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Wilson Neves

Profissão: Publicitário

Cidade: Mogi das Cruzes

Sou formado em comunicação, publicitário e especialista em Marketing, proprietário da WCN agencia de propaganda, fundador e diretor da revista digital “Sociedade Pública”. Atuante há 30 anos na área comercial, mercadológica e publicitária. Acredito no ser humano e num futuro onde a comunicação verdadeira e clara é uma ferramenta de integração e de entendimento franco e pacífico entre as pessoas. Esse futuro pra mim é agora.

  • Acaapesp é patrocinadora do Sinpcresp em encontro que reunirá mais de 150 peritos criminais

    Sinpcresp realiza o Encontro Técnico de Documentoscopia.

    Postado dia 19 de junho de 2017 às 16h em Sociedade e Política

    Acaapesp patrocina evento de iniciativa do SINPCRESP  em parceria com o Núcleo de Documentoscopia do Instituto de Criminalística de São Paulo (IC) será realizado Encontro Técnico de Documentoscopia.

    Acontecerá em São Paulo, no dia 22 de junho, a partir das 8:00 h, o 1º Encontro de Documentoscopia promovido pela parceria do Sinpcresp e  Núcleo de Documentoscopia do IC, o objetivo principal do evento é atualizar e capacitar os peritos criminais na solução de incidentes envolvendo as novas práticas de delitos em documentos.

    Para Eduardo Becker Tagliarini, presidente do Sinpcresp, para que seja mantido o alto padrão da perícia criminal realizada no Estado de São Paulo, esses eventos são essenciais. “O Sinpcresp tem como uma de suas finalidades a realização de cursos para os peritos criminais, pois por meio dessas atualizações tais profissionais terão mais conhecimento e segurança na execução das perícias”, diz Becker.

    Outro objetivo do 1º Encontro de Documentoscopia é promover a interação e o contato entre os profissionais do setor de perícia criminal, que, com essas iniciativas, podem realizar uma frutífera troca de conhecimentos, atualizações e informações sobre novas tecnologias disponíveis no mercado. De acordo com o planejamento firmado entre as instituições, a ideia é que a cada ano seja realizado um evento deste tipo, além de outros de igual e maior magnitude em anos alternados.

    “O engrandecimento tanto profissional quanto pessoal é almejado pela presidência do Sinpcresp”, diz Becker. Para ele, a melhora na capacitação profissional traz outros frutos. “A capacitação dos profissionais traz maior segurança a eles na realização de suas funções. Tal segurança diminui o nível de estresse gerado ao profissional. Sendo conhecedor de novos recursos e metodologias de análise, poderá propor soluções factíveis de serem realizadas e implantadas pelo Instituto”, finaliza.

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  • A rosa e o dia dos pais

    Desejamos a todos os pais um dia feliz e alegre com seu filhos e que o jardim das flores de cada família seja belo e cheio de rosas

    Postado dia 13 de agosto de 2016 às 16h em Dia dos Pais

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    Pesquisando sobre a verdadeira origem do dia dos pais, deparei com algo interessante: a rosa que foi escolhida como símbolo do evento norteamericano que comemorou, no dia 19 de junho de 1910, o primeiro dia dos pais nos Estados Unidos. As vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

    Alguns afirmam que a primeira comemoração em homenagem ao pai é bem anterior a essa época.

    Assim como a maternidade, diversos rituais e festividades das antigas civilizações homenageavam a paternidade. A mais antiga de que se tem registro data de 4 mil anos, na Babilônia. É um tablete de argila em que um jovem chamado Elmesu deseja sorte, saúde e longa vida ao seu pai. Foi o primeiro cartão de dia dos pais da história!

    E no Brasil? Instituído pelo publicitário Sylvio Bhering, na época diretor do Globo e da Rádio Globo, o dia dos pais foi comemorado pela primeira vez no dia 16 de agosto, período que coincidia com o dia de São Joaquim, pai de Nossa Senhora e considerado patriarca da família. Nos anos seguintes, a data passou a ser festejada no segundo domingo de agosto, por analogia com o dia das mães, comemorado no segundo domingo de maio.
    http://memoria.oglobo.globo.com/institucional/promocoes/dia-dos-pais-9260840

    O Globo - Página 1 - Edição de 15 de Agosto de 1953

    Promocao-que-entrou-para-o-calendario O Globo – Página 1 – Edição de 15 de Agosto de 1953

    Qual teria sido a intenção da jovem Sonora Louise Dodd, ao escolher a rosa como símbolo para homenagear os pais? Faço aqui uma especulação e convido a uma reflexão.

    rosa é uma das flores mais populares no mundo. Fósseis dessas rosas datam de 35 milhões de anos. A rosa é a flor de maior simbolismo na cultura ocidental. A rosa vermelha significa o ápice da paixão, o sangue e a carne. Para os romanos, as rosas eram uma criação da Flora (deusa da primavera e das flores).

    Quando uma das ninfas da deusa morreu, Flora a transformou em flor e pediu ajuda para os outros deuses. Apolo deu a vida, Bacus o néctar, Pomona o fruto. As abelhas se atraíram pela flor e, quando Cupido atirou suas flechas para espantá-las, se transformaram em espinhos. E, assim, segundo o mito, diz ter sido criada a rosa.

    E o que tudo isso nos ensina? Podemos pensar assim: nos dias atuais, existe uma ameaça cada vez mais forte e negativa na sociedade, pois os valores morais e éticos estão sendo relegados a um segundo (ou terceiro) plano, quando deveria ser o contrário. A presença do pai como símbolo de força, amparo e guarnição é cada vez mais exigida. E a forma mais produtiva de ensinar isso aos filhos é mostrando na prática.

    A construção de uma sociedade mais justa começa a partir de firmes raízes no chão que se semeia, e com o tempo ver a vida nascer da semente. Cada folha da rosa é uma degrau da escada natureza que conduz ao cálice onde as pétalas se unem e cada gesto e atitude correta e benigna do pai são os degraus de conduzem ao lar onde os filhos se unem, formando uma família e trazendo a alegria a todo coração que sabe ver de onde ela vêm.

    Desejamos a todos os pais um dia feliz e alegre com seu filhos e que o jardim das flores de cada família seja belo cheio de rosas.

     

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  • Rodrigo Ecosss

    Conheça um pouco mais sobre a arte visionária e espiritual do artivista, tatuador e arte-terapeuta

    Postado dia 17 de junho de 2016 às 10h em Entrevistas

    Ayahuasca

    Foto: Rodrigo Ecosss

    Rodrigo, Ecosss como é conhecido, é um “artivista” visionário. Além de escritor, é também artesão de tambores nativos, tatuador, arte-terapeuta e idealizador da Ecos da Natureza. Na entrevista, Ecosss fala sobre sua ligação com a Ayahuasca e explica como essa relação com a espiritualidade nativa, cativa sua mente criativa e desperta outras percepções importantes para sua vida.

    ##SP: Como a Ayahuasca acompanha você em suas obras de arte?

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    Aprendo nesse caminho das medicinas nativas e orientais. Toda obra tem uma mensagem em sua essência e durante sua criação adentramos no universo da física quântica, pois a água que uso para preparar a tinta, é magnetizada. Eu rezo aquela água, coloco essências florais e à utilizo para diluir a tinta. Ela já tem uma vibração a mais que se soma a outras energias, como das cores, símbolos, formas e intenção. Então a Ayahuasca veio me ensinando a importância de se ter uma intenção clara ao fazer, criar algo, depois é só deixar o coração guiar aquele movimento. Comecei a ter feedbacks em exposições de pessoas que eu jamais imaginei.

    ##SP: Alguma influência marcante em suas obras?

    Minha primeira série de quadros (que, inclusive é uma parte do material sobre o qual estou escrevendo um livro), possui obras bem coloridas. Tenho uma ligação muito forte com as profecias indígenas, principalmente com a dos índios Hopi, da América do Norte, e numa dessas profecias eles falam da “Tribo do Arco-Íris”. Então, esta arte tem forte ligação com este simbolismo do arco-íris, que representa a união das tribos (das pessoas) e fala sobre o momento que vivemos hoje. Fala também sobre a importância de quebrarmos essas crenças separatistas, quebrarmos muros e construirmos pontes. Pois existem religiões, mas existe algo por trás de todas elas que tem que ser o que une a humanidade – não as crenças, mas os valores além das crenças. Estamos aqui por uma causa e essas são as ferramentas que utilizamos para a alcançarmos. Então este trabalho é bem colorido pra trazer a força dessa profecia que fala de união, cura, amor e consciência.

    ##SP: Você pinta somente quadros e tambores?

    Trabalhei nos últimos oito anos em festivais de cultura alternativa e música eletrônica. Agora tenho focado mais nas artes, tambores e projetos novos, dentre eles o livro. Nos festivais e fazia parte da cenografia, montando espaços de curas, de palestras, atendimentos terapêuticos. Levava através da arte, mensagens, reflexões, pensamentos, poesias, todas transmitindo a importância do autoconhecimento e responsabilidade para criarmos aqui, o mundo que tanto queremos.

    ##SP: Como você aprendeu a tocar tambor?

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    Minha conexão com o tambor é bem intuitiva, embora eu tenha depois participado de alguns grupos que tocavam, inclusive em rituais, conduzidos por lideranças que tiveram vivência na arte com os nativos. O próprio tambor vai te ensinando o caminho. Tem bases que vem de alguns mestres e artesões do caminho, além de coisas que aprendi com o próprio tambor e com a vida. Em relação a vibração e energia, aprendi muito nos festivais, observando e sentindo a influência dos sons em mim e nas pessoas.

    ##SP: Quais os tipos de tambor com os quais você trabalha?

    São três modelos específicos, com variações de tamanho entre eles. Um é o Lakota, um modelo que é um tipo de pandeiro grande. Você segura ele na parte de traz, ele possui uma amarração atrás do couro. Tem também o Cherokee, que tem pele dos dois lados, e o Pueblo, que é como um Cherokee, mas maior. Ele possui um som mais profundo, que te acolhe e envolve, com se te abraçasse. Cada um possui um desempenho melhor em determinadas ocasiões. O Lakota é bom para usar tocando e cantando em uma roda, pois ele tem um som mais aberto, ideal para uma ocasião de celebração. Já o Cherokee possui um som mais introspectivo. O toque com ele é mais interessante para jornadas e meditação. E o Pueblo também é introspectivo, com um alcance maior – enquanto um você ouve um som que parece que vem de frente, te guiando num caminho, o Pueblo parece que te abraça. Por ser grave e pela caixa acústica, que é maior, ele proporciona uma reverberação sonora diferente.

    ##SP: Seu som é mais trabalhado no tambor?

    Tenho estudado outros instrumentos, o “hand pan”, conhecido como “hang drum”, os “didgeridoos” e a “tigela de cristal”. Cada  instrumento necessita de sua técnica, porém estes são bem intuitivos, é claro que é preciso de prática e dedicação. No caso do didgeridoo é preciso ter uma noção corporal devido a utilização da respiração constante, o que promove um estado meditativo por onde a própria intuição flui. O hang drum, para muitos, nem é considerado um instrumento musical, e sim uma escultura sonora por ser bem sutil. É mais difícil de ser encontrado em lojas, pois é bem trabalhoso de ser feito e por isso tem sempre uma fila de espera na sua construção.

    ##SP: Você aprendeu a trabalhar com tambor depois da Ayahuasca?

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    Sempre tentei fugir da arte, talvez pelo país em que a gente vive, talvez por achar, na época, que a arte não tivesse um papel social importante, principalmente nos dias de hoje. Nesse meio tempo, tentei fugir, fazendo cursos de meio ambiente de biologia. Até que um dia, em uma cerimonia, a Ayahuasca começou a me mostrar que não adiantava, tentar fugir da arte. Tive uma experiência em que ela mostrou a importância da arte, no sentido de contribuir com a cura do excesso de estímulos mentais, de informação intelectualizada e racional. Pois, por mais que você veja uma obra e queira entender, a arte vai te mostrar coisas que vão além do seu entendimento. Neste caminho fui aprendendo que meu compromisso com a arte é de utilizar ela como uma ferramenta de transformação, de conscientização e cura. Antes eu fazia painéis na casa de amigos, como hobby, como um bico. A música começou a vir depois da Ayahuasca, nos últimos anos comecei a criar mais tempo para me dedicar a estes estudos. Hoje vejo, como a arte pode trazer uma linguagem e entendimento, além de despertar sensações que podem contribuir para muitos processos de cura e conscientização.

    ##SP: Qual a relação da Ayahuasca com a sonoridade?

    A Ayahuasca começou a me chamar atenção à alguns anos para a importância da utilização da música e dos sons, dentro de cerimônias, terapias e outros estudos. Ela começou a me mostrar como os ensinamentos trabalham com frequências de vibrações bem distintas. A mesma coisa acontece com as cores, com os sons e as músicas, que transitam entre as frequências e nos afetam. A mensagem falada, passa por um filtro racional, que você vai querer julgar, entender e racionalizar. No caso do canto de uma língua nativa ou um instrumento, ele vai traduzir aquilo em sensações e emoções, já entra por um outro sentido, pelo mesmo meio que a medicina trabalha. Então eu tenho focado muito na música como ferramenta para trabalhos de cura de consciência, meditações, terapia e bem estar.

    ##SP: Como é trabalhar com a arte junto da espiritualidade?

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    ##SP: Como é trabalhar com a arte junto da espiritualidade?

    Muito do que aprendi foi através da Ayahuasca e foi numa cerimônia que tive contato com o tambor e resolvi fazer um para mim. Fiz do modo que imaginei, a partir da forma que observei. Um amigo viu e pediu um. Uma amiga me sugeriu que eu pintasse tambores. Então, eu consagrava a medicina (Ayahuasca) e ela começou a me ensinar as formas de trabalhar o couro, a madeira, ervas, rezas, sempre aperfeiçoando e adquirindo melhor vibração e sonoridade, a ponto de nativos norte-americanos ficarem impressionados com o resultado. A espiritualidade foi me ensinando dessa forma e através da vida, de observar os ecos da natureza

    ##SP: E você ensina as pessoas a construírem tambores? Como é isso?

    As pessoas recebem o material e dentro de uma vivencia, ensino cada um a construir seu próprio tambor. Fazemos uma introdução falando sobre o simbolismo das direções, dos animais, os arquétipos, as emoções, o mental e o físico, como também as estações e as fases da lua. Tudo isso encaixamos na roda medicinal para fazermos um mapeamento. Enquanto fazemos o tambor estamos caminhando em todas essas direções. No leste temos o masculino (o sol), a águia, no sul temos a criança (o curador curado), a inocência, o lobo, já no oeste temos o feminino representado pela lua, é onde vive a ursa e no norte temos a sabedoria, representada pelo ancião, morada do búfalo branco. Durante a confecção podemos identificar, através de alguns sinais, bloqueios ou situações passadas, que ainda reflitam nos dias de hoje. Após a confecção conversamos um pouco sobre toques e algumas de suas relações com os chakras. Converso bastante sobre a responsabilidade vibratória, principalmente para pessoas que tocam em cerimônias espirituais, terapias e outros, para que tenham consciência de todo universo que existe por traz de um som e de uma música. O sentimento de quem toca, é muito importante, pois nesse momento a pessoa é o canal por onde esta energia vai fluir e a qualidade do canal influencia a qualidade do que passa por este canal.

    Conheça mais sobre Rodrigo Ecosss em: www.ecosssdanatureza.blogspot.com

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  • Junji Abe

    Prefeito de Mogi das Cruzes por dois mandatos, vereador e deputado federal, o político de 75 anos é, antes de tudo, um agricultor.

    Postado dia 19 de maio de 2016 às 14h em Entrevistas

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    Prefeito de Mogi das Cruzes por dois mandatos, vereador e deputado federal, o político de 75 anos é, antes de tudo, um agricultor. Filho de japoneses que migraram para o Brasil em 1928 e se instalaram em Biritiba Ussu, em 1935, Junji trabalhou no campo desde os 5 anos de idade. Foi no campo que se apaixonou por futebol e viu sua vocação para a política florescer. Na entrevista, o ex-prefeito, hoje deputado federal suplente, conta sua história, analisa o passado e o futuro de Mogi das Cruzes: “Mogi está se mostrando um exemplo para o Brasil em termos de avanço, sustentabilidade e boa gestão”.

    ##SP: Como é a história da sua família?

    1920 - Makie e Tokuji Abe, meus avós, com os filhos Izumi (papai), de 5 anos, e Tioko, de 12 anos, no Japão

    1920 – Makie e Tokuji Abe, meus avós, com os filhos Izumi (papai), de 5 anos, e Tioko, de 12 anos, no Japão

    Sou uma pessoa privilegiada. Nasci no antigo bairro de Biritiba Ussu, hoje distrito de Biritiba Ussu, em 1940. Sou neto e filho de imigrantes japoneses. Meu avô Tokuji Abe e a minha avó Makie Abe, acompanhados do filho Izumi, meu pai, que era um adolescente de 15 anos, e uma tia de saudosa memória, Tioko, de 12 anos, vieram diretamente pra Mogi das Cruzes, diferentemente da história da maioria das imigrações. Nossos japoneses, assim como as famílias espanholas e as italianas, foram para o interior do estado de São Paulo, como também para o Paraná, pois havia um contrato de imigração que previa quatro ou cinco anos como colonos das fazendas de café. No caso do meu avô, Tokuji Abe, ele veio direto para Mogi das Cruzes porque já havia um provinciano de Oita estabelecido na cidade. Ele veio como convidado desse seu amigo e, graças a Deus, a família Abe fez história aqui em Mogi. Sou um eterno agradecido à nação brasileira. Vovô e vovó, papai e mamãe sempre disseram que nós, brasileiros descendentes, tínhamos obrigação de amar esta pátria, tínhamos o dever de ajudar a população e sermos mais brasileiros do que os próprios brasileiros. Porque a economia em colapso e o desornamento social fizeram com que o Japão tivesse de pedir para alguns países que abrigassem seus concidadãos. Daí a razão da imigração que coincidiu com a década de 1880, quando houve a abolição da escravatura. Esse pessoal veio todo para substituir a mão-de-obra escrava. Sou agradecido por ser brasileiro e mogiano, de nascimento e de coração.

    ##SP: A sua formação profissional qual é?

    Sou agricultor. Naquela época chamava-se lavrador. Depois, passou para agricultor e para produtor rural. Hoje, somos classificados como empresários rurais.

    ##SP: No início o senhor trabalhou na agricultura?

    Vovô (à direita), papai, meu irmão Hidekazu e eu, o menorzinho, representamos três gerações da família Abe na agricultura.

    Vovô (à direita), papai, meu irmão Hidekazu e eu, o menorzinho, representamos três gerações da família Abe na agricultura.

    Sim. Quando conto essa história, as pessoas não acreditam, porque elas geralmente só olham o presente. Mas todos os imigrantes e seus descendentes, principalmente da nossa geração, tiveram vidas difíceis. Sabíamos que éramos obrigados, por dever de ofício, a ajudar nossa família. Com 5 anos de idade, eu já ajudava papai e mamãe na labuta da lavoura.

    ##SP: Como a agricultura influenciou a vida dos imigrantes japoneses em Mogi, incluindo a sua?

    Hoje, temos a rodovia Mogi Bertioga, mas, naquela época essa estrada ia só até Tapanhaú. Por quê? Tanto essa estrada de Biritiba Ussu, Tapanhaú, como a de Capela do Ribeirão, hoje conhecida como Taiaçupeba, foram construídas pelo governo do estado de São Paulo para transportar dutos de água que, posteriormente, fizeram a ligação da Represa do Rio Claro, no sertão de Biritiba Mirim, chamado Casa Grande, para levar água a São Paulo. Foi na década de 1920 para 1930. Então, na trajetória dessas estradas, é que aconteceram as entradas de imigrantes para produção de verduras e legumes. Foi um processo diferente dos italianos e espanhóis que tinham um roteiro de agricultura calcado em culturas extensivas. Os japoneses marcaram época no Brasil com áreas pequenas, investindo na policultura. A vivência me fez, desde pequeno, bem entendido em agricultura. Até hoje domino a produção de verduras, legumes e algumas frutas. Hoje, sou um dos maiores produtores de orquídeas da Grande São Paulo. Mogi das Cruzes é a campeã nacional na produção de orquídeas.

    SP: Como foi o desenvolvimento agrícola pela família Abe na região?

    1934 - Papai Izumi e mamãe Fumica, com 20 e 18 anos, já casados

    1934 – Papai Izumi e mamãe Fumica, com 20 e 18 anos, já casados

    Da década de 1950 para a de 1980, até a vinda das represas construídas pelo Estado, a família Abe era a que mais produzia verduras e legumes no Brasil. Cultivávamos cerca de 200 alqueires. Meu avô chegou ao Brasil em 1928 e, em 1935, se instalou em Biritiba Ussu, onde nasci. Montados em lombo de burros e cavalos, meu avô e meu pai se embrenharam na estrada recém-aberta para o transporte dos dutos de água e descobriram um clarão onde eles viram uma topografia melhor. Era um verdadeiro sertão! Desbravaram o local arrancando troncos de árvores para fazer terra fértil. Ali cultivaram, com muita labuta, esse grande império que foi a fazenda Abe. Vovô e papai foram tão empreendedores que também trouxeram chá lá da região do Vale do Ribeira e plantaram 40 alqueires aqui, juntamente com verduras e legumes. Além de cultivar, eles industrializavam com o nome de “Chá Central”. Abastecíamos o mercado nacional e exportávamos esses chás uma vez por ano, mandando mercadoria de caminhão ao Porto de Santos e de lá para a Argentina.

    ##SP: Como foi sua infância?

    Normalmente, os descendentes japoneses iam para o beisebol e para o judô, que são os esportes tradicionais da cultura japonesa. Porém, tínhamos uma grande fazenda, com vários funcionários; na década de 1960, havia quase 50 famílias morando em casas de alvenaria que vovô construiu para eles. Então, acabamos indo para o caminho do futebol, pois brincávamos com os filhos de funcionários. E eu gostava de bola! É a razão de até hoje eu ser amante de futebol. Sou são-paulino roxo!

    ##SP: Fale sobre duas coisas importantes: família e trabalho.

    Essa é minha mulher Elza Abe, em foto tirada em 2005, quando eu tinha 65 anos e ela, 55

    Essa é minha mulher Elza Abe, em foto tirada em 2005, quando eu tinha 65 anos e ela, 55

    Fico emocionado quando falo em família. A base de toda sociedade é a família. Isso tudo nós sabemos, porém, as pessoas não fazem uma reflexão profunda sobre o significado da família. Família é para todos os momentos, de felicidade ou de infelicidade. Se não tivermos o espelho de uma família bem constituída, não nos realizamos. Daí a razão de estarmos perdendo a unidade familiar. Fico bem preocupado com isso. Os pais precisam incutir nas crianças o significado da família. Na verdade, existem dois valores que fazem as pessoas possuírem caráter, personalidade e dignidade – afinal, por mais que uma pessoa tenha tudo na vida, em termos de uma herança recebida, se ela não tem trabalho próprio, ela jamais sentirá o gosto da alegria e da bênção que Deus nos concede pelo esforço do dia a dia. Família e trabalho, juntamente com a espiritualidade, são para mim itens fundamentais para a vida de qualquer cidadão. Quando mantemos a unidade familiar, temos uma religião – qualquer que seja o credo – batendo em nossa porta. Ocorre que, na atualidade, as pessoas se distanciaram do processo espiritual, afastando-se de práticas básicas como oração e meditação.

     

    ##SP: O senhor possui algum hobbie?

    Fui transferindo, de período para período, alguns hobbies. Antes de exercer a política partidária, tinha o futebol, uma paixão, assim como gosto de qualquer modalidade esportiva. Além disso, costumava cantar e também pescar com os amigos. Hoje, não tenho tempo de praticar um hobbie, mas sou amante de assistir jogos de futebol. Quando tenho oportunidade, vou ao estádio, ainda que essas idas tenham sido cada vez mais raras. Então, não perco um bom jogo na televisão, principalmente do meu São Paulo Futebol Clube. Também gosto de tuitar sobre tudo. Tenho muito pouco tempo para reunir os amigos. Eu lamento e levo essa preocupação para minha querida esposa Elza. Carrego comigo um ponto de remorso por não poder dar a ela a companhia de que precisa. Diferentemente do entendimento da população, o homem público que exerce a política com “P” maiúsculo acaba prejudicando a família em todos os sentidos.

    ##SP: Como era Junji Abe antes da vida pública?

    Sempre fui um pouco falador, ao contrário de outros descendentes de japoneses que culturalmente são mais discretos. Ao mesmo tempo, sou muito crítico, nunca gostei de coisas erradas. Já nos meus 16 anos, cresci como liderança no time de futebol que tínhamos na fazenda. Sem ser capitão, eu orientava o que as pessoas deveriam fazer. Aos 20 anos, comecei a despertar para a liderança rural. Aos 26 anos, já presidia a Associação de Biritiba e Capela, os maiores polos hortigranjeiros do Alto Tietê. Pertenci ao Sindicato rural de Mogi das Cruzes, fiz parte da diretoria das cooperativas agrícolas. Em 1960, eu exercitava muito o inconformismo de certas políticas públicas do governo, que não vinham ao encontro da produção rural e dos agricultores. O fórum para essas discussões eram as associações agrícolas, sindicatos e cooperativas. Eu falava bem, com certa fluência. Então, as coisas que as pessoas sentiam e não conseguiam expressar, eu conseguia cobrar das autoridades. Isso foi me destacando de tal forma que, após essa liderança rural, fui presidente-fundador da Cooperativa de Telecomunicações de Mogi das Cruzes, viabilizando o que seria, alguns anos depois, o primeiro sistema cooperativo de telefonia rural do Brasil, garantindo a implantação de cerca de mil terminais telefônicos em Mogi das Cruzes, Suzano, Biritiba Mirim e Guararema. A iniciativa pioneira inspirou o surgimento de dezenas de outras instituições similares no País. Tudo foi um ato contínuo para que eu entrasse na vida pública, convidado pelo meu amigo, o falecido Minor Harada, que me precedeu como Presidente do Sindicato Rural de Mogi das Cruzes – entidade que presidi por 20 anos ininterruptos. Fui candidato a vereador em 1972, eleito com o maior número de votos da história das eleições mogianas. Obtive 13% do Colégio Eleitoral, marca até hoje não superada. Assim, iniciei minha vida pública.

    ##SP: Como o senhor avalia o desenvolvimento de Mogi das Cruzes atualmente?

    Vjunji 5ejo de uma forma extraordinária! Sempre tivemos bons prefeitos, independentemente de prioridades diferentes que elegeram em seus mandatos. Por exemplo, Waldemar Costa Filho, que eu reputo como um dos grandes. Foi um tocador de obras, e isso em uma época totalmente diferente de hoje. Imagine, um prefeito, com orçamento municipal, abrir a Serra do Mar para construir a rodovia Mogi Bertioga, como também tirar Mogi das Cruzes do isolamento para ligar a Cidade com a Mogi Dutra. É uma façanha! Houve bons nomes, como o de [Antonio Carlos] Machado, de Chico Nogueira, que era um grande empreendedor mas morreu com um ano de mandato, e também o padre [Manoel Bezerra de] Melo, responsável pela Universidade de Mogi das Cruzes. Tive a honra de suceder o falecido Waldemar Costa Filho em seu último mandato.

    O que mudou em Mogi após seu mandato?

    Era o início do novo milênio, e somávamos certa experiência de atuação junto a órgãos públicos. Já tinha sido vereador e três vezes deputado estadual antes de ocupar a cadeira de prefeito, graças à compreensão e ao apoio do povo mogiano. Trouxemos na mente que tínhamos que modernizar o sistema de administração, descentralizando, criando secretarias e fazendo uma boa ligação com dois entes federativos: o governo do estado e o governo federal. Tínhamos a visão de que, só com orçamento municipal, Mogi, por mais pujante que fosse, não teria condições de atender as necessidades do povo. Em 2001, o município de Suzano tinha uma arrecadação de ICMS maior do que Mogi. Com nossa chegada, junto com uma boa equipe, conseguimos tornar Mogi atrativa para uma série de empresas, flexibilizando um pouco as leis de proteções dos mananciais em biodesenvolvimento. Ou seja, expansão empresarial sem agressão ambiental. Como deputado estadual, eu sabia como poderíamos, sem ofender a lei, motivar as empresas e as indústrias a expandirem seus negócios.

    ##SP: Qual foi o primeiro projeto enviado para a Câmara em seu mandato?

    Foi a proposta de desenvolvimento empresarial e industrial. Para estimular esse avanço, concederíamos isenção parcial ou total de impostos, como IPTU e ISS, para aqueles que poderiam gerar mais empregos, riquezas e tributos com incentivo de ordem fiscal. Alcançamos um crescimento extraordinário das indústrias mogianas. Naquela época, a então Aços Anhanguera, que depois virou Villares (hoje Gerdau), estava com problemas, assim como a NGK. Nós conseguimos! Começou a crescer o orçamento, e com orçamento maior você consegue aumentar a atenção nas áreas fundamentais, como educação, saúde, saneamento básico, transporte e infraestrutura. Para reforçar o combate a violência, implantamos a Ciemp (Central Integrada de Emergências Pública), baseada num sistema de monitoramento por câmeras de vídeo que contribuiu de forma maciça no enfrentamento da criminalidade, possibilitando prisões em flagrante e inibindo ocorrências. Segurança pública é dever do Estado, mas Mogi sempre esteve trabalhando para junto. Desde reformas e manutenção de prédios, passando por combustível para viaturas até pró-labore para os policiais, militares e civis. Nossa vinda abriu um leque enorme para o desenvolvimento de Mogi das Cruzes. Os frutos desses avanços se evidenciam nas riquezas que transferimos para os setores básicos que sustentam nossa sociedade, como educação, saúde, saneamento básico e habitação, entre outros.

    ##SP: Das obras que o senhor realizou, quais considera mais importantes? Elas tiveram continuidade e manutenção?

    junji6O alicerce das ações foi a modernização do processo administrativo da cidade, calcado no conceito de descentralização, integração e participação. As principais iniciativas das nossas duas gestões seguiram o que a população estabeleceu nas edições 1 e 2 do PGP – Plano de Governo Participativo. Todos os setores atuaram em sinergia para cumprir essas diretrizes. Na saúde, por exemplo, criamos a rede de prós para atendimento especializado aos segmentos mais necessitados de atenção: Pró-Mulher, Pró-Criança, Pró-Hiper (idosos) e Promeg – Programa de Medicamento Gratuito para fornecer remédios grátis aos pacientes. Para se ter ideia, quando assumimos, a cidade tratava somente 0,5% do total de esgotos recolhidos. Quando saímos, depois de 8 anos, o tratamento de esgoto estava em 42%. O prefeito Bertaiolli está tendo sucesso na continuidade: chegará, neste ano, a 78% de esgoto tratado. É um avanço extraordinário. Aqui em Mogi das Cruzes não é a Sabesp que cuida da distribuição, mas sim a autarquia municipal chamada Semae. A Sabesp é uma empresa estadual que tem um capital fabuloso, e ainda assim, a tarifa do Semae é mais baixa. Contamos ainda com o governador Geraldo Alckmin, convidado pelo Bertaiolli para anunciar o início das obras da nova ligação Mogi das Cruzes até Jundiapeba, na pista que vai se chamar Avenida das Orquídeas. Aquela obra já estava prevista no plano diretor de 2006, o que prova a importância da continuidade de uma eficiente administração pública. É um fato que faz a diferença de Mogi das Cruzes em relação à maioria dos municípios.

    ##SP: O que Mogi precisa para crescer mais? Qual área que precisa de mais investimentos?

    Mogi das Cruzes é abençoada! Na região metropolitana, não temos nenhuma reserva de áreas para empresas de porte médio ou grandes portes como Mogi das Cruzes. Sempre falamos do distrito industrial do Taboão, que tem uma reserva de 15 milhões de metros quadrados, que podem receber ainda 100 empresas, cada qual com mais ou menos 200 mil metros quadrados de área. Faltam ainda investimentos de infraestrutura, como ruas e avenidas, para poder delimitar melhor aquela região – que é, sem sombra de dúvida, o sustentáculo das futuras gerações de Mogi das Cruzes. E Mogi tem de se preparar, porque… Coitada de Biritiba Mirim e Salesópolis! Em função da lei de proteção dos mananciais, elas não podem ter nada que garanta sustentabilidade orçamentária. Então, Mogi acaba tendo o dever de fornecer sustentabilidade para a população das cidades vizinhas. Mogi está crescendo em termos populacionais. Por isso, cabe aos homens públicos da cidade um esforço para que possamos ter genuinamente a vontade de fazermos com que a qualidade de vida da população não recue. Este é o grande ponto de partida para que possamos continuar evoluindo. Além do Taboão, a Avenida das Orquídeas pode proporcionar para toda aquela várzea de Brás Cubas, talvez, centenas de indústrias naquela região. Vejo esta realidade acontecendo, desde que a sociedade de Mogi foque no progresso e apoie os bons candidatos que teremos nas duas eleições a seguir. É preciso que a próxima gestão municipal siga o critério de valorizar esses bolsões de territórios, que são fundamentais para o desenvolvimento empresarial e industrial. Eles proporcionam sustentabilidade para a geração de empregos, riquezas e tributos, necessários para levar educação, saúde, moradia, transporte e saneamento para a população.

    ##SP: A crise afetou a região do Alto Tietê?

    Mogi das Cruzes não é uma ilha. Recebe os reflexos da péssima condução do Brasil em nível nacional. Digo com franqueza: não sou contra o PT ou qualquer outro partido. Sou contra aqueles que chegam no poder e vão pelo caminho do populismo e da demagogia. Apesar de ter criado importantes programas de assistência social, como o Bolsa Família, não podíamos ter permitido que o presidente Lula gastasse mais do que o país arrecadava. E ele veio gastando o que a nação não tinha. A presidente afastada Dilma é praticamente uma ventríloqua, sem qualquer expressão de ordem administrativa e, principalmente, política. Ela não conseguiu seguir no caminho da governabilidade. Por isso, enfrentamos uma das piores crises que podíamos ter, impulsionada inclusive pela ruptura da moral e da ética. Ela precisava ter renunciado há tempos, mas não teve a dignidade para entender que sua permanência daria continuidade ao sofrimento do povo brasileiro.

    ##SP: Como o senhor vê a entrada de Michel Temer na presidência?

    As indústrias, as empresas, o comércio e os prestadores de serviço só podem retomar algo quando virem uma luz no fim do túnel, porque ninguém vai investir sem saber o que pode acontecer. Espero que, com uma equipe diferente, vinda junto com Michel Temer, possamos agora enxergar o que é mais importante: a credibilidade nos próprios brasileiros. Com a roda da economia girando, pouco a pouco, começa a diminuir o desemprego, melhorar o varejo e o atacado. Quando o atacado funciona junto com o varejo, as indústrias passam a ter mais pedidos, e isso é um sinal positivo para que possamos sair dessa crise. Deus queira que, com esse processo de impeachment e com Temer no poder, tenhamos maior sensação de confiança. Numa comparação simplista, é como um time de futebol que está mal, perdendo várias partidas e, de repente, troca o técnico e a equipe dá uma reviravolta e começa a colher resultados positivos. É disso que o Brasil precisa. Não que vá resolver, mas é um início mais promissor.

    junji9##SP: Qual a solução para que Mogi das Cruzes supere a crise e mantenha a qualidade de vida de seus cidadãos?

    Em Mogi das Cruzes, independentemente da crise, as obras não param, porque o prefeito Bertaiolli tem uma equipe fabulosa. Sua boa relação com o governo do estado e o governo federal deu a ele a chance de conseguir internar grandes recursos e grandes programas. Grandes obras, que também impulsionam geração de empregos, fazem com que possamos avançar, ao contrário de outros municípios. Se vier algo em 2017 como uma luz para melhorar nossa economia, Mogi das Cruzes vai rapidamente buscar esse caminho, sempre com desenvolvimento, prudência ambiental e perseguindo a justiça social.

    ##SP: Ouvi dizer de um comerciante de hortaliças que está havendo uma migração dos agricultores para a cidade grande e que o cinturão verde de Mogi está diminuindo. Como o senhor vê esse processo?

    É uma tendência natural de todos os países. Para ser homem do campo, seja patrão ou trabalhador rural, é preciso ter vocação. Dentro do ofício do agricultor, do fruticultor ou mesmo do floricultor, não há condições de dizer para uma alface não nascer porque o preço dela não está bom, ou para uma vaca dobrar a produção de leite porque o preço duplicou. Nós sofremos os efeitos da natureza e já tivemos problemas com a diminuição das áreas cultiváveis. Leis de proteção, sejam de mananciais ou ambientais, não permitem que exploremos áreas virgens. O que substitui a quantidade de agricultores de 30 anos atrás, que era três vezes maior do que hoje? A tecnologia! Estamos usufruindo da tecnologia com os agricultores jovens que possuem vocação para o ofício. Quando a economia está boa, a cidade é o chamariz para os jovens. Estamos perdendo agricultores, e só resta uma alternativa: para aqueles que ainda têm a vocação, melhorar cada vez mais a qualificação profissional e usar a tecnologia para produzir três vezes mais do que 20 anos atrás, na mesma área. E assim está sendo.

    ##SP: Quem é o herói do Brasil? E o vilão?

    Em função dessa crise que estamos passando, eu entendo que o povo brasileiro é o herói, porque é ordeiro e pacífico e não merecia essa herança deixada por maus políticos e maus governantes. Temos excelentes homens públicos, mas uma quantidade de maus políticos criou essa situação que vivemos, com demagogia e populismo. Como vilão, reputo essa pequena parcela de maus políticos. Se fossem maçãs dentro de uma caixa, eles acabam apodrecendo e estragando as outras ao seu redor.

    ##SP: Em que o senhor tem trabalhado atualmente?

    Mantenho minha atuação como produtor e líder rural, além de prestar consultoria nas áreas de gestão pública e empresarial. Sou deputado federal suplente. Então, não estou mais em Brasília. Em 2013, fui eleito o 3º deputado federal mais atuante do Estado de São Paulo e o 3º do Brasil, no “ranking do progresso”, divulgado pela Revista Veja. O Atlas Político, site de iniciativa de doutorandos de Harvard, também me indicou como o 11º parlamentar paulista mais produtivo. Os destaques se devem à qualidade dos nossos projetos – 47 no total –, apontados entre os melhores para ajudar o país a ser mais moderno e competitivo. Entretanto, quando deixei a Câmara, em janeiro de 2015, a maioria acabou arquivada. É norma regimental válida para quando o autor deixa de ser titular da Casa. São propostas voltadas à educação, saúde, segurança, moradias populares, agricultura, causa animal, microempreendedor individual, pequena e microempresa, enfim, nas mais diferentes áreas. Na segurança, por exemplo, um colega está cuidando de um projeto que deixei para que possamos inibir violência e vandalismo nas manifestações públicas. Os responsáveis por agressões e quebra-quebras precisam ser criminalizados. Caso contrário, a polícia nada pode fazer. Nem a polícia civil consegue agir, porque não há uma lei específica. Fiz também parte da frente parlamentar de defesa das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos para lutar pela melhoria do repasse de recursos que os hospitais conveniados com o SUS recebem.


    ##SP: Parece-me que o senhor é um homem mais de ação, voltado para fazer acontecer. Está correto? O senhor é mais executivo do que legislativo?

    junji casarão do chaCorretíssimo. Não que eu não goste do poder legislativo atuando como parlamentar, porque tudo faz uma página em nossa vida e vem somar em nosso aprendizado. A diferença é que o executivo tem o poder de atender as demandas da população, enquanto o parlamentar só pode pedir e sugerir, além de tentar emplacar leis. Um prefeito que nunca teve oportunidade de ser vereador ou deputado dificilmente se completa, porque lhe falta esta vivência. É fundamental, em nosso regime político, o poder executivo contar com o apoio do legislativo, ou então não consegue alcançar qualquer avanço. Esse apoio, acima de tudo, é puro jogo de cintura, é o bom relacionamento, é o diálogo. É o que falta na presidente afastada Dilma. Não que ela seja prepotente, mas dizem que tem dificuldade em dialogar e segue uma linha ditatorial. Para mim, é uma grande lição ter sido do executivo e do legislativo. Agradeço a Deus pela oportunidade! Levo para dentro do poder público essa experiência.

    ##SP: Para finalizar, deixe uma mensagem para o povo de Mogi das Cruzes

    Primeiramente, quero agradecer a Revista Digital Sociedade Pública. A informação em todas as áreas é fundamental. Ora, se nós estivéssemos em qualquer país da Europa, ou no continente africano ou na região do Oriente Médio, eu não teria condições de falar em otimismo. Mas, nós, brasileiros, seríamos injustos se não fossemos otimistas. Não há no planeta Terra um país com tantas coisas a nosso favor somente pela natureza, além de uma área com dimensão continental e recursos hídricos que geram inclusive nossa energia. Isto não existe em outros países. No Nordeste, embora haja seca, existe solução. Veja o exemplo de Israel, que faz brotar abacate do solo do deserto para abastecer o mercado europeu. Então, temos múltiplas potencialidades. O que falta é a responsabilidade dos governantes para que possamos ter o equilíbrio e, assim, nas diversas camadas da população, tenhamos a possibilidade de realizar estudos e qualificação, sem esquecer a unidade familiar e a religião, qualquer que seja o credo. Chega de exportarmos o cacau para importarmos o chocolate; chega de exportarmos minérios para importarmos o aço. Temos capacidade imensa para agregar valor aos nossos produtos e conseguir melhores resultados!

    Esse recado se transfere em número e grau para Mogi das Cruzes. A cidade está perto do mercado consumidor paulistano, o maior da América Latina. Também fica perto do litoral,  além de ter um clima invejável e a Serra do Itapeti, que garantem cenário perfeito para plantar. As áreas disponíveis para expansão empresarial e a logística privilegiada também são uma dádiva para incrementar a oferta de empregos, elevar a renda e arrecadação municipal. O que mais precisamos, meus amigos mogianos? Temos de amar essa Mogi das Cruzes e transpassar essa noção de riqueza e de otimismo para as gerações futuras. Mogi está se mostrando um exemplo para o Brasil em termos de avanço, sustentabilidade e boa gestão. Esses avanços precisam prosseguir. O povo mogiano é muito bom. Quero agradecer a todos, e que Deus continue abençoando o Brasil e, especialmente, esta cidade!

     

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  • Homens homo e bissexuais são considerados inaptos a doar sangue!

    O movimento #WastedBlood e uma discussão sobre a portaria nº 2.712, de 12 de novembro de 2013

    Postado dia 11 de maio de 2016 às 19h em Causos e Coisas

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    Foto: Reprodução/Internet

    Apesar de não ser do conhecimento de todos, ainda há restrições no que diz respeito à doação de sangue por homossexuais e bissexuais do sexo masculino. Em todo o país, são rejeitados diariamente inúmeras bolsas de sangue oriundas dessas pessoas.

    Diante disso, a All Out, uma organização sem fins lucrativos que luta pelos direitos LGBT, realizou uma intervenção na cidade de São Paulo, no qual expuseram um caminhão cheio de bolsas de sangue, representando a quantidade de doações que são rejeitadas diariamente no país.

    A intervenção, parte da campanha mundial #WastedBood (Sangue Desperdiçado), mostra à população a quantidade de vidas que poderiam ser salvas, não fosse o preconceito ainda existente com relação aos homossexuais e bissexuais.

    Para representantes do governo, no entanto, tal medida visa proteger os receptores.

    O impedimento dessas doações tem como base a portaria nº 2.712, de 12 de novembro de 2013, que define o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos. Em seu texto, a portaria não especifica, na restrição, questões relacionadas à condição sexual e identidade de gênero, no entanto, restringe os homossexuais e bissexuais do sexo masculino.

    “Art. 64. Considerar-se-á inapto temporário por 12 (doze) meses o candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo:

    […]

    IV – Homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes”.

    Tal restrição, porém, entra em contradição com o que é abordado logo no segundo artigo, o qual diz que:

    “Art. 2º, § 3º Os serviços de hemoterapia promoverão a melhoria da atenção e acolhimento aos candidatos à doação, realizando a triagem clínica com vistas à segurança do receptor, porém com isenção de manifestações de juízo de valor, preconceito e discriminação por orientação sexual, identidade de gênero, hábitos de vida, atividade profissional, condição socioeconômica, cor ou etnia, dentre outras, sem prejuízo à segurança do receptor”.

    Ao serem questionados sobre os motivos que levam a essa restrição, as explicações dadas sempre giram em torno do sexo anal, através do qual, de acordo com pesquisas científicas, o risco de transmissão do vírus HIV é maior.

    Com isso, chega-se à conclusão de que o motivo para tais pessoas serem impedidas de doar não se trata de sua condição sexual, mas sim da prática de sexo anal, o que caracteriza a medida como absolutamente discriminatória, ao citar apenas homens que fizeram sexo com homens (e/ou as parceiras destes), e não a estender a qualquer pessoa que tenha praticado sexo anal, levando-se em consideração que casais heterossexuais também praticam sexo anal. Ao fazerem isso, não cumprem com o objetivo alegado, que é o de proteger os receptores, uma vez que permitem que outras pessoas que também têm comportamento de risco doem.

    A determinação é paradoxal e, por isso, torna-se necessário que o texto do inciso seja alterado para que cumpra com seu real objetivo, ao tempo em que não exclua pessoas aptas a doação por puro preconceito. Isso seria mais uma vitória na luta pelos direitos LGBT, mas, principalmente, um ganho para a sociedade.

    Conheça a All Out e o movimento #WastedBlood!

    “O sangue de um homem gay ou bissexual é tão valioso quanto o de qualquer outra pessoa”.

    fonte: Jusbrasil.com.br – autor: Alan Lopes

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  • Yara Cardoso Feliciano

    Ela é mãe de seis filhos e netos. Quatro crianças que cresceram, se desenvolveram, seguiram seus rumos na vida adulta e já tiveram dois netos. Yara Cardoso Feliciano é assim: competente fora de casa, com três faculdades no currículo e vasta experiência como professora e profissional de estética. E dedicadíssima à família. Na entrevista especial de Dia das Mães, a professora de 70 anos comenta as transformações que os filhos trouxeram à sua vida e dá dicas para as mães de primeira viagem: “Sejam carinhosas, mas também enérgicas”.

    Postado dia 7 de maio de 2016 às 15h em Entrevistas

    Yara Cardoso Feliciano

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    Onde e quando você nasceu?

    Em Suzano, no dia 7 de abril de 1946.

    Onde viveu sua infância?

    Um pouco em Suzano, até os 6 anos de idade, e o restante em Mogi das Cruzes.

    Onde estudou?

    Na UMEC em Mogi das Cruzes e na Anhembi Morumbi em São Paulo. Fiz três faculdades e diversos cursos de extensão universitária. Mas aprendo muito mais com a oasca.

    Trabalhou em que?

    Na Prefeitura de Mogi por 7 anos. Depois fui dar aulas até me aposentar. Em paralelo, trabalhei na área de estética. Dei aulas para cursos primários, secundários, magistério e colegiais. Mas também trabalhei um tanto com Estética, que sempre gostei muito.

    Que lembranças tem de sua mãe?

    Minha mãe era uma ótima pessoa, inteligente, bonita e muito trabalhadora. Nasceu em Taubaté e viveu em Suzano. Depois foi auxiliar de enfermagem no SUS. Além de cuidar da casa e dos filhos. Era muito dedicada em tudo o que fazia, e me ajudou um tanto a me tornar o que sou.

    Quando você se casou? Quantos filhos teve e quando?

    Me casei no dia 8 de junho de 1974.Tive o primeiro filho em l975, o segundo em 1977, a terceira em 1980 e a quarta chegou em 1985. Tenho quatro filhos maravilhosos, queridos e amados.

    A maternidade trouxe mudanças na sua vida?

    Tantas que eu deixei de ser eu mesma para me dedicar a essas criaturas divinas que Deus me deu. Você passa a perceber que não é mais o assunto mais importante do momento. A importância é a criação dos filhos. Você alimenta, veste, cuida da saúde e da educação de cada um. Ainda trabalha fora, dando todo o seu esforço, o seu amor. Esquece de quem você é. É acima de tudo, mãe. Eles dependem totalmente de você.

    De que formas a experiência da maternidade é transformadora?

    Em todas. Muita responsabilidade, trabalhando, cuidando da casa e dos filhos. Era uma pessoa incansável, batalhadora e pronta para enfrentar qualquer situação. Nunca sozinha, lógico. Contava com a ajuda de meu marido, que sempre esteve presente, e da minha querida mãe, que também auxiliou muito na criação deles. Eu já não era eu só. Tinha meus filhos que precisavam da mãe para ajudá-los na caminhada.

    Qual foi o momento mais difícil em sua relação com seus filhos?

    Tiveram muitos momentos difíceis, principalmente quando começam a caminhar por conta própria. E você tem que aceitar que estão crescendo, se tornando adultos também. Mas mesmo assim precisando da sua orientação, ajuda e tudo o mais. Mãe nunca deixa de ser mãe, achando que os filhos sempre serão crianças.

    Que dicas a senhora tem para as mães de primeira viagem que ainda estão gravidas ou acabaram de ter filho?

    Amem seus filhos. Passem bons exemplos. Sejam carinhosas, mas também enérgicas. As crianças precisam de disciplina e é de pequeno que já vão se adaptando a ela. Mas acima de tudo, amém.

    Que erros é importante não cometer?

    Não sei. Pois somos humanos e também cometemos erros. Mas, mimar um filho demais, tornando-o egoísta, sem amor ao próximo, e sobretudo, sem conhecer Deus, assim fica difícil de se educar uma criança.

    A senhora tem netos?

    Tenho dois. Um neto de 6 aninhos e uma neta com hum ano e 5 meses. Por enquanto!

    Ser avó é muito diferente de ser mãe?

    É. Pois quem cuida, instrui e educa são os pais. Cabe aos avós, amá-los e mimá-los, contrariando o que os pais fazem!


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    Qual é sua prática religiosa?

    Sou oasqueira espiritualista. Nesse caminho, vou me descobrindo mais a cada dia. Amo o caminho que escolhi. E nele sigo aprendendo sempre. Quanto mais vivo, mais aprendo, vendo tudo com os olhos do bem, do amor!

    É possível controlar a vida dos filhos?

    Eles se casam, nos dão netos, mas para nós, serão sempre nossas crianças. Cada ser é um, individual. E a nós cabe somente amá-los, e aconselhá-los, para que sigam o caminho que achamos o certo para eles. Mas como adultos, escolhem seus próprios caminhos.

    Como ajudá-los a encontrar seu rumo pessoal, profissional e espiritual?

    Tendo minha experiência de vida, procuro orientá-los. E dando o melhor exemplo é que ajudamos com que encontrem o rumo pessoal, profissional e espiritual. Mas existe o livre arbítrio, e eles mesmos se encontram nesses rumos. Pessoal, profissional, cada um já nasce com a vocação dada por Deus. Espiritual também. São livres para escolher o melhor caminho para cada um.

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  • “Lucy”: Um Filme sobre a Filosofia Luciferiana

    Uma mulher que conseguiu usar o potencial de 100% de sua capacidade cerebral

    Postado dia 7 de maio de 2016 às 13h em Cultura e Lazer

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    Foto: Reprodução/Internet

     

    “Lucy”, de Luc Besson, é um filme sobre uma mulher que conseguiu usar o potencial de 100% de sua capacidade cerebral em vez dos apenas 10% que os seres humanos supostamente usam. Embora muitos espectadores tenham ficado confusos por uma estranha mistura de pseudo-ciência com cenas de ação, o núcleo do filme encontra-se em um outro reino: É sobre a filosofia luciferiana da elite oculta e seu pingente futurista, o transhumanismo.

    Atenção: spoilers gigantescos à frente!

    “Lucy” é um filme de ficção científica que combina profundas questões existenciais com um monte de cenas de ação envolvendo gangsters asiáticos. Embora essa dicotomia não tenha sido bem recebida pelos críticos, há uma mensagem esotérica escondida por trás de tudo. “Lucy” é realmente mais do que um filme em que Scarlett Johanson é um “vilão” – é um conto alegórico comemorando a filosofia da elite: o Luciferianismo.

    O fato de que a personagem principal é chamada de Lucy é a primeira pista insinuando para a base filosófica do filme. O nome Lucy e Lúcifer ambos derivam do latim “lux” que significa “luz”. Lúcifer significa “portador da luz” em latim e é considerado pelos Luciferianos aquele que trouxe o conhecimento divino (luz) para os seres humanos, após ter sido expulso do céu por Deus. Nos círculos Luciferianos, Lúcifer é percebido como um “salvador” que deu aos seres humanos o conhecimento necessário para ascender à divindade. No filme, Lucy é uma versão humana de Lúcifer, visto que sua capacidade cerebral maior permite a ela obter o conhecimento necessário para se tornar um deus.

    Indo mais longe do que os contos bíblicos antigos, o filme também é rotulado de “transhumanista”, que é um subproduto moderno, futurista do pensamento luciferiano. Transhumanismo é sobre seres humanos atingindo um outro nível de desenvolvimento através da tecnologia e robótica feitas pelo homem. Para entender completamente “Lucy”, teremos de olhar mais para esses dois conceitos.

    Luciferianismo e Transhumanismo

    “Luciferianismo” é uma palavra que raramente é usada porque a palavra “Lúcifer” está associada a Satanás na teologia judaico-cristã. No entanto, é essa filosofia que prevaleça esmagadoramente nos mais altos círculos da sociedade – o que chamamos de elite oculta. Interpretado de várias formas, o Luciferianismo pode ser associado com as correntes filosóficas, tais como o humanismo, o gnosticismo e a Cabala e é a força motriz por trás de sociedades secretas, como os rosa-cruzes, os maçons, e muitos outros.

    O Luciferianismo é sobre seres humanos atingirem divindade através de meios humanos. Essa filosofia é simbolicamente representada com duas figuras míticas que carregam características semelhantes: Prometeu e Lúcifer. Ambas figuras são consideradas por alguns círculos como benfeitores da humanidade, visto que eles trouxeram fogo e luz (que representam o conhecimento divino) para os humanos. Eles deram a humanidade os meios para se tornar deuses, através de seus próprios meios.

    A partir dessa perspectiva, os Luciferianos interpretam contos bíblicos de um ponto de vista único. Em Gênesis, os Luciferianos consideram a serpente que deu a Eva o fruto proibido uma heroína, visto que ela é a única que trouxe a humanidade conhecimento do bem, do mal e tudo mais. A história da Torre de Babel, uma construção humana que visava chegar a Deus no céu, é vista com bons olhos pelos luciferianos, pois representa a luta da humanidade para alcançar a divindade; a construção desta imensa torre foi, no entanto, interrompida por Deus, que é percebido como um demiurgo ciumento que prendeu os seres humanos no mundo físico.

    No século 20, uma versão high-tech dessa filosofia apareceu na forma do transhumanismo, um movimento que busca o uso da ciência e robótica para empurrar a humanidade para outro estágio de desenvolvimento. O objetivo final admitido do transhumanismo é a fusão total de seres humanos e robôs. Embora a maioria das pessoas que concordam com o transhumanismo provavelmente não saibam muito sobre o Luciferianismo, um de seus “pais fundadores” vê claramente a conexão.

    O filósofo britânico Max More primeiramente articulou os princípios do transhumanismo como uma filosofia futurista em 1990 e deu início a serviços de espionagem mundial para promovê-lo. Um de seus ensaios, intitulado “In Praise of the Devil”, vai fundo em território teológico para conectar o transhumanismo com o Luciferianismo.

    O diabo – Lúcifer – é uma força para o bem (onde eu defino “bem” simplesmente como aquilo que eu valorizo, não querendo implicar qualquer validade universal ou necessidade de orientação).’Lúcifer’ significa ‘Portador da luz’ e isso deve começar a nos dar pista da sua importância simbólica. A história é que Deus expulsou Lúcifer para fora do Céu porque Lúcifer tinha começado a questionar a Deus e foi espalhando discórdia entre os anjos. Devemos lembrar que essa história é contada a partir do ponto de vista dos que acreditam em Deus, e não da dos luciferianos (vou usar esse termo para nos distinguir dos satanistas oficiais com quem temos diferenças fundamentais). A verdade pode ser simplesmente que Lúcifer se demitiu do céu.

    De acordo com More, Lúcifer provavelmente se exilou de indignação moral do opressivo demiurgo Jeová. Ele, portanto, descreve a base do pensamento luciferiano:

    Deus, sendo o sadista bem documentado que ele é, sem dúvida, queria manter Lúcifer por volta de modo que ele pudesse puni-lo e tentar recuperá-lo sob seu poder (de Deus). Provavelmente o que realmente aconteceu foi que Lúcifer passou a odiar o reino de Deus, seu sadismo, sua exigência de homologação servil e obediência, sua raiva psicótica de qualquer exibição de pensamento e comportamento independente. Lúcifer percebeu que ele nunca poderia pensar totalmente por si mesmo e, certamente, não poderia agir em seu pensamento independente, enquanto ele estivesse sob o controle de Deus. Portanto, ele deixou o Céu, aquele terrível  Estado-espiritual governado pelo cósmico sadista Jeová, e foi acompanhado por alguns dos anjos que tinham tido coragem suficiente para questionar a autoridade de Deus e sua perspectiva.

    O que isso tudo tem a ver com “Lucy”? Bem, “Lucy” é sobre tudo isso acima. É sobre a humanidade alcançar a divindade através do conhecimento, sobre o uso da ciência e da tecnologia para quebrar “barreiras biológicas”.

    Apesar de tudo isso poder parecer positivo, existe um lado negro preocupante nisso tudo: Apenas poucos podem ser “iluminados” pela luz de Lúcifer. O resto da humanidade é percebida como uma raça menor com vida de nenhum valor. Por essa razão, Lucy impiedosamente mata um monte de pessoas, incluindo muitos inocentes. Isso é o que o pensamento luciferiano verdadeiramente é.

    Lucy como Uma Idiota Regular de Todos Os Dias

    No início do filme, Lucy é uma jovem mulher que claramente não é um gênio. Ela é manipulada pelo canalha que ela está namorando para trazer uma mala para uma pessoa dentro de um hotel. Ela acaba se envolvendo em um negócio da máfia asiática – e ela fica confusa e em pânico o tempo todo.

    As primeiras cenas do filme são intercaladas com imagens de um guepardo caçando uma presa. Esta é uma maneira bastante pesada de nos dizer que os  seres humanos não iluminados e regulares agem como animais na selva.

    Quando ela é agredida pelos mafiosos, Lucy veste uma roupa com estampa  felina, que nos diz que Lucy é um ser humano regular, animalesco, que ainda não chegou a um nível mais elevado de evolução.

    Os mafiosos acabam transformando Lucy em uma mula de drogas. Eles inserem em seu corpo um pacote de CPH4, uma droga sintética que está prestes a inundar o mercado europeu. Depois de receber um chute no estômago, o pacote localizado dentro de Lucy quebra e seu corpo absorve o conteúdo de todo o pacote. Isso faz com que seu cérebro se torne cada vez mais poderoso.

    Em um ponto, o médico diz a Lucy:

    “As mulheres grávidas fabricam CPH4 na sexta semana de gravidez em pequenas quantidades. Para um bebê, isso tem o poder de uma bomba atômica. É o que dá ao feto a energia necessária para formar os ossos do seu corpo. Ouvi dizer que eles tentaram fazer uma versão sintética disso”.

    No contexto filosófico do filme, o fato de que a droga é sintética (o que significa que ela foi criada por seres humanos), é importante, pois isso vai ao encontro da filosofia transhumanista da evolução humana através da ciência e da tecnologia.

    Existe alguma verdade científica para a premissa de Luc Besson? Aqui está uma parte de uma entrevista com Besson discutindo a ciência por trás de “Lucy”.

    Q: Algumas pessoas estão reclamando sobre o fato de que a ciência por trás de seu filme – a ideia de que os seres humanos usam apenas 10 por cento de seus cérebros – não é verdade. Qual é a sua resposta para isso?

    A: Isso totalmente não é verdade. Será que eles pensam que eu não sei disso? Eu trabalhei nessa coisa por nove anos e eles pensam que eu não sei que isso não é verdade? É claro que eu sei que não é verdade! Mas, você sabe, há muitos fatos no filme que são totalmente certos. O CPH4, mesmo que não seja o nome verdadeiro – porque eu quero esconder o verdadeiro nome – essa molécula existe e é carregada pela mulher na sexta semana de gravidez.

    Embora os fatos científicos por trás do filme são nebulosos, o significado simbólico de tudo isso não é. Enquanto Lucy está em processo de se transformar em uma super-heroína transhumana, o Professor Norman (interpretado por Morgan Freeman) faz uma apresentação sobre o poder inexplorado do cérebro humano. Seu discurso rapidamente se transforma em uma propaganda para o transhumanismo.

    Dr. Norman explica que o único objetivo de células simples é fazer com que o conhecimento que elas adquiriram passem através do tempo. As únicas maneiras de conseguir isso é ou se tornar imortal ou se reproduzir… Lucy não se reproduziu.

    O Professor Norman então diz algo que vem direto de um panfleto de transhumanismo:

    “Cabe a nós a empurrar as regras e leis e ir de evolução para revolução”.

    Em outras palavras, os seres humanos precisam chegar a mais uma etapa através do avanço tecnológico e científico, e não através da evolução natural.

    Isso é exatamente o que acontece com Lucy. Junto com a aquisição de uma grande quantidade de conhecimento, Lucy desenvolve percepção extra-sensorial e ainda é capaz de controlar a matéria e outras pessoas. Mas uma coisa está terrivelmente errada: na medida em que Lucy se torna mais inteligente, ela começa a atirar e matar pessoas. Por quê?

    Luciferiana Lucy: Uma Representante da Elite Oculta

    Alguém disse uma vez: “Não se trata de quanto conhecimento você tem, é o que faz com ele”. O que Lucy faz quando ela se torna a pessoa mais inteligente na Terra? Será que ela cura o câncer? Será que ela encontra uma solução para a fome no mundo? Será que ela inventa um sistema econômico que é justo e lucrativo para todos os países da Terra? Não. Ela pega uma arma e começa a atirar em asiáticos. Pior ainda, ela passa a causar dor e sofrimento para pessoas inocentes.

    Assim que Lucy sai de sua cela, ela mata todo mundo na vizinhança. Matar pessoas sem remorso é um sinal de inteligência avançada?

     
    Embora matar aqueles envolvidos em sua captura é um pouco compreensível (no entanto, ela provavelmente não precisava matar todo mundo), o derramamento de sangue não termina aí. Quando ela vai para fora, ela atira em um motorista de táxi na perna porque ele não cumpre imediatamente com seu pedido. Mais tarde no filme, Lucy dirige como uma louca e causa um engavetamento de dez carros.

    Quantas pessoas morreram e ficaram feridas em meio  ao acidente causado ??por Lucy? Lucy não se importa.

    A dor que Lucy causa também é  psicológica. Quando um médico pede a Lucy para provar seus poderes, ela “entra” no cérebro dele e o faz lembrar da morte de sua filha em detalhe específico. Ela poderia ter dito a ele sobre a cor do seu carro, mas por que fazer isso quando você pode falar sobre a lembrança mais dolorosa que se possa imaginar?A transformação de Lucy toma uma direção bastante específica e ser uma “boa pessoa” não faz parte dela. Sua metamorfose a fez perder completamente os valores morais, a compaixão e a consideração para com os outros seres humanos. Aparentemente, ser extremamente inteligente o transforma em um robô transhumano do mal. A própria Lucy diz:
    “Eu não sinto dor, medo, desejo. É como se todas as coisas que nos fazem humanos estivessem desaparecendo. É como se me sentisse menos humana, todo esse conhecimento sobre tudo, a física quântica, matemática aplicada, a capacidade infinita de um núcleo da célula. Eles estão todos explodindo dentro do meu cérebro, todo esse conhecimento.”

    Quando se examina a evolução da Lucy, percebe-se que ela se transforma em exatamente o que a elite oculta representa. Ela usa seus poderes para controlar as pessoas e para avançar seus objetivos, apesar do sofrimento humano que ela está causando. Ela se transformou em algo que não é humano e, de repente, os seres humanos normais são tratados por Lucy como seres inferiores que são idiotas, manipuláveis e expansíveis.

    Ao longo da transformação de Lucy, vemos seus olhos, que continuam a mudar as formas (por vezes aparecem reptilianos), que enfatiza o fato de que ela não é mais humana.

    Lucy também não tem problemas para usar o sexo (um dos pontos  fracos animalescos dos seres humanos) para conseguir o que quer.

    Além disso, como a elite oculta, ela passa muito tempo controlando e monitoramento os dispositivos eletrônicos das pessoas.

    Não muito diferente da NSA, uma criação da elite para controlar o fluxo de informações em todo o mundo, Lucy pode facilmente assumir o controle de dispositivos eletrônicos.

    Ela pode, literalmente, visualizar e consultar os dados emitidos por telefones móveis, não muito diferente da NSA.

    Claro que, como a elite, ela pode aparecer na televisão. Curiosamente, a televisão  no quarto de hotel de Dr. Norman é uma Samsung. Uma notícia recente revelou que  a Samsung Smart TVs pode ouvir as suas conversas (mesmo quando estiver desligada) e enviar as informações coletadas para “terceiros” (o que pode ser a NSA).

    Como a elite oculta, Lucy não está em uma missão pura e nobre para a iluminação. Há um lado escuro para suas ações, e, aparentemente, uma vez que ela é a heroína do filme, está tudo bem.

    Lucy ascende à Divindade

    Perto do final do filme, Lucy é menos um ser humano do que um ser divino que sacrifica sua vida terrestre para se tornar nada menos do que um deus (Eu não uso o termo deusa porque deuses não são nem homem nem mulher). O encontro de Lucy com o Dr. Norman em La Sorbonne University se transforma em um ritual oculto estranho, onde ela transcende o espaço e o tempo para alcançar a divindade. Durante todo o ritual, os seres humanos idiotas matam uns aos outros nas proximidades com uma enxurrada de tiros.

    O objetivo final da transcendência de Lucy é transmitir o conhecimento que ela obteve, da mesma forma que duas células simples transmitem o seu conhecimento através do tempo. No entanto, de acordo com o Dr. Norman, esse conhecimento pode ser muito poderoso para a humanidade.

     “Mas todo esse conhecimento, Lucy. Eu nem tenho certeza que a humanidade está preparada para isso. Estamos tão impulsionados por poder e lucro. Dada a natureza do homem, pode nos trazer apenas instabilidade e caos (…). Eu só espero que nós sejamos dignos de seu sacrifício”.
    Esse é o pensamento por trás de sociedades secretas que “escondem” seu conhecimento oculto dos não iniciados por trás de várias camadas de simbolismo (oculto significa “escondido” literalmente). As massas profanas são considerados muito indignas e primitivas para lidar com conhecimento poderoso. Em suma, os Luciferinos são extremamente elitistas.

    A medida que Lucy se transforma, ela emite uma grande explosão de luz. Como dito acima, Lúcifer significa “portador da luz”.

    Lucy gradualmente se transforma em um grande massa negra e usa isso para criar um supermega computador para armazenar o seu conhecimento. Lucy fica  no meio de um pentagrama ritualístico para dar ao processo um tom de ocultismo.

    Antes de completar sua transformação, Lucy usa seus poderes para viajar através do espaço e do tempo, a fim de visitar vários pontos turísticos ao redor do mundo. Ela acaba dando de cara com a Lucy, “o primeiro ser humano na Terra”.

    Descoberto em 1974 na Etiópia, Lucy é o nome dado aos restos do “primeiro ser humano na Terra” – uma espécie nunca vista antes chamada Australopithecus afarensis. É considerada pelos cientistas ser  o “elo perdido” entre os animais e os seres humanos.

     Em um gesto simbólico, Lucy aponta seu dedo para a outra Lucy.

    Lucy volta a alguns milhões de anos no passado para conhecer Lucy, o meio-macaco. Nós, portanto, testemunhamos uma versão Luciferiana  do Gênesis, onde Lúcifer dá a “faísca divina” a Lucy, o meio-macaco, que acabará por separar os humanos dos animais.

    A cena é, claro, uma referência enorme para a pintura de Michelangelo, onde Deus cria Adão. A pintura também é mostrada brevemente no início do filme, quando o Dr. Norman fala sobre incríveis realizações da humanidade, apesar de só usar 10% de sua capacidade mental.

    A pintura de Michaelangelo retrata Deus dando a vida a Adão, o primeiro homem na Terra. A cena com as duas Lucy fornece  uma versão luciferiana da Criação “mais inteligente”.

     Mas os seres humanos de hoje ainda estão presos em 10% do poder do cérebro e ainda agem como idiotas. Enquanto Lucy transcende espaço e tempo, um grupo inteiro de pessoas morrem a poucos metros dela.

    Esta não é simplesmente uma “cena de ação legal”. É uma forma de comunicar as crenças da elite luciferiana: os seres humanos “não iluminados” são idiotas e merecem morrer”.

    Durante o incêndio implacável entre policiais e mafiosos, uma estátua de Robert de Sorbon – o fundador da Universidade – é destruída simbolicamente representando os seres humanos ignorantes destruindo conhecimento.

    Após o ritual transformar Lucy em um deus imortal, ela dá a Dr. Norman um dispositivo com USB contendo todo o seu conhecimento, o que é muito conveniente. Quando um policial chega no quarto e pergunta onde está Lucy, ele recebe uma mensagem de texto que resume o filme inteiro.

    Lucy tornou-se um ser onisciente, que está em toda parte em todos os  tempos. Ela adquiriu as qualidades de um deus. Como uma verdadeira Luciferiana, ela alcançou o status de deus através do conhecimento.

     O policial então olha para o céu em admiração, da mesma forma que as pessoas costumam olhar para os céus quando pensam em Deus. O filme termina com uma outra cena simbólica: O corpo sem vida de um mafioso, visto de cima, como se Lucy estivesse vendo de cima o sacrifício de sangue que foi necessário para completar o ritual oculto.

    O filme termina com a morte, o destino dos não  iniciados. Sobre ele, paira a Lucy imortal.

     Conclusão

    “Lucy” foi surrado por críticos por ser um pouco “sem sentido” – mas ter sentido não era o objetivo do filme. É uma obra de filosofia luciferiana, e isso só pode ser plenamente “apreciado” por aqueles que compreendem essa filosofia. Para aqueles que não o fazem, bem, há um monte de cenas de ação salpicadas ao longo do filme para mantê-los entretidos. Enquanto isso, elas absorvem o significado oculto do filme, mesmo sem perceber o que está acontecendo. Essas cenas de ação foram feitas para estarem em nítido contraste com a busca de conhecimento de Lucy, porque os Luciferianos percebem um nítido contraste entre eles e as massas. Enquanto Lucy está ocupada alcançando a imortalidade e se transformando em um deus, um bando de caras sem noção matam uns aos outros sem uma boa razão. E ninguém se importa. Porque suas vidas são consideradas inúteis.

    Portanto, além da premissa absurda de “Lucy”, há uma mensagem com muito sentido, que é tão poderosa quanto perturbadora: Existem duas classes de seres humanos na Terra, e o transumanismo vai aumentar a distância entre elas. A maioria dos projetos que envolvem o transumanismo foram descritos por observadores como “brincar de Deus”. Mas isso não é simplesmente uma expressão: É exatamente o que os Luciferianos fazem.
    Fonte: VC
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  • ACAAPESP reúne lideranças políticas evangélicas em São Paulo

    Aconteceu ontem, 18 de abril de 2016, no Goldem House em São Paulo, o 1º EPESP – ENCONTRO DE POLITICOS EVANGÉLICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO promovido pela ACAAPESP - Associação dos Consultores, Assessores e Articuladores Políticos do Estado de São Paulo

    Postado dia 19 de abril de 2016 às 19h em Sociedade e Política

    evangelicos

    Foto: Acervo Sociedade Pública

    O evento contou com a presença de diversas lideranças políticas do estado de São Paulo, Pastores de diversas denominações evangélicas do estado de São Paulo, políticos evangélicos em exercício nos diversos setores e autoridades.

    unspecified (4)O presidente nacional da ACAAPESP o Sr. Alan Montoro promoveu a abertura do evento dizendo que o Brasil necessita de políticos que tenham a ética, os valores morais e cristãos como Bandeira política, e que o Brasil precisa resgatar esses valores para que o país consiga seguir num caminho de uma sociedade mais justa e igualitária.

    Alan Montoro, disse que a ACAAPESP – Associação dos consultores, assessores e articuladores políticos do estado de São Paulo, tem como objetivo reconhecer, valorizar e apoiar os consultores, assessores e articuladores políticos de nosso estado, dando o respaldo necessário para ele possam exercer suas funções com eficiência e lutar pelo reconhecimento da classe, bem como por seus direitos.

    O idealizador do evento, o jornalista Sérgio Osicran, fundador e ex-presidente da ACAAPESP, disse que esse é o primeiro de uma série de encontros que ocorrerá a cada ano.

    Saiba mais sobre a ACAAPESP clicando aqui

    Ou visitando o site oficial:

    Veja galeria de fotos do evento:

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  • Entenda o Movimento “Parque SIM Arenão NÃO”

    Moradores estão fazendo reuniões para frear parte da construção do parque da cidade, e a criação de um estatuto que preserve a vontade da população e evite desperdício de dinheiro público.

    Postado dia 19 de abril de 2016 às 17h em Sociedade e Política

    parque

    Foto: Acervo Sociedade Pública – Garotinha plantando uma árvore no parque

    A Comissão Pró-Associação de Amigos do Parque da Cidade realizou sábado, dia 16 de abril, o 1º Abraço ao Parque da Cidade. O encontro foi na “Praça do 8”, na Rua Jardelina de Almeida Lopes, tendo início as 9 horas da manhã.

    Foi um sábado para celebrar a construção de um novo Parque na Cidade de Mogi das Cruzes na área que pertencia a ‘União’ ao lado do antigo Clube Siderúrgico. Os organizadores aproveitaram a passagem de dezenas de pessoas que passeiam na praça do oito para apresentar as plantas e colher mais assinaturas no abaixo-assinado pedindo mudanças no projeto feito pelo arquiteto Ruy Ohtake e endossar o DSC_0491documento com mais de 2 mil assinaturas que será encaminhado à prefeitura para pedir a redução no tamanho do “arenão” prevista no local e ampliação das vagas de estacionamento.

    Você pode assinar o documento clicando aqui

    Durante o evento ocorreu o 1º Abraço ao Parque da Cidade com a participação dos presentes no evento. O encontro contou com aula pública comandada pelo ambientalista José Arraes, plantio de árvores para a Campanha da ONU “Árvores pela Terra” e de distribuição gratuitas de mudas de girassol cultivadas por alunos do Colégio Integração, além das apresentações de capoeira.

    ENTENDA OS MOTIVOS DO MOVIMENTO

    Salete Boucault, moradora da Chácara Jaffet, vem acompanhando o projeto de obras do parque desde o início em Abril de 2015 pela imprensa local. O que lhe chamou a atenção foi que a Prefeitura de Mogi das Cruzes, tinha o intuito de construir no parque uma grande arena, com capacidade para 4 mil pessoas. Segundo ela, o lugar fica em um bairro povoado, e não há necessidade de um espaço tão grande.

    DSC_0431Salete nos conta que começou enviando cartas aos jornais da cidade esperando receber alguma notícia por meio da assessoria de comunicação da prefeitura, o que não ocorreu, então começou a enviar requerimentos a prefeitura e recebeu notícias incompletas, informando apenas que “o parque seria lindo e que projeto foi feito por Rui Ohtake” mas não explicava nada sobre o “Arenão” e detalhes técnicos. Após insistir com os requerimentos solicitando detalhes como: Estudo de impacto ambiental, audiência pública, cópia do projeto, licitação de contrato de serviço de projeto arquitetônico e etc, Salete, foi chamada a prefeitura, e foi com um com um grupo de moradores do bairro, ocasião em que o Secretário de Obras apresentou o projeto do Parque com o “arenão”.

    Salete relatou que no projeto a Arena de eventos tinha capacidade para 4 mil pessoas e apenas 178 vagas de estacionamento, ela achou um absurdo essa disparidade. Logo depois, o secretário de obras apresentou um segundo projeto, onde não havia mais a intenção de construir uma grande arena, e sim, um parque melhor, com árvores, bancos e grande espaço para lazer. Mas ainda desconfiada Salete conversou com seu amigo Jair Pedrosa e iniciaram um abaixo assinado e as pessoas começaram a ficar sabendo e as assinaturas logo aumentaram. Logo depois, a Prefeitura notificou que a arena seria mantida. Salete conta que o grupo de moradores que são contra o “arenão” chegaram a ter uma conversa com o Prefeito Marco Bertaiolli, no dia 02/04 houve uma solenidade de inauguração da Obra e segundo ela, Bertaiolli desclassificou os moradores os chamando de “mal informados”, mas devido a insistência e protestos de pessoas presentes, o prefeito decidiu que criaria um conselho gestor por decreto, que teria acesso a construção e depois ao futuro funcionamento. Hoje os moradores estão buscando informações de como criar esse conselho e ter participação ativa nele.

    DSC_0477Assim surgiu efetivamente o movimento: Parque SIM, Arenão NÂO, juntamente com a criação da Comissão Pró Associação de moradores e amigos do parque da cidade.

    Outra pessoa envolvida no movimento Parque sim, Arenão NÃO, é Jair Pedrosa, que disse que no conselho do parque participam membros da Prefeitura e da Sociedade Civil. Segundo Jair, ainda não é possível perceber por parte da Prefeitura intenção de alterar o tamanho da arena, embora ele acredite que seja importante um espaço cultural, e que todo parque deve ter um, não há necessidade de ser construir algo tão grande, pelo dinheiro que será investido e pelo fato do local ser em uma área residencial. “O ideal para um projeto desse porte é a criação de uma audiência pública para que seja discutido com os moradores a viabilidade”, disse Jair.

    O abaixo assinado feito pelos moradores já possui mais de 2000 assinaturas.

    Mais informações podem ser obtidas na página:

    Parque Sim, Arenão Não, no Facebook.  www.facebook.com/ParqueCidade/

    Veja a galeria de fotos

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