formação mais completa, como um planejador financeiro.

    O motivo mais claro é a simplicidade no entendimento do seu funcionamento. A forma de rentabilidade de 0,5% ao mês mais TR (taxa referencial) foi deixada de lado a partir de 04/05/2012 quando, devido a uma queda na SELIC (taxa básica de juros no Brasil) para 7,5% ao ano, a poupança passou a ser vantajosa até mesmo para os grandes investidores. Este cenário durou poucos meses. A Selic voltou a subir e a poupança de pouco mais de 6% ao ano livre de impostos para pessoa física também deixou de ser mais atrativa.

    De acordo com a legislação atual, a remuneração dos depósitos de poupança é composta de duas parcelas:

    I – a remuneração básica, dada pela Taxa Referencial – TR, e

    II – a remuneração adicional, correspondente a:

    1. a) 0,5% ao mês, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for superior a 8,5%; ou
    2. b) 70% da meta da taxa Selic ao ano, que precisa ser exposta de forma mensal através de cálculo de conversão de taxa, vigente na data de início do período de rendimento, enquanto a meta da taxa Selic ao ano for igual ou inferior a 8,5%.

    Percebe-se que ficou um pouco mais confuso o funcionamento para quem tem depósitos a partir da alteração em 2012. Mesmo assim ainda é um investimento muito utilizado principalmente para pequenos investidores, pois é uma operação encontrada em todos os bancos, sem restrições e sem burocracias.

    A análise abaixo leva em consideração as contas de um investidor de R$ 10.000,00 em poupança no ano de 2015 e o quanto ele teve de ganho na poupança:

    • R$ 10.000,00 aplicados no dia 01/01/2015 até o dia 31/12/2015 o investidor teria R$ 10.729,48 ou 7,29% líquido (correção feita pelo site do banco central), ou seja, teria tido uma rentabilidade inferior à inflação do período que foi de 10,70%.
    • Apenas a correção da inflação levaria o investidor a um valor de R$ 11.070,00 ou 10,70%.
    • A taxa Selic em 2015 ficou em 13,20% no ano, levando em consideração este valor corrigido pela própria, este investidor teria R$ 13.200,00.

    Portanto, independente do fator mais óbvio de atualização, o investidor sai perdendo aplicando em poupança. Não ter correção da inflação nos investimentos é perder poder de compra, significa que o que compraria com 10 mil não compra mais.

    Temos nos bancos outra dificuldade, que seria conseguir essas aplicações mais rentáveis e seguras para pequenos investidores com menos de R$ 50.000,00, por exemplo, por isso temos os títulos do tesouro que permitem a qualquer brasileiro a partir de R$ 30,00 ao mês poder comprar papeis do governo federal ganhando rentabilidades que não conseguiriam em grandes bancos. O investidor tem que ter cadastro numa corretora de valores, até mesmo a do próprio banco, e realizar a compra via site www.tesouro.fazenda.gov.br.

    Alguns cuidados são necessários:

    1 – Custo – É cobrada pelo agente de custódia uma taxa de 0,3% ao ano mais o que a corretora que você escolheu cobra, o que pode variar de 0% ao ano a 2% ao ano. Precisa abater o Imposto de renda para pessoa física também, que chega a alíquota mínima de 15% sobre o ganho em dois anos.

    2 – Existem três tipos diferentes de papeis.

    • Pós Fixado – Tesouro SELIC, paga a variação da SELIC independente do cenário.
    • Pré-fixados – Tesouro pré-fixado, Taxa de remuneração pré-determinada na compra. Atenção, há volatilidade. Possibilidade de perda se vender antes do vencimento.
    • Indexados ao IPCA – Tesouro IPCA, ótima opção de investimento para longo prazo, esse papel paga a variação do IPCA mais uma taxa pré-fixada determinada na compra. Atenção, há volatilidade. Possibilidade de perda se vender antes do vencimento.

    Outro ponto importante sobre a poupança é a falta de liquidez, ou seja, apesar de poder retirar o dinheiro quando quiser, se o investidor não aguardar pela data de aniversário mensal retira seu capital sem correção alguma. Enquanto os títulos do tesouro podem ser vendidos a qualquer momento e tem correção diária.

    Importante lembrar que investidores com capacidade de aportes maiores que R$ 50.000,00 já têm possibilidades de investimentos diferenciadas nos bancos, ou até mesmo possibilidades distintas de compra dos títulos públicos.

    O importante para o investidor menos experiente é não tomar decisão sozinho e contar sempre com auxílio de um profissional da área com adequada capacitação.

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  • Como ficar milionário com menos de meio salário mínimo ao mês?

    Disciplina em guardar R$ 250,00 ao mês, todos os meses, durante 360 meses ou 30 anos faria de qualquer pessoa comum um milionário

    Postado dia 29 de janeiro de 2016 às 00h em Negócios e Economia

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    Com as taxas de juros praticadas no Brasil hoje, podemos conseguir bons ganhos com aplicações constantes mesmo sendo de baixo valor. Uma projeção feita com base em uma SELIC (taxa básica de juros de mercado) de 14,25% ao ano nesta data, desconsiderando impostos e taxas, seria o suficiente para que um pequeno investidor acumulasse aproximadamente R$1.175.000,00 com passar de alguns anos, conforme dados abaixo:

    Disciplina em guardar R$ 250,00 ao mês, todos os meses, durante 360 meses ou 30 anos faria de qualquer pessoa comum um milionário. Esse tipo de planejamento é difícil de ser adotado, pois exige das pessoas a disciplina de poupar e abrir mão de gastar seus recursos em atividades ou itens de consumo imediato que no momento trazem prazer, porém não garantem estabilidade financeira no momento próximo ao da aposentadoria. Vale mais manter um padrão de vida mais simples e pensar em manter reservas futuras do que querer aumentar muito o padrão e não ter condições de fazer suas reservas.

    Um indivíduo de 25 anos de idade com disciplina pode começar hoje e com 55 anos terá uma bela reserva para aposentadoria, conforme citado acima, com apenas R$ 250,00 ao mês. Hoje pode significar uma parcela importante do seu orçamento mensal, mas com passar dos anos essa reserva será insignificante em relação ao crescimento substancial de sua renda, já que a tendência é crescer profissionalmente e ganhar mais a cada ano.

    No Brasil temos um problema chamado inflação, portanto esta projeção é feita com bases nominais e não reais, desconsiderando também impostos e taxas.

    O mais importante é ficar na cabeça de cada leitor que a disciplina de guardar um pouco todos os meses sempre é mais importante do que esperar durante toda a vida por uma grande entrada de capital para montar sua reserva ou ganhar algum prêmio em loterias.

    As opções de investimento são diversas, uma delas e a mais recomendável são os títulos públicos federais, conforme artigo publicado anteriormente nesta coluna. Qualquer Brasileiro consegue comprar a partir de R$30,00 ao mês um destes papeis fracionados.

    Sempre busque ajuda de um profissional da área para tomada de decisões mais seguras, mas nunca se esqueça da importância de ter disciplina.

    Um abraço

     

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  • Título Público Federal

    É esta uma boa aplicação?

    Postado dia 21 de janeiro de 2016 às 00h em Negócios e Economia

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    Sem dúvidas os títulos disponíveis no site do tesouro direto são boas aplicações, levando em consideração o longo prazo. Alguns pontos precisam ser esclarecidos para que você não caia em uma armadilha:

    1 – Custo – É cobrada pelo agente de custódia uma taxa de 0,3% ao ano mais o que a corretora que você escolheu cobra, o que pode variar de 0% ao ano a 2% ao ano. Portanto, é preciso tomar cuidado na hora de escolher por onde vai comprar seus títulos, pois seu custo anual pode chegar a 2,3%, ou seja, precisa descontar isso além do imposto de renda, já que os papeis não são isentos de imposto. Em uma aplicação pré-fixada a 15% ao ano, por exemplo, descontando 2,3% e imposto de 15% sobre o rendimento após dois anos, não renderá líquido nem 11% ao ano. Cuidado com os custos!

    2 – Existem três tipos diferentes de papeis.

    • Pós Fixado – Tesouro SELIC, paga a variação da SELIC independente do cenário. Hoje por exemplo o investidor é remunerado a 14,25% ao ano e precisa descontar os custos de custódia, citados acima, e imposto de renda de acordo com tabela regressiva vigente. Título indicado para quem não suporta oscilação.
    • Pré-fixados – Tesouro pré-fixado, Taxa de remuneração pré-determinada na compra, ou seja, no momento em que estiver efetuando sua aplicação via site o percentual de ganho já é definido e o investidor poderá saber quando vai ganhar. Cuidado se precisar vender o título antes do vencimento, poderá ter prejuízo. Os papeis sofrem marcação a mercado diariamente, ou seja, o mercado precifica de acordo com a taxa de juros. Portanto quem comprou um título com prazo 10 anos (vencimento 2015) 12 meses atrás está perdendo hoje 4,52% se o vender. O ideal é levar até o vencimento e assim garantir sua taxa pré. Isso ocorre por que a taxa SELIC aumentando leva o mercado a pagar mais barato em papeis pré devido ao seu custo de oportunidade ter subido a patamares superiores à taxa paga no papel. Importante lembrar que o investidor tem duas opções na compra do p?e fixado, com pagamentos de cupons semestrais e com pagamento do valor total no final corrigido pelo percentual acordado na compra.
    • Indexados ao IPCA – Tesouro IPCA, ótima opção de investimento para longo prazo, esse papel paga a variação do IPCA mais uma taxa pré-fixada (cupom) que hoje é aproximadamente 7% ao ano (bruto), ou seja, independente do que aconteça no mercado este investidor tem seu poder de compra protegido e mais um ganho real (acima da inflação). Prezados, lembrem que em alguns momentos no passado recente o investidor teve ganho real em torno de 0,5% ao ano, aplicando neste papel esse risco é totalmente eliminado. Nos últimos 10 anos a média de ganho real foi de aproximadamente 3% no máximo descontando taxas e impostos. Por isso esse título é bem atrativo. Não adianta ganhar 14,25% na SELIC com inflação a quase 10,7% ao ano corroendo o capital, o ganho real seria em torno menos de 2% com descontos de impostos. Este papel também sofre a marcação a mercado, então tome cuidado alguns estão com rentabilidade negativa no ano. Precisa ser de longo prazo, de preferência comprar e levar até o vencimento que pode variar de 2017 a 2050. Importante lembrar que o investidor tem duas opções na compra, com pagamentos de cupons semestrais e com pagamento do valor total no final.

    3 – Segurança – Os títulos são considerados ativos livres de risco por serem emitidos pelo governo. Qualquer investidor pessoa física pode investir a partir de 30 reais e no máximo 1 milhão ao mês, compra pode ser realizada através do site do tesouro direto www.tesouro.fazenda.gov.br.

    4 – Tributação – Não há come cotas – nos fundos de investimento como os de renda fixa e multimercados há um modelo de tributação específica chamado come cotas. A cada seis meses (maio e novembro) a receita tributa em 15% o rendimento dos fundos mesmo que o investidor não peça nenhum resgate. Isso prejudica no longo prazo (10 anos, por exemplo) o rendimento, pois em vez de continuar rendendo os 15% do rendimento é retirado deixando de render juros sobre juros. Isso não acontece com os títulos públicos onde a tributação é apenas no resgate ou no vencimento.

    Títulos públicos são opções muito melhores que a poupança que hoje renda pouco mais de 6% ao ano mais a TR que em 2015 foi de aproximadamente 1% no ano, ou seja, apenas a SELIC esta rendendo o dobro.

    Lembrem-se de sempre analisar as opções no mercado. Os títulos públicos podem não ser vantajosos para grandes volumes, por exemplo acima de 100 mil reais. Os bancos tendem a oferecer alternativas melhores para volumes assim. Cabe a análise de um profissional da área.

    Um abraço

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  • Endividado! O que fazer?

    Posso planejar minha aposentadoria estando endividado?

    Postado dia 13 de janeiro de 2016 às 00h em Negócios e Economia

    Personal accounting

    Foto: Divulgação/Internet

     

    Recebi de um leitor o seguinte:

    Tenho 35 anos, pretendo me aposentar com 50 anos, trabalho com carteira assinada e tenho renda de sete mil reais líquidos, porém estou totalmente endividado. O que faço?

     

    Antes de qualquer tomada de decisão, é preciso fazer um controle financeiro pessoal e orçamento doméstico. Cada centavo de renda familiar e cada centavo gasto até mesmo com pão na padaria deve ser colocado no papel para que você tenha ciência de quanto ganha e quanto gasta. Os custos exagerados devem ser controlados, como por exemplo: economia de combustível, ter um carro mais barato para manter, entender se realmente precisa ter um carro, evitar comer fora de casa com frequência, enfim, muitas vezes é necessário reduzir o padrão de vida para controlar as finanças pessoais.

    O primeiro passo é se livrar das dívidas. Procure seus credores e elimine antes de mais nada os créditos rotativos, tais como cheque especial e cartão de crédito. Eles são juros que passam de 400% ao ano. Peça um parcelamento da dívida mesmo que seja em muitas parcelas, mas que caiba no seu orçamento. Peça para cancelar seus limites até que consiga pagar toda a dívida. Qualquer entrada de recurso extra, como 13° salário, bônus ou hora extra, use para antecipar as parcelas obtendo assim descontos nos contratos.

    As linhas de crédito pessoal precisam estar com parcelas também adequadas à sua renda para que você possa pagar. Caso não estejam, renegocie imediatamente com os bancos credores pedindo uma redução na taxa e, se necessário, um alongamento no prazo.

    Observe que até agora não disse para guardar dinheiro. O princípio básico de planejamento financeiro é justamente estar sem dívidas para começar a fazer suas reservas.

    Determine metas. Em menos de cinco anos você conseguirá pagar suas dívidas e iniciar seus investimentos, e logo terá 40 anos e apenas 10 anos para poupar o suficiente para se aposentar.

    Feito isso entramos na segunda etapa do seu planejamento financeiro pessoal. Hoje o teto de aposentadoria pelo INSS é de R$ 4,673,00, ou seja, ainda precisará ter um complemento de renda de R$ 2,327,00, pois sua renda é de R$ 7.000,00. Esse complemento pode ser feito com reservas mês a mês ou ano a ano e poderá iniciar isso assim que quitar suas dívidas. Sendo assim primeiro regularize sua situação financeira, deixe de ser devedor e pensaremos em formas de estruturar sua aposentadoria.

    Um abraço

     

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