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Wellington Jacques

Profissão: Consultor de vendas

Cidade: Mogi das Cruzes

Músico nas horas vagas, comecei com violão aos 13 anos, depois partindo para guitarra, baixo e bateria. Participei de algumas bandas covers em Mogi e tocava na noite mogiana.

  • Freddie Mercury, um arquiteto do mundo rock

    Nascido em Zanzibar, atual Tanzânia, o cantor, pianista e compositor estudou design e artes gráficas. Atuou em uma das bandas mais famosas e respeitadas de todos os tempos: o Queen

    Postado dia 9 de fevereiro de 2017 às 08h em Cultura e Lazer

    mercury

    Foto: Reprodução

    Não há como imaginar o rock sem as obras de Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bulsara (Cidade de Pedra de Zanzibar, 5 de setembro de 1946 – Londres, 24 de novembro de 1991). Ele foi um músico, cantor e compositor britânico, mais conhecido por ter sido vocalista da banda britânica de rock Queen.

    É considerado pelos críticos e por diversas votações populares como um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo.

    Como compositor, Mercury compôs vários sucessos para o Queen, tais como Bohemian Rhapsody, We Are the Champions e Love Of My Life, entre outras.

    Além de seu trabalho com o Queen, Freddie lançou alguns trabalhos em carreira solo, e também, ocasionalmente, atuou como produtor e músico convidado (piano ou voz) para outros artistas.

    Faleceu de broncopneumonia, causada pela AIDS, em 24 de novembro de 1991, apenas um dia depois de reconhecer publicamente que tinha a doença.

    Biografia

     

    Queen's Freddie Mercury in 1982

    Freddie Mercury nasceu na localidade da Cidade de Pedra, em Zanzibar, à época colônia britânica e hoje pertencente à Tanzânia, na África Oriental.

    Seus pais, Bomi e Jer Bulsara, eram parsis zoroastrianos de Guzerate, na Índia. Mercury foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Bombaim, onde deu seus primeiros passos no âmbito da canção, ao ter aulas de piano. Foi na escola que ele começou a ser chamado “Freddie” e, com o tempo, até os seus pais passaram a chamá-lo assim.

    Depois de se formar em sua terra natal, Freddie e sua família mudaram-se em 1964 para a Inglaterra, devido a uma revolução iniciada em Zanzibar. Ele tinha dezoito anos. Lá diplomou-se em design gráfico e artístico na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Esse conhecimento mostrar-se-ia útil depois, quando Freddie projetou o famoso símbolo da banda.

    Algo que poucos fãs sabem é que, na escola de artes em que se bacharelou, Freddie era conhecido como um aluno exemplar e muito quieto. Tinha uma personalidade bastante introspectiva. Concluiu os exames finais do curso com conceito A. Possui uma série de trabalhos em arte visual, hoje disponíveis na internet

    Freddie conheceu na faculdade o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, que tinha Brian May como guitarrista e Roger Taylor como baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.

    Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda, que passa a se chamar Queen. Freddie decide colocar Mercury no nome. Ainda em 1970, ele conheceu Mary Austin, sua namorada, com quem viveu por cinco anos. Foi com ela que assumiu ser bissexual. Os dois, mesmo separados, mantiveram forte laço de amizade até o fim de sua vida. De acordo com declaração do cantor e de seus companheiros de banda, Mary inspirou Freddie na música Love of My Life.

    Mudança no visual

     

    freddie4

    No visual de Freddie Mercury, há uma mudança que não deixa de ser notada: se, na era glam dos anos 1970, o cabelo comprido, o delineador preto, as unhas pintadas , os maillots de bailado e o sapato de salto alto eram moda, estes iriam dar lugar a uma postura mais “macho”: cabedal preto, chapéu de polícia, cabelo curto e, meses mais tarde, bigode: essa seria a sua imagem de marca na década de 1980. Nessa época, seus amigos descobriram sua bissexualidade, pois ele passou a levar rapazes e algumas garotas para dormir em seu quarto.

    Mercury compôs muitos dos sucessos da banda, hinos eloquentes e de estruturação extraordinária, particulares e sempiternos. Suas exibições ao vivo eram lendárias. A facilidade com que Freddie dominava as multidões e os seus improvisos vocais, envolvendo o público no show, tornaram as suas turnês um enorme sucesso na década de 1970, enchendo estádios de todo o mundo nos anos 1980.

    Mr. Bad Guy, seu primeiro disco solo, foi lançado em maio de 1985, e entre seus estilos estão desde reggae até dance, incluindo até uma parte orquestrada na faixa-título. Em 1988, é lançado o disco Barcelona, sendo que a faixa de mesmo nome tinha participação da cantora lírica espanhola Montserrat Caballé. Esta canção fez um enorme sucesso mundial na época e foi usada como tema nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

    Lago Genebra

     

    Foto: Reprodução - Good Bye Freddie Mercury

    Foto: Reprodução – Good Bye Freddie Mercury

    Em 1991, após ficar muito doente, surgiam rumores de que estaria com AIDS, o que se confirmou afinal, através de uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer.

    Freddie faleceu na noite de 24 de novembro de 1991, em sua casa, chamada Garden Lodge. Sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo.

    Sua casa foi passada por testamento à ex-namorada, Mary Austin, que recebeu muitos buquês de flores na época e continua a recebê-los até hoje. O corpo de Freddie Mercury foi cremado e suas cinzas foram espalhadas na margem do lago Genebra, na Suíça.

    Em 25 de novembro de 1992, foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballé, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie), em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.

    Os membros remanescentes do Queen fundaram uma associação de caridade em seu nome, a The Mercury Phoenix Trust, e organizaram, em 20 de abril de 1992, no Wembley Stadium, o concerto beneficente The Freddie Mercury Tribute Concert, para homenagear o trabalho e a vida de Freddie.

    Cantor de fôlego

     

    Foto: Reprodução - Freddie Mercury ao lado da cantora lírica Monterrat Caballé

    Foto: Reprodução – Freddie Mercury ao lado da cantora lírica Montserrat Caballé

    Também conhecido, no início da carreira, como Larry Lurex e Mr. Bad Guy, Freddie Mercury era proprietário de uma voz potente. Contam alguns que, durante as gravações do álbum Barcelona, ele desafiou Montserrat Caballé, uma das cantoras líricas mais conhecidas no mundo, para ver quem possuía maior fôlego. Mercury venceu com uma grande vantagem.

    Em 1992, um ano depois da morte de Freddie Mercury, realizam-se os Jogos Olímpicos de Barcelona, durante os quais Montserrat Caballé intrepreta a famosa canção “Barcelona” (gravada em 1988) em dueto virtual com o cantor falecido

    Em 5 de setembro de 2011, o website de busca Google homenageou o cantor. Na página, existia um doodle musical, que executa a Don’t Stop Me Now.

    Em 5 de setembro de 2012 a empresa Rovio, fabricante do jogo Angry Birds, homenageou Freddie em um vídeo de animação do jogo. Nele, vemos o famoso pássaro amarelo vestido com a famosa regata branca com os pelos à mostra, o bigode característico e a coroa famosa usada por Freddie em seus shows. O vídeo possui como trilha sonora a música Bicycle Race, grande sucesso da banda.

    Leia mais sobre Freddie Mercury e a banda Queen:

    Queen: A Banda mais autêntica do cenário musical

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  • Queen: A Banda mais autêntica do cenário musical

    Um pouquinho do que foi deixado por essa grande banda, deixo registrado aqui

    Postado dia 28 de dezembro de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

     

    Queen

    Foto: Divulgação

    Bom galera, não dá para falar de rock e não falar de Queen. O que eles fizeram dentro do meio musical revolucionou o estilo rock de tal maneira que é praticamente impossível alguém não conhecer um pouco do trabalho dos caras.

    A banda surge através de uma outra chamada Smile, em 1970 com Brian May e Tim Stafell. Então colocaram um anúncio no mural da escola (na época estudavam no Imperial College) procurando por um  baterista… e encontram Roger Taylor. Ainda no ano de 1970, sai Tim Stafell e entra Freddie Mercury, que logo muda o nome da banda. Surgia o Queen.

    Depois de 3 LPs gravados (são eles Queen e  Queen II) foi lançado em 1974 o álbum que faria a banda tomar proporções mundiais: Sheer Heart Attack. Então a consolidação deste reconhecimento mundial se deu em 1975 com o LP – A Night at the Opera. Inovaram totalmente misturando rock com música clássica, com grande destaque  para uma das melhores músicas já produzidas até hoje, o clássico Bohemian Rhapsody.

    Anos se passaram e após alguns álbuns o sucesso só aumentava. Ao ponto de em 1980 fazerem a trilha sonora do filme Flash Gordon e em 1982 uma parceria com o camaleão do rock, David Bowie na música Under Pressure. Daí em diante não param de surgir sucessos como Radio Ga Ga, Killer Queen, We Will Rock You e I Want to Break Free.

    Em 1991 surge Innuendo, álbum que carrega a música Show Most Go On. Naquele ano já era possível notar a fragilidade da saúde de Freddie Mercury, que veio a falecer em 24 de novembro do mesmo ano. Um dia antes de sua morte ele declara: “Seguindo as especulações da imprensa, quero afirmar que sou soropositivo, portanto tenho Aids. Achei correto manter isso em segredo, para manter a minha posição e a do meu grupo. Espero contar com a colaboração de todos, e que, meus médicos lutem contra essa terrível doença”.

    Em seu último gesto ele pediu que fosse lançado o single com Bohemian Rhapsody e These Are the Days of Our Lives e que os lucros fossem revertidos para entidades de combate à Aids.

    Em 1997, é lançada uma musica inédita, No-one But You, gravada pelos membros remancemtes em homenagem a Freddie.

    É isso meus amigos, um pouquinho do que foi deixado por essa grande banda, deixo registrado aqui. Em breve mais detalhes sobre esses monstros do rock!

     

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  • A máquina contra o sistema

    O Rage Against the Machine é a banda de rock que mais contrasta com a situação social e política de países como os Estados Unidos e o Brasil

    Postado dia 24 de novembro de 2016 às 09h em Cultura e Lazer

    rage

    Foto: Divulgação

    No meio dos anos 90, ouvindo uma rádio de Rock na FM, falavam de uma banda que estava batendo de frente com problemas sócio políticos dos Estados Unidos. Era a primeira vez que ouvia falar de Rage Against The Machine. E em seguida tocaram a música Killing In The Name.

    Boom! Uma pedrada sonora! Uma letra que falava da desigualdade racial dentro do sistema norte-americano e de como as pessoas “matavam em nome de Deus”, sem contar frases pesadas na letra como “Fuck you, I won’t do what you tell me!” (Ou “Foda-se, não vou fazer o que você manda!”).

    Sim! Era a banda que estava batendo de frente com indústrias fonográficas, programas de TV, festivais musicais e tudo mais que poderia favorecer na época o governo Bush. Pois bem, corri atrás então para saber um pouco sobre. Afinal, estava começando a me envolver com música e aqueles efeitos de guitarra eram únicos demais.

    O Rage Against The Machine é uma banda formada por Zack de la Rocha (vocal), Tim Commerford (baixo e vocal), Tom Morello (guitarra) e Brad Wilk (bateria). Começaram seus trabalhos em 1991 em Los Angeles. Logo de cara venderam mais de 5.000 fitas cassetes e caíram no gosto dos fãs da mistura de metal, punk e hip-hop.

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    Conseguiram uma grande gravadora (Epic) e daí, meus amigos, a metralhadora estava municiada. A ideia sempre foi de serem contra a América corporativa, o imperialismo cultural, a desigualdade social e a opressão do governo.

    Mas esperem aí? Você não disse que contrasta com o momento atual de americanos e brasileiros, Wellington? – Sim! E convido vocês a ouvirem como exemplo o álbum The Battle of Los Angeles. Todas as faixas, da primeira, Testify, à última, War Within a Breath, condizem e muito com o nosso cenário atual.

    É meus amigos, para quem gosta de letras inteligentes, com instrumental bem montado (destaque para os efeitos e distorções de guitarra inigualáveis de Tom Morello), é um prato cheio.

    Para quem se interessar em ver um registro em vídeo, recomendo Rage Against The Machine – Live at Finsbury Park. Ali os caras realizaram um feito descomunal, pois este festival foi para celebrar a posição de número um na UK Singles Chart em dezembro de 2009, mandando para fora das paradas daquele ano nada mais nada menos que o vencedor de X Factor (que estava sempre vencendo desde 2005).

    E, para quebrar geral, a banda ainda doou todo dinheiro arrecadado com a faixa vencedora do evento para o fã que ajudou a divulgar por toda a cidade de Londres, e tudo foi revertido no fã-clube com downloads gratuitos.

    Isso, senhoras e senhores, é Rage Against The Machine, a furiosa máquina contra o sistema! Enjoy guys!!!!

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