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Wilson ADM

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  • Posso fazer contrato de gaveta?

    Comprei um imóvel, mas não tenho dinheiro para escritura. O que fazer? Existe uma opção: contrato chamado promessa de venda e compra

    Postado dia 22 de março de 2017 às 09h em Opinião

    contrato

    Foto: Reprodução

    O popularmente conhecido “contrato de gaveta” é com grande frequência utilizado no negócio de imóveis. Não raras vezes, por ser a Escritura Pública instrumento demasiadamente caro, os envolvidos na negociação optam pelo contrato particular (contrato de gaveta de venda e compra). Sendo assim, cabe a indagação: posso substituir a Escritura Pública pelo “contrato de gaveta” de venda e compra?

    A resposta é: não. Isto porque, quando a lei determina a utilização da Escritura Pública, nenhuma outra forma contratual poderá substituí-la. O Código Civil, em seu artigo 108, impõem que a Escritura Pública será o único instrumento válido para realização de negócio jurídico envolvendo direito real de bens imóveis sempre que o valor dos bens for superior a 30 salários mínimos, ou seja, imóvel acima de R$ 28.110,00 a Compra e Venda será apenas por Escritura Pública.

    Porém, existe uma solução prática e muito eficaz quando as partes (vendedor e comprador) não têm dinheiro para a Escritura Pública, ou ainda, não desejam fazê-la de imediato. Nestes casos, é aconselhável que se faça um “contrato de gaveta” chamado de promessa de venda e compra.

    Assim, como o próprio nome já deixa claro, nesse modelo de contrato não existe a concretização do negócio (que só poderá ser realizado pela Escritura Pública), mas sim, a promessa de que o negócio irá se concretizar. A promessa de venda e compra tem validade e eficácia jurídico/prática.

    Promessa de venda e compra nada mais é que um contrato preliminar em que um compromete-se a vender, outro compromete-se a comprar, por certo valor, determinado bem imóvel, em condições pré-estabelecidas. A promessa gera a obrigação aos contratantes de cumprir aquilo que foi pactuado.

    No caso de descumprimento da promessa, a parte inocente será devidamente indenizada. A promessa é um contrato Pré-Escritura Pública realizado para dar segurança jurídica às partes, de modo que futuramente a Escritura Pública seja outorgada sem maiores complicações.

    Podemos concluir o seguinte. O “contrato de gaveta” não substitui a Escritura Pública. Entretanto, caso as partes não tenham condições financeiras ou não queiram fazer a escritura de imediato, poderão realizar um “contrato de gaveta” preliminar chamado de promessa de venda e compra, que gera direitos e obrigações às partes (vendedores e compradores), para que no futuro a Escritura Pública seja outorgada e o negócio jurídico seja efetivamente concluído.

    Autor: Samir RodriguesSamir

    Cidade: Suzano

    Samir é advogado e atua com Direito Imobiliário e Condominial.

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  • Greve geral e reforma da previdência

    O governo do PT, que destruiu a economia nacional, agora une os trabalhadores para fazerem protestos contra o governo atual, que está buscando uma solução para a crise e pode dar um tiro no pé

    Postado dia 16 de março de 2017 às 09h em Editoriais

    previdência

    Foto: Reprodução

    A novela dramática brasileira não tem fim. Superar a crise implantando outra parece ser a melhor saída encontrada pelo governo Temer. Enquanto o governo anterior mascarava os rombos nos cofres públicos ludibriando os trabalhadores com discursos populistas descarados, fazendo a população acreditar que a economia brasileira estava sobre controle, o novo governo aproveitou essa oportunidade para criar medidas radicais visando proteger o cofre nacional. Com isso, sem muito drama, chegou enfiando a mão na cara dos trabalhadores brasileiros.

    É um desequilíbrio tremendo, o país passeia entre os extremos.

    A reforma da previdência coloca sim os trabalhadores em uma sinuca de bico. O governo alega que a tendência da população brasileira é que no futuro haja mais idosos do que jovens. Mas isso não significa certeza de eficácia, pois o que vemos hoje é um grande aumento de jovens no mercado de trabalho e cada vez mais pessoas de meia idade sendo demitidas. Os jovens lidam melhor com o desenvolvimento tecnológico, então essa hipótese prevista pelo governo pode ser um tiro no pé, prejudicando diretamente toda a população que deverá se esforçar muito mais para manter-se no mercado de trabalho por mais tempo, competindo sempre com as novas gerações que tendem a surgir mais bem preparadas, mais informadas e dispostas a trabalhar mais por um salário menor.

    Uma grande ironia é que o governo do PT, que destruiu a economia nacional, gerou desempregos e comprometeu o desenvolvimento do país, agora une os trabalhadores para fazerem protestos contra o governo atual que está buscando uma medida arriscada e de sucesso duvidoso a longo prazo. Primeiro aconteceu com a PEC do congelamento, agora acontece com a reforma da previdência.

    Uma greve geral que paralisa os serviços públicos essenciais para os cidadãos serve apenas para exaltar os sindicalistas envolvidos por trás de toda essa desordem. Greves no Brasil não funcionam, pois ninguém aguenta por muito tempo arriscar a garantia de sustento de suas famílias. Um país em recessão com os gastos limitados não pode acreditar que uma greve será a solução para inibir as ações do governo. Uma mobilização que priva o cidadão trabalhador de seus direitos de ir e vir é crime. Como a greve dos polícias do Espírito Santo. Um servidor público dessa categoria compromete cidadãos de bem quando resolve abdicar de suas obrigações e atrasa ainda mais o desenvolvimento do país.

    Durante doze anos o governo anterior deitou e rolou com o dinheiro público e a população demorou para intervir. Quando medidas foram tomadas, já não havia mais o que fazer, pois, novamente, todo o sistema já estava aparelhado e a população teve de amargar as decisões emergenciais que foram tomadas às pressas para estancar o vazamento de recursos públicos.

    Agora está previsto que homens e mulheres tenham que trabalhar até os 65 anos para terem seus direitos de aposentadoria. Esse absurdo só foi possível devido a oportunidades que foram abertas após grandes irresponsabilidades, para que novamente o governo colocasse o cidadão na margem da democracia.

    A reforma é impraticável e compromete seriamente a distribuição de renda dos brasileiros no futuro. Essa tomada de decisão não agradou ninguém e deve ser modificada o quanto antes para que não tenhamos, daqui a alguns anos, uma sociedade cheia de idosos desabrigados e um mercado lento com falta de produção. Já passou há muito tempo o momento de o povo aprender como escolher representantes que não coloquem seu futuro em risco.

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  • Dia 8 de março: comemorar ou se desculpar?

    Mais um ano que vai se passando e chegamos ao dia oito de março, onde muitos comemoram o dia internacional da mulher.

    Postado dia 8 de março de 2017 às 15h em Opinião

    Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocoado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

    Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

    Um dia em que maridos resolvem agradar suas amadas, filhos acordam e dão abraços quentinhos e carinhosos em suas mães e nas redes sociais umas avalanches de post com frases de amor são derramadas para demonstrar a esse ser magnifico o quanto somos gratos.

    Todavia, antes de fazermos essas homenagens, deveríamos fazer a seguinte indagação: será que deveríamos comemorar e agradecer ou nos desculparmos?

    Voltemos no tempo, mais especificamente no dia oito de março de mil oitocentos e cinquenta e sete, quando operárias começaram uma greve em uma fábrica têxtil, situada na cidade de Nova Iorque. Elas reivindicavam melhores condições de trabalho como redução de jornada de trabalho (de 16 horas para 10), salários iguais aos dos homens e melhor tratamento dentro da fábrica. Essa manifestação teria causado uma repressão totalmente violenta e desumana. Elas teriam sido trancadas dentro da fábrica que foi incendiada no qual teriam morrido carbonizadas 129 mulheres, esse foi apenas um fato que acorreu na história.

    Para enfatizar cito também  caso de mulheres vítimas de agressão de seus conjugue a título de exemplo  Maria da Penha que em  1983, seu marido, O professor colombiano M arco Antônio Heredia Viveros, tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou simulando um assalto, na segunda tentou eletrocutá-la. Por conta das agressões sofridas, Penha ficou parapl

    Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocoado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

    Foto: Maria da Penha, cidadã que teve seu nome colocoado em uma lei que defende as mulheres de homens agressores

    égica. Dezenove anos depois, seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Por meio de recursos jurídicos, ficou preso por dois anos. Solto em 2004”.

    A questão é, se formos analisar ao longo da história pouca coisa mudou, nas fabricas as mulheres ainda são tratadas como inferiores ao homem e nos lares existem milhares que são espancadas por seus maridos. Houve sim pequenas ajustes que trouxeram seguridade a elas, porém, ainda não são o bastante.

    Não quero ser nenhum estraga prazer, mas tenho a convicção e a história está aí para não me deixar mentir, que em quase dois séculos após o incêndio na fábrica, e ainda existem empresas que diminuem o sexo feminino.

    M375/0009

    Nossa sociedade está repleta de pessoas dissimuladas que acreditam fielmente que um vaso de flor, bombom e outro presentes apagaram da memória uma vida de agressão, humilhação e desigualdade.

    Deveríamos antes de parabenizar ou homenagear as mulheres nos desculparmos, pois se pararmos para refletir o quão é difícil para elas viverem em uma sociedade que se diz tão evoluída e muito afrente, quando na verdade é uma sociedade machista e de pessoas sem um pingo de compaixão, veríamos o quanto elas são pisoteadas.

    Depois dessa reflexão e do pedido de desculpa, aí sim poderíamos parabeniza-las não só pelo dia, mas por uma vida de luta e por não deixarem morrer os sonhos de tantas outras mulheres que morreram lutando por uma sociedade mais justa.

     

    henriqueAutor: Henrique Ribeiro
    Cidade: Mogi das Cruzes
    Henrique é Analista do Controle da Qualidade
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  • O vírus da corrupção

    Se alguém lhe disser que se sente uma pessoa totalmente honesta e íntegra, é porque não fez um diagnóstico completo

    Postado dia 3 de março de 2017 às 08h em Opinião

    Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução

    A corrupção vem sendo tratada como a “pop star” do momento pelos brasileiros. Não precisamos irmos muito longe para ouvir algo relacionado ao tema. Basta ligarmos o celular e adentrar nas redes sociais ou assistirmos os telejornais e pronto, somos bombardeados com inúmeros comentários, notícias sobre os malandros antigos procurando argumentos fajutos para se safarem novamente ou novos que são denunciados a todo instante. Mas a grande questão é: de onde surge a corrupção? Ela pode ser aprendida? Ou já está em nosso DNA, e todos estamos fardados em algum momento da vida a sermos corruptos?

    O historiador Leandro Karnal, disse em uma entrevista ao ator Lazaro Ramos: “A corrupção é um mal social, não existem nações éticas com governos corruptos, como não existem nações corruptas com governos éticos”.

    macacosHá pessoas corruptas no trânsito quando fazem ultrapassagem em lugares proibidos, no dia-dia quando fingem que estão dormindo no ônibus só para não ceder o lugar a uma senhora. Até mesmo nas escolas quando um aluno responde a chamada para o amigo que está jogando futebol na quadra, ou na faculdade quando passam atestados falsos para fazerem a prova que perderam, nas igrejas quando o líder usufrui das ofertas para seu próprio conforto. Felizes são as pessoas que acreditam cegamente que a corrupção está situada apenas em um grupo de pessoas.

    O ser humano já carrega consigo a molécula da corrupção, como um vírus da gripe, não nascemos corruptos, porém, diariamente recebemos doses de que para sermos bem-sucedido temos que desviar nossas condutas. E esse vírus fica adormecido, em alguns ele afolara e destrói todos os anticorpos éticos e morais que norteiam o convívio social, e essas pessoas tornam-se a prostituta Maria Madalena, narrada em João 8:1-11 que quase foi apedrejada pelos fariseus e escribas, mas nos dias atuais as pedras foram substituídas por links e notícias e os fariseus e escribas por yootubers e jornalistas. Só não temos um Jesus Cristo para fazer a seguinte indagação: Quem nunca se corrompeu que de a primeira curtida.

    Se alguém lhe disser que se sente uma pessoa honesta, íntegra, fique tranquilo, e que o vírus ainda estar adormecido.

     

    henriqueAutor: Henrique Ribeiro
    Cidade: Mogi das Cruzes
    Henrique é Analista do Controle da Qualidade
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  • Por que é raro inventor independente ser bem-sucedido no Brasil?

    Porque investidor não quer problema, não quer ideia crua, quer solução. Você tem que estar com tudo pronto para apresentar a ideia de um produto/serviço

     

    Postado dia 24 de fevereiro de 2017 às 08h em Opinião

    inventor

    Foto: Reprodução

    De acordo com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, mais de 60% de tudo o que foi inventado ou aperfeiçoado no mundo até hoje foi a partir de inventores autônomos. Mesmo com estes números, podemos contar nos dedos os inventores, pessoas físicas, que se transformaram em grandes empresários ou que conseguem licenciar a patente de sua invenção a empresas estabelecidas/emergentes.

    Sem falar nos casos de inventores brasileiros que somente depois de longuíssimos processos judiciais conseguiram obter uma parte do que lhes era devido, como o caso do brasileiro Nélio Nicolai, que inventou o BINA (identificador de chamadas presente hoje em praticamente todos os telefones móveis do mundo). Saiba porquê.
    Porque uma invenção tem tantos filtros pelos quais passar que isso gera longos períodos de descoberta até se chegar – se se chegar – a uma inovação escalável.
    Porque investidor não quer problema, não quer ideia crua, quer solução. Você tem que estar com tudo pronto para apresentar a ideia de um produto/serviço nos moldes que ele deseja.

    Ou seja, com o projeto blindado com a patente, com um protótipo físico fresquinho e estudos de viabilidade econômica e pesquisa de mercado que validem a ideia proposta.
    Porque, dependendo do investidor, você vai precisar apresentar projeções crescentes de vendas de uma eventual empresa que já você tenha constituído a partir de sua ideia – algo ainda mais improvável de um inventor independente conseguir.

    Porque muitos inventores autônomos não têm formação na área de administração, sequer tiveram contato com literaturas sobre empreendedorismo. São pessoas com muita sensibilidade para a criação de novos produtos que atendam a necessidades cotidianas, não por formação, mas por vocação! Tipos, muitas vezes anônimos, que não têm conhecimento técnico, muito menos estrutura laboratorial para desenvolver sua ideia e apresentá-la a contento a um mercado muito exigente.

    Porque inventores autônomos costumam ter uma ideia, protegê-la via pedido de patente, embora não tenham o alcance e as informações necessárias para saber se sua ideia é realmente viável. E, para chegar a essa conclusão, haja pesquisa e contato com possíveis clientes, modificações e adaptações no projeto até obter, quem sabe, o produto final.

    Porque no Brasil não existe programa que apoie, no sentido exato desta palavra, o inventor independente, pessoa física, com recursos para que ele possa realizar um estudo de viabilidade técnica e econômica de seu projeto e desenvolvimento de um protótipo físico. Há quem sempre sugira instituições como o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) Fundações Estaduais de Amparo ao Ensino e à Pesquisa, e o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Mas a maioria dos programas de apoio é voltada apenas a empresas, pessoas jurídicas com CNPJ, como se o foco devesse estar somente em empresas e não na inovação e qualidade do projeto, que – nascido ou não dentro de uma empresa – pode ajudar as pessoas e trazer muito imposto de renda ao país graças aos royalties que o produto criado e blindado com a patente pode gerar.

    Foto: O autor deste artigo, Paulo Gannam é inventor em busca de criação de patentes

    Foto: O autor deste artigo, Paulo Gannam é inventor em busca de criação de patentes

    Porque quando algumas dessas instituições chegam a “apoiar” o inventor independente, se você sondar direito o programa, não se trata de apoio coisa nenhuma, e sim de um negócio como outro qualquer – e dos piores para o inventor.

    Porque, como exemplo, há fundações de amparo que, se julgarem sua invenção com bom potencial de mercado, arcam com os custos de depósito do pedido de patente e pela administração da sua patente, pagando pelas anuidades que hoje estão em torno de R$ 80,00 a R$ 100,00 ao ano, até que a carta-patente seja concedida (depois que a carta-patente é concedida as anuidades aumentam progressivamente a cada ano).

    Porque em troca de pagar por essas taxas de serviços do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), fundações de amparo costumam reivindicar a cotitularidade da patente e dos direitos de participação comercial sobre a mesma. Ou seja, investem uma mixaria no projeto do inventor, normalmente não o ajudam a divulgá-lo nem a mediá-lo numa eventual negociação; nem a desenvolver o protótipo, tampouco a fazer um estudo de viabilidade comercial, não tendo tido ainda nenhuma participação na concepção da ideia. Mas se a patente do inventor milagrosamente gerar royalties pesados graças aos seus heroicos esforços, tais instituições abocanham uma boa fatia do bolo.

    Porque legisladores e governos não se deram conta de que, se realmente ajudassem o inventor, esta anônima pessoa física, mesmo sem ter qualquer empresa constituída – sequer sendo microempreendedor individual – poderia estimular empresas a fabricarem e comercializarem sua patente, dentro e fora do País, e isso gera empregos, renda, e impostos que mantêm toda uma sociedade.

    Porque o que chamamos hoje de Lei de “Inovação”, aquela de número 10.973, não trouxe benefício efetivo nenhum para o inventor independente, pessoa física. Fala-se em um “estímulo ao inventor independente” no capítulo V. Na prática, os núcleos de inovação das universidades, se tiverem interesse (em 90% dos casos não tem), vão lhe prestar um mau atendimento, reivindicar direitos de patente em cima de sua ideia, e participação comercial em torno de 70% simplesmente por que isto está na lei!

    inventor2

    Porque no Brasil, dar apoio a uma pessoa é o mesmo que fazer negócios com ela. Lidar com universidades se tornou algo mais desvantajoso do que contratar empresas privadas de desenvolvimento de protótipo e estudos de viabilidade comercial. A lei de inovação usa o termo “adoção de patente”, que pode ser feita pelas universidades em cima do trabalho do inventor autônomo. A sua invenção é tratada como uma criança perdida, sem dono, que pode ou não merecer ser “adotada” pela universidade que costuma demorar até 6 meses para te dar um retorno sobre o interesse pela adoção. Tempo útil para tornar sua ideia/patente um pouco mais obsoleta.

    Porque se ignora o fato de que o direito de propriedade intelectual deveria ser redigido para o inventor, com o mesmo raciocínio com base no qual o direito trabalhista foi para o trabalhador, que é a parte mais fraca na relação negocial, mas ocorre o inverso.

    Porque para você receber ou não a carta-patente no Brasil você espera em média 10 anos, repito, 10 anos! Chegado este tão esperado momento, finalmente pensa, aliviado, se sua ideia já não for obsoleta: “Agora sim vou poder explorar ou permitir que outros explorem a minha inovação com exclusividade, vou poder tornar a concorrência irrelevante, e ter o retorno de tantos anos de investimento, desenvolvimento e estudo de viabilidades” Vai sonhando: uma grande empresa pode acionar a justiça e tentar anular a validade de sua patente.

    Argumento costumeiro que usam: “O INPI – autarquia responsável por uma análise criteriosa da carga de inventividade, novidade e aplicação industrial de seu produto – não fez o julgamento adequado”. Daí fica cabendo ao Judiciário, que muitas vezes pouco conhecimento da Lei de Propriedade Intelectual tem, salvo se nomear peritos realmente competentes e imparciais, julgar a contenda. Em muitos casos, se o juiz não estiver atento, por manobras processuais que favorecem quem está contestando a validade de sua patente, você a perde. E mais, seus efeitos retroagem de tal modo que caso você tenha ganhado algum money com a venda de seu produto, pode começar a fazer as contas para devolver o dinheiro.

    Porque ainda não se compreendeu que se os inventores ganhassem dinheiro fruto de seu trabalho, os advogados e agentes seriam mais procurados, pois teríamos mais inventos, mais inventores, mais relações comerciais, mais trabalho para todos. Não é difícil, basta copiar ou mirar na lei de patentes dos EUA, que já mostrou que funciona. Lá o direito é do inventor/autor, aqui: da “sociedade “, ou do “interesse social”. Mas é o inventor é que se sacrifica para inventar, não é a sociedade. Esta última apenas usufrui o bem inventado (cabe aqui relativizar um pouco quando se tratar de inventos no setor farmacêutico).

    Porque nossa atual doutrina tem equívoco ideológico, resquício do antigo comunismo, onde se dizia: O “tudo” é o Estado/sociedade, o indivíduo é nada. Quando na verdade; agora se percebe: O indivíduo “é quase-tudo”, e forma o Estado/sociedade com sua presença/força/trabalho individual.

    Será que me intimido? De jeito nenhum, a paixão, a perseverança e o aprendizado contínuo falam mais alto! Mas, independentemente disso, urge adequar a legislação brasileira, melhorar a estrutura do INPI para análise das patentes requeridas e implantar uma política de inovação que beneficie de fato inventores autônomos, pessoas físicas.

    E que esta política seja capaz de equipará-los – para fins de concessão de benefícios – ao status legal dos MEI e/ou das pequenas e médias empresas, também prejudicadas por receberem incentivos infinitamente menores – quando comparadas com grandes empresas estabelecidas.

    paulo1Autor – Paulo Gannam
    Inventor independente. Cria novos produtos e solicita a patente desses produtos, visando fazê-los chegar um dia ao mercado
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  • Radicalismo cultural e a segregação racial

    Quando um grupo que luta por igualdade social acusa o outro de apropriação cultural, ele está querendo a segregação

    Postado dia 16 de fevereiro de 2017 às 09h em Editoriais

    cultural

    Foto: Reprodução

    Não existe essa coisa estúpida de apropriação cultural em um país miscigenado como o Brasil. Isso mostra bem o exagero constituído na confusão de ideias e reivindicações banais que estão ficando cada vez mais fortes dentro dos grupos que buscam defender os direitos das minorias. É uma atitude bem juvenil exigir cada vez mais direitos e não se preocupar com os deveres perante toda a sociedade.

    Essa semana uma garota branca com câncer, que teve sua cabeça raspada durante o tratamento de quimioterapia, foi censurada por pessoas negras em um local público, por usar um turbante, desses clássicos da cultura africana. Segundo o relato da jovem que foi oprimida, pediram que ela tirasse o acessório, pois este, é próprio da cultura negra e por isso não deve ser vestido por uma pessoa branca, mesmo que ela reconheça a elegância, a beleza e a sofisticação que existe na vestimenta.

    O turbante é um símbolo de empoderamento das mulheres negras, além de ser uma das peças utilizadas na vestimenta do candomblé, que traz proteção. Então pode-se dizer que uma pessoa para utilizar um turbante, precisa conhecer o significado histórico e religioso que a peça possui. Qualquer item que tenha uma ligação com religiosidade geralmente é utilizado com respeito, conhecimento e algum critério, pois os estudos espirituais são levados a sério por muitas pessoas.

    Mas é preciso pensar e refletir sobre o seguinte: uma mulher branca usar um turbante não tira de modo algum o poder, as crenças e a dignidade de uma mulher negra, pelo contrário, agrega maior valor, mostra que uma cultura estrangeira vem sendo melhor aceita depois de tanto tempo, e vista com bons olhos, cativando e unindo as mulheres independentemente do credo ou da cor delas, afastando assim, aqueles preconceitos antigos.

    Na umbanda é comum que Ogum seja representado por São Jorge, e muitas pessoas sendo ou não umbandistas são devotas de Ogum ou São Jorge, inclusive quase toda a torcida corinthiana. Mas nunca se viu um grupo de pessoas afrodescendentes ou praticantes das religiões africanas protestando em relação ao uso da imagem do santo, ou do orixá, seja em roupas, amuletos, colares, anéis ou guias de gira. Aliás, pelo contrário, geralmente é exaltado o uso de orixás na cultura popular como sendo um exemplo de tolerância religiosa e união de povos.

    É comum observarmos que muitas pessoas utilizam símbolos que são ligados à outras religiões, sem que tenham o conhecimento pleno do significado que estes símbolos possuem, como por exemplo o crucifixo, que é utilizado tanto por cristãos quanto por ateus simpatizantes do movimento gótico, ou pessoas que utilizam pentagramas, mas que não são necessariamente praticantes de bruxaria.

    Sobre a questão da moda, não faz sentido censurar uma pessoa de vestir uma peça de roupa alegando uma indevida apropriação cultural. Cultura não se rouba. É uma tremenda incoerência as pessoas que defendem as diversas causas do movimento negro exigirem a aceitação de sua cultura e costumes mas privar as outras raças de usufruírem delas.

    Nessa situação, a leitura que se faz é a seguinte: “façamos da cultura africana no Brasil uma instituição, da qual somente pessoas negras podem usufruir de tudo que ela oferece, mas fica bem claro que nós, pessoas de origem negra, temos o direito de utilizar tudo que está disponível no país, de todas as culturas, nacionais e internacionais, pois caso não seja possível, iremos denunciar quem quer que seja por racismo e opressão”

    É bem complicado quando um grupo social que diz lutar por respeito e igualdade, sem perceber, está por si só, se segregando das demais raças, exaltando um orgulho que somente afasta os seres humanos uns dos outros, em busca por justiça mas demonstra nas ações e palavras, a mesma intolerância que repudia, quando as coisas deveriam ser motivadas pelo amor e pela união. É preciso que ambos os lados mostrem bons exemplos, tolerância e paz interior.

    A coisa está assim: faça o que eu digo mas não faça o que eu faço.

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  • Como virar o jogo nas vendas

    Pensar fora da caixa, desenvolver ideias criativas e, principalmente, colocá-las em prática é o princípio necessário para se destacar em um mercado altamente competitivo

    Postado dia 9 de fevereiro de 2017 às 09h em Empreendedorismo e Gestão

    Leila

    Foto: DIvulgação – Leila Navarro e Marcelo Ortega

    Saber vender é uma arte, um talento! Antes de pensarmos em produto ou serviços é necessário entender que cada um de nós tem um ‘q’ de vendedor e essa competência não está necessariamente ligada à troca de bens ou produtos por uma remuneração – somos vendedores da própria imagem.

    Em tempos de crise, aprender a virar o jogo nas vendas e nos resultados é um grande desafio. O sucesso em qualquer negócio depende hoje da visão empreendedora que gestores e colaboradores desenvolvem. Alinhar as competências humanas aos avanços criativos e inovadores de um mercado em constante transformação tornou-se questão de sobrevivência para todos os níveis hierárquicos e setores econômicos.

    Foto: Leila Navarro

    Foto: Leila Navarro

    Com a palestra “Como virar o jogo nas vendas”, a palestrante motivacional e autora de 15 livros Leila Navarro mostra que pensar fora da caixa, desenvolver ideias criativas e, principalmente, colocá-las em prática é o princípio necessário para se destacar em um mercado altamente competitivo. Com argumentações envolventes, interativas e provocativas, o participante entenderá que por menores que sejam as ações, quando bem planejadas e ousadas, poderão convergir para grandes resultados. Compreenderão que em momentos de crise é possível criar novas e lucrativas oportunidades.

    Durante a palestra as pessoas refletirão sobre a resiliência, a assertividade, a resistência, além de serem capazes de perceber os elementos que sabotam a sua capacidade de inovação, a criatividade, o seu crescimento pessoal, de carreira ou de negócio, a partir dos seguintes tópicos:

    leila2– Como dar a volta por cima, superar as expectativas de vendas;

    – Desenvolver mente empreendedora focada em vendas e lucratividade.

    – Desenvolver a autoconfiança e tornar-se melhor em todos os níveis de relacionamentos

    – Como trabalhar a auto-dependência e a autoconfiança.

    – Romper as barreiras no processo de vendas

    – Trabalhar o foco

    – Alinhar as vendas com a estratégia do seu negócio.

    – Definir metas e objetivos direcionados para resultados em vendas.

    – Aprender a virar o jogo e ser feliz, muito feliz!

    Leila Navarro é palestrante motivacional com reconhecimento no Brasil e no Exterior. Autora de 15 livros, entre eles, “ Autocoaching de carreira e de vida”, “Talento para ser Feliz”, “Talento à prova de crise”, “A vida não precisa ser tão complicada” e o mais breve lançamento “O poder da superação”. Saiba mais no www.leilanavarro.com.br

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  • Para não ficar com cara de babaca

    Cuidado para não acreditar que reclamar sem parar significa ser útil

    Postado dia 6 de fevereiro de 2017 às 09h em Editoriais

    reclamar

    Foto: Reprodução/Internet

    O universo continua mudando e respeitando a ordem natural das coisas, enquanto isso no planeta Terra, que está sempre em movimento, a humanidade vem crescendo e se transformando. Sempre tem alguma coisa acontecendo, dentro e fora do ser humano.

    Duas boas palavras para explicar o que acontece no mundo atualmente podem ser: mudança e movimento. Uma está diretamente relacionada com a outra. Percebemos isso observando a natureza, que possui um poder de adaptação incrível. É incrível também o poder do homem de resistir às mudanças.

    É aí que começam as reclamações…

    Muitas pessoas acreditam que reclamar sem parar é a solução para fazer do mundo um lugar melhor. Essa é a ilusão dos idiotas. Falsos heróis inconformados, revolucionários armados de uma boca suja e débil. Um ser pensante e criativo que reclama o tempo insulta a natureza humana. Reclamações geram uma energia de frustração, infelicidade, raiva, medo, revolta, violência… E tem gente que jura que isso fará no futuro um mundo melhor.

    Regra da vida: quando apontar o dedo para alguém, terá mais de um apontado o dedo para ti.

    As pessoas ficam repetitivas, vivendo sempre o mesmo capítulo de um livro entediante chamado: “uma vida chata pra caramba”. Muitas vezes, os reclamões de plantão surgem para defender causas para ter aprovação de outras pessoas, esse livro se chama: “eu não sei o que fiz com minha vida”.

    As pessoas reclamam porque não aceitam as mudanças que estão fora do seu controle, por acreditarem que possuem controle de tudo.

    Não aceitar as mudanças significa não aceitar a própria origem. Aquele que não muda é um zumbi dentro do país das maravilhas. Aquele que não se move é um planeta frágil e sem vida na mira de um meteoro gigantesco chamado tempo.

    Agora observe bem o que acontece em tempos de mudanças grandes no mundo, sendo essas mudanças, parte de um movimento importante, inédito, e que embora ainda seja bem confuso, mostra que devemos nos preparar para alinharmos nossos pensamentos e ações para um futuro melhor e mais positivo, pois as coisas não serão fáceis.

    Não é fácil aceitar as mudanças, mesmo quando elas são inevitáveis. Para mudar realmente é preciso coragem, é preciso se desapegar do ego, de crenças, do orgulho, de si mesmo, e projetar-se em um ser melhor, mais consciente, mais positivo, e assim, colocar-se em movimento.

    Então quando todos fizerem sua parte, o mundo muda por completo, por enquanto, os conflitos devem ser administrados com paciência e sabedoria. Cada ser humano é responsável por essa árdua tarefa.

    Não adianta reclamar.

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  • O drama de Eike Batista

    Hospedado em Bangu, o ex-bilionário encontra-se em maus lençóis enquanto aguarda seu julgamento

    Postado dia 1 de fevereiro de 2017 às 09h em Editoriais

    Eike

    Foto: Reprodução – Eike Batista, preso na Operação Lava JAto

    Acusado pela Lava Jato de corrupção ativa e pagamento de propina para Sérgio Cabral, Eike Batista vem sendo defendido por muitas pessoas, como um inocente homem rico que foi obrigado a “entrar no jogo” para poder manter sua fortuna e império. Analisando isso de um modo frio e racional, a situação de Eike não gera comoção alguma, é como uma partida infantil de banco imobiliário. É sabido que desde a hora que começa o jogo, a cadeia é um risco para qualquer um que queria participar da “brincadeira”.

    Claro que também é inocência demais acreditar que uma pessoa como Eike, para não expandir seus lucros em negócios bilionários, evitaria jogar o jogo, e iria ceder suas conquistas para empresas concorrentes para não entrar na politicagem suja e manter seu nome limpo, embora fosse uma opção, se quiser sentir comoção, fique à vontade para lembrar das pessoas que pagam seus impostos e contas com esforço e honestidade, e ainda assim, continuam vivendo em situações precárias.

    Infelizmente, o Brasil é um país dominado pela corrupção. Veja quanta imundice humana a Lava Jato vem desenterrando e trazendo à tona, esfregando na cara das pessoas que o Brasil é um país comandado por uma grande maioria de homens e mulheres sem honra, princípios e limites.

    É bom lembrar que o filho de Eike, Thor Batista, atropelou e matou um cidadão enquanto dirigia de forma imprudente em alta velocidade (135 km/h), foi absolvido por advogados pagos com o dinheiro de seu pai, deixando a população impressionada com tamanha manobra judicial, sendo que explicitamente, Thor Batista estava agindo de forma irresponsável, perigosa e violando leis de trânsito.

    A polêmica da prisão de Eike também se dá sobre o tipo de cela que o empresário ficará enquanto aguarda julgamento, por não ter concluído sua faculdade de engenharia, ele não teve direito à cela especial. Lá vem Bangu de novo fazer história. Atualmente, Eike divide uma cela com outros 6 presidiários, todos eles presos pela operação Lava Jato. Lá dentro eles se entendem.

    A preocupação dos advogados de Eike, é que ele possa cumprir prisão domiciliar até o dia de seu julgamento, alegando que devido sua fama e posição social ele possa ser vítima de violências diversas por parte de outros presos. É uma tremenda afronta ao sistema judiciário brasileiro, um tapa na cara mesmo, pois mesmo sendo um pedido absurdo, é bem possível que seja atendido, pois como diria o carrasco dos intelectuais oprimidos da atualidade, o músico e escritor Lobão: “Isso é Brasil, isso é Brasil, cuidado!”

    Aliás, citando o cidadão, vale a pena lembrar que quando o Lobão foi preso nos anos 80, acusado de posse de entorpecentes, mesmo com sua fama e sucesso, foi para Bangu I, e lá ficou em uma cela com muitos detentos da pesada em um calor de 40 graus, presenciando cenas desumanas com frequência. Não eram presos de elite pegos pela Lava Jato, eram membros do comando vermelhos capturados pela polícia militar. Depois de um tempo o músico saiu ileso e fez até homenagem aos seus companheiros de cela na canção “Vida Bandida”. Boa praça esse Lobão né? A integridade de EIke em Bangu e em qualquer lugar dependerá do seu “poder de comunicação”.

    É vergonhosa a forma que políticos e empresários andam se comportando perante a justiça. Examinem os tipos de pessoas que estamos confiando para mudarem o Brasil. Homens e mulheres com medo de enfrentarem as consequências de seus péssimos atos. Demonstrando nos momentos de pagar as contas, a real fraqueza e covardia que buscaram esconder quando pedem sua confiança e fazem picadinho dela.

    Quem paga sem máscara mostra o tamanho do prejuízo estampado na testa, é a vergonha na cara, que tarda mas não falha.

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