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Rose Villela

Profissão: Psícóloga

Cidade: São Paulo

Psicóloga com especialização em sexualidade humana, terapia corporal reichiana, EMDR, constelação familiar, renascimento. Mestre em ciências da saúde pela UNIFESP. Coordenadora e professora do Curso de Sexualidade Humana e corpo em movimento do Instituto Sedes Sapientiae. Palestrante, consultora de TV, rádio, jornal e revista
Conselheira sentimental do programa Todo Seu TV Gazeta. Apresentadora do programa Prazer em conhecer, sexo na web pra você pela web TV- TV Geração Z.

  • Mas eu me mordo de ciúme… Quem nunca?

    Todos nós já experimentamos em algum grau deste sentimento nas mais variadas fase da vida, seja por um objeto, amizade ou par amoroso

    Postado dia 31 de março de 2016 às 08h em Meninas e Mulheres

    ciume

    Foto: Reprodução/Internet

    Numa escala de intensidade, colocando da forma branda até a mais severa, o ciúme pode desde apimentar uma relação, até causar tragédias na vida de uma pessoa. Quando criança, durante o desenvolvimento, temos a fase em que tudo é nosso, o brinquedo, os amigos, os pais – é um sentimento de poder e posse.

    Em torno dos seis anos de idade, a criança passa a desejar um dos pais e se torna rival do outro, mas para não ser aniquilado, destruído pelo outro, se identifica com ele, imitando o jeito, querendo se vestir igual e não é raro ouvir declarações de amor para o pai ou mãe, dizer que é namorado ou quando crescer vai casar com um dos pais. Dependendo de como essa fase é resolvida a criança vai aprender a lidar e aceitar o que é seu e o que não é, precisa ficar bem claro para a criança que ela é filha e a mamãe é do papai e vice versa, que nesta relação ela é querida, bem vinda, mas que seu espaço é de filha. Alguns pais acham lindo e acabam incentivando esse comportamento da criança, não colocando a ordem de hierarquia e sentimento, deixando a criança confusa com relação aos papeis e lugar de importância nesta relação.

    Quando adulta, ela vai ter mais dificuldade em lidar com as parcerias, com medo de perder o outro, de não ser amado, do outro ser mais importante do que ele, há probabilidade de ser uma pessoa mais ciumenta com autoestima rebaixada, inseguro e controlador.

    Alguns casais utilizam o ciúme como um jogo para aquecer a relação, provocar o ciúme não só faz com que se sintam amados, queridos. Geralmente, depois de uma briga terminam com uma boa dose de sexo selvagem.

    Para outros, o ciúme é um verdadeiro tormento, a pessoa se sente amarrada, vigiada, tem de ter cuidado com o que fala e com quem fala, para onde olha para não virar um briga e às vezes chegando à violência verbal e física.

    Outra situação é o ciúme patológico, os casos severos, considerado como um transtorno obsessivo compulsivo (TOC), a pessoa acredita nas histórias que ela mesma cria e começa a ir à busca de provas que confirmem as suspeitas de estar sendo traído (a), vasculham gavetas, bolsos, bolsas, abrem cartas, seguem, mexem no celular, vasculham lixos… Criam as mais diversas situações como armadilhas para o parceiro (a) se contradizer.

    É uma situação que gera muito sofrimento para ambos, pois o ciumento sofre intensamente, existe uma tensão enorme, não consegue descansar, o coração está sempre acelerado a mente não para de pensar e o parceiro (a) também, pois vive sem liberdade inclusive para expressar o que sente e pensa.

    Quando se chega neste estágio é fundamental que se procure por um tratamento psicoterapêutico e, em alguns casos, até psiquiátrico para indicação de medicação. Sugiro que nem precise chegar ao ápice, o ideal é que trate logo que perceber que o ciúme está o consumindo internamente, que se está perdendo o controle da situação.

    Sugiro assistir ao filme: O inferno do amor possessivo, de Claude Chabrol. Ele retrata bem o que o ciúme pode fazer com uma relação.

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  • Quem são elas?

    Uma lista com as principais DSTs para que você aprenda um pouco mais sobre como cuidar de sua saúde e ter uma vida sexual saudável. Lembre-se: a prevenção é o melhor remédio!

    Postado dia 22 de fevereiro de 2016 às 01h em Meninas e Mulheres

    DSts

    Foto: Divulgação/Internet: A melhor forma de prevenir as DSTs, é a prevenção, Use camisinha!

    No texto anterior falei da importância da prevenção e dos mitos com relação as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) em mulheres. Neste vou falar quem são elas. Exatamente, quem são as DSTs e como são tratadas. Existem mais de 20 DSTs diagnosticadas, vamos falar aqui apenas de algumas, as mais comuns.

    Algumas pessoas perguntam se as DSTs são doenças da vida moderna, da “liberação sexual”. Muito pelo contrário, as DSTs são tão antigas quanto a própria humanidade. Antigamente era chamada de Doença Venérea (que vem de Vênus – deusa da formosura e do amor) temos relatos que em 1493, quando Colombo regressou a Espanha, a doença que hoje conhecemos como sífilis começou a se espalhar entre os espanhóis, assim como vários escritores e compositores famosos morreram jovens em torno do ano de 1823 em função do contágio de alguma doença sexualmente transmissível e que na época não se tinha tratamento, até que um dia surgiu a penicilina, isto já em 1928 (por acaso) que tratou diversos males.

    Hoje, graças ao avanço da medicina, temos medicações específicas para as DSTs. O que acontece é que algumas das DSTs são tratáveis e outras são crônicas, mas podem ser controladas. Calma gente, não é pra ficar desesperado… A ideia do texto é informar e deixar você mais antenado com relação às doenças sexuais, assim você fica mais consciente e se previne, dessa forma vai poder transar gostoso sem preocupação, porque, aliás, não tem coisa mais broxante que transar preocupado com algo não é mesmo?!

    Vamos lá então, 

    As tratáveis são causadas por bactérias e  protozoários e são tratadas com antibióticos, que são:

    Clamídia

    Também conhecida como uretrite ou cervicite inespecífica e uretrite não-gonocócica, a clamídia é caracterizada por corrimento translúcido pela uretra, geralmente, pela manhã. Muitas vezes o único sintoma é ardor uretral ou vaginal.

    Quando não tratada e muitas vezes pela dificuldade de diagnóstico, a clamídia pode permanecer por anos contaminando as vias genitais dos pacientes. Mesmo sem sintomas, o portador segue transmitindo a doença. A clamídia é uma das doenças mais comuns entre as mulheres e pode ser de difícil diagnóstico: localiza-se do colo do útero para cima e é, muitas vezes, assintomática. Sendo assim, junto com a gonorreia, a clamídia pode ter por complicação a doença inflamatória pélvica, que vem a ser uma das causas de mortalidade feminina.

    Gonorreia

    Se manifesta através de corrimento amarelo (pus) que sai do pênis, causa ardência no momento de urinar e com mau cheiro. Nas mulheres, geralmente é assintomático. Mas, para as que apresentam algum sintoma é parecido com o do homem.

    Tricomoníase

    A tricomoníase se localiza, na mulher, na vagina ou em partes internas do corpo e, no homem, só nas partes internas. Os principais sintomas são o corrimento amarelo-esverdeado, volumoso, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardência e dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais. O tratamento deve ser para o casal.

    Cancro Duro

    É o nome que se dá à manifestação inicial da sífilis. Surge ferida nos genitais que não dói, não coça e não arde. A ferida desaparece com o tempo, mas a doença continua  a progredir e ser transmitida.

    Sífilis

    Treponema pallidum é a bactéria que causa a doença, ela é capaz de infectar qualquer órgão ou tecido. O organismo é atingindo por pequenas lesões na pele, nas mucosas ou pela corrente sanguínea.

    Após a primeira fase, que é o cancro duro, aproximadamente dois meses após o sumiço da ferida, aparecem manchas avermelhadas em toda a pele, nas palmas das mãos e nas plantas  dos pés. Quando não tratada, depois de alguns anos, pode afetar o cérebro, o coração e outros órgãos.

    Quando uma mulher engravida com sífilis, ela passa para o bebê, é o que conhecemos como sífilis congênita, o que pode trazer sérios problemas de saúde para o bebê.

    As DSTs causadas por vírus podem ser controladas, mas não curadas, ou seja, a pessoa terá a doença para sempre (pelos menos por enquanto, de repente a medicina descobre algo para torná-las tratáveis) que são:

    HIV/AIDS

    HIV (sigla em inglês) do vírus da imunodeficiência humana que ataca o sistema imunológico e que causa a AIDS.

    Importante ficar claro que HIV é o vírus e AIDS é a doença que ataca o sistema imunológico. Muitas pessoas são infectadas pelo vírus (soropositivas) mas não desenvolvem nenhum sintoma, mas transmitem o vírus em relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas, de mãe pra filho durante a gestação ou amamentação.

    A síndrome da imunodeficiência adquirida ataca o sistema de defesa do corpo, deixando-o vulnerável a diversas doenças.

    Quando ocorre a infecção pelo vírus, o sistema imunológico começa a ser atacado. O período de contato até o aparecimento dos primeiros sinais varia de 3 a 6 semanas, os sintomas são muito parecidos com de uma gripe como febre e mal estar.

    O organismo vai debilitante gradativamente, muitas vezes passa despercebido, é o período assintomático. Com o organismo enfraquecido, surgem as doenças oportunistas com isso chega ao estágio mais avançado da doença que é a AIDS, quando a pessoa chega a este estado, as vezes, por não saber ou não seguir a recomendação médica pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose, e alguns tipos de câncer.

    Se você teve relação sexual desprotegida ou compartilhou seringa, faça o teste o mais rápido possível, pois ter o diagnóstico precocemente aumenta a expectativa de vida, quando você segue o tratamento recomendado, aumentando assim a qualidade de vida.

    O teste é feito através do sangue na rede de saúde pública, mas você terá que esperar pelo menos 30 dias após o contato de risco para fazê-lo, pois tem a janela imunológica no qual não dá o resultado, o ideal é que se repita após 30 dias.

    O tratamento é feito com os medicamentos antirretrovirais, eles não matam o vírus da aids, mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. A boa notícia é que o Brasil distribui gratuitamente o coquetel antiaids desde 1996.

    Herpes genital

    Herpes genital é uma doença comum causada por um vírus chamado herpes simplex II, que quando a doença está ativa causa bolhas dolorosas nos órgãos genitais de ambos os sexos, mal estar geral, dor muscular, corrimento vaginal, dor e dificuldade para urinar. Trata-se com acyclovir, os sintomas serão amenizados, mas o tempo para sumir as feridas é, geralmente, de 1 a 3 semanas.

    O contágio se dá  através de contato íntimo dos genitais durante relação sexual, boca ou área anal e mãos que estejam infectadas.

    O vírus permanecerá no corpo pelo resto de sua vida. Normalmente, ficará em estado latente, o que significa que não causará sintomas. No entanto, poderá tornar-se ativo por causa de tensões emocionais, roupas apertadas, relações sexuais sem lubrificação suficiente, ou outras doenças e causar feridas novamente. A herpes é altamente contagiosa, principalmente quando apresenta ferimentos, mas também quando não apresentar sintomas e feridas.

    Hepatite B

    É uma inflamação no fígado causado pelo vírus da hepatite B. Contrai-se através de relação sexual sem preservativo, compartilhamento de seringas, instrumentos cortantes (alicates de cutículas, instrumentos de dentista), transfusão de sangue, contato de peles com lesões, gestantes contaminadas passam para o bebê.

    O período de incubação varia de 30 a 180 dias. Os sintomas são mal estar generalizado, cansaço, dor de cabeça e no corpo, febre, falta de apetite e náuseas, coloração amarelada da pele e da mucosa, coceira no corpo, urina escura (cor de coca cola), fezes esbranquiçadas (cor de massinha de vidro). Na maioria dos casos os sintomas sessam em 6 semanas, podendo a pessoa ficar imune ao vírus, mas algumas pessoas desenvolvem a hepatite crônica, que pode desencadear cirrose e câncer no fígado. São feitos exames de sangue para detectar o problema, tratamento, além de repouso, evitar bebida alcoólica e alimentos que agridam o figado é a base de medicação oral.

    HPV (papilomavírus humano)

    Conhecido popularmente por crista de galo, verruga venérea, condiloma acuminado. Essa é uma das doenças que nem sempre aparece sintoma, tanto pode aparecer dias após o contato sexual como aparecer anos depois ou não aparecer lesão visível.

    Pode se instalar em qualquer região do corpo, basta haver contato com a região infectada da outra pessoa. Já se detectou o vírus não só na região genital, mas também extragenital como olho, boca, faringe, vias respiratórias, ânus e, também no líquido amniótico (líquido que envolve o feto na vida intra uterina). Os sintomas se manifestam por coceira ou irritação na região genital (pênis, vulva, ânus), verrugas indolores na região genital, lesão com aspecto de couve flor, manchas brancas nas vagina, colo do útero, pênis ou uretra.

    Existem mais de 200 tipos de vírus, que são considerados de baixo risco para câncer de colo de útero e de auto risco.

    Bom gente, não tem muito o que fazer o jeito é usar preservativo masculino ou feminino, levar seu kit manicure e confiar no dentista em que vai (aliás, você pode exigir que ele mostre a você os materiais esterilizados).

    Para as meninas, fiquem mais atentas, pois muitos dos sintomas das DSTs são parecidos com coisinhas que nós mulheres as vezes temos como corrimento, coceira e que é algo rotineiro e não necessariamente uma DST, sempre bom visitar o ginecologista para fazer os exames preventivos.

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  • DST/ AIDS, férias e verão

    No período de férias, principalmente do verão, a libido fica em alta. Corpos bronzeados e expostos, muita sensualidade no ar

    Postado dia 22 de janeiro de 2016 às 00h em Meninas e Mulheres

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    Claro que com tanto tesão algumas vezes as pessoas se descuidam não usando o preservativo para manter relações sexuais, inclusive no sexo oral. Existem alguns mitos com relação ao contágio das DST/AIDS, por exemplo que as lésbicas (podemos incluir as bissexuais e as MSM – mulheres que fazem sexo com mulheres) têm menor predisposição ao contágio porque não tem penetração. Isso não é verdade, pois onde há trocas de fluidos como nas brincadeiras com os dedos, objetos, roupas íntimas, até o beijo,  se uma das pessoas estiver contaminada, já há possibilidade de infecção.

    A feminização (índice alto de mulheres infectadas) pelo vírus HIV tem sido algo alarmante, principalmente entre mulheres de 15 a 19 anos, assim como as outras DSTs. Muitas vezes as DSTs nas mulheres acabam complicando por conta dos mitos e a falta de campanhas que visem este público. Para as meninas que transam com meninas a melhor forma de se prevenir é utilizando o preservativo, como dica, cada uma pode utilizar o preservativo feminino, assim no momento da transa não precisa trocar o preservativo no caso de quem utiliza algum brinquedo, além do preservativo feminino ficar uma parte para fora o que facilita o sexo oral, aquela história de usar o filme pvc (plástico para embalar alimentos na cozinha)  é meio complicado, até você achar a ponta e desenrolar…

    Para os meninos que transam com meninos, a camisinha masculina.

    Já para os héteros, o ideal é utilizar apenas um preservativo, nunca o feminino e masculino ao mesmo tempo, pois pode romper com o atrito, no sexo anal lembrar-se de trocar o preservativo caso leve o pênis para a vagina.

    Algumas DSTs são assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas logo no início e pode levar de 15 dias a três meses para aparecer algo e outras demoram muito mais, o que não significa que não se transmita. Os sintomas mais frequentes são feridas ou verrugas na região da boca, vagina, lábios internos e externos e região do ânus, ardência na hora de urinar, coceira, corrimento com cheiro forte. Outro sintoma são gânglios, conhecidos como íngua, que ficam aumentados e dolorosos.

    As DSTs podem levar a várias complicações, como disfunção sexual, principalmente dor, durante a relação sexual, aborto, esterilidade, câncer e até a morte.

    A coisa é séria, o ideal é que se mantenha a higiene o máximo possível, utilizar o preservativo e consultar o ginecologista com certa frequência e o principal “a conscientização” da importância da prevenção.

     

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  • A Síndrome de Rokitansky

    Emocionalmente a menina fica muito abalada, auto estima baixa, sente-se totalmente diferente das amigas. Muitas acabam se isolando e chegando a depressão.

    Postado dia 14 de dezembro de 2015 às 00h em Meninas e Mulheres

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    Rokitansky… Você sabe o que é isso?

    Pois bem, a adolescência é um período que vem acompanhado da puberdade, fase de várias descobertas, dentre elas a sexualidade é bem marcante, pois todo o corpo está em transformação, os hormônios enlouquecidos…Nos meninos os pelo aparecem, a voz começa a mudar, a polução noturna que insiste em lambuzar os sonhos eróticos e fantasias da moçada, começa a definir a orientação sexual, se o desejo direciona para o mesmo sexo ou o oposto e as vezes para os dois…

    Nas meninas os pelos, também, aparecem, os seios começam a desenvolver, o quadril arredonda, uma pulsação entre as pernas, um “roça roça” no ursinho de pelúcia, que agora tem outra função e o sangramento mensal que a partir de agora vai fazer parte da vida até a menopausa, sinal que o corpo já se prepara para engravidar…além, de todo significado de ficar “mocinha”, de marcar a fase de transição, de não ser mais criança.

    Passar por tudo isso e a tão esperada menstruação não vem… todas as amigas já menstruaram e “ela” não. Veem os questionamentos: “o que está acontecendo comigo?”

    Inicia  a busca pela resposta. Depois de passar por inúmeras consultas e vários exames vem o diagnóstico: SINDROME DE ROKITANSKY, o mundo desaba, a primeira coisa que vem a mente é: “por justo comigo, e agora não poderei ter filho, será que um dia poderei transar?” A culpa dilacerando o coração da mãe: “o que será que fiz de errado?”

    Pois bem, vamos esclarecer o que vem a ser a Síndrome de Rokitansky

    Apesar de ser considerada rara, afetar cerca de 1 para cada 4000 mil mulheres, não deixa de ser um problema serio para quem a tem, pois a menina não poderá gerar filhos e nem manter relação sexual por penetração, pois não possui canal vaginal e nem útero e quando possui é de forma rudimentar, ou seja, muito pequeno. O desenvolvimento dos órgãos genitais externos, não apresentam nenhuma anomalia, assim como os ovários funcionam normalmente, eis o motivo de se descobrir o problema apenas na puberdade, período que deveria ocorrer a menarca/primeira menstruação. Até hoje, não se sabe ao certo o motivo para a síndrome ocorrer.

    Emocionalmente a menina fica muito abalada, auto estima baixa, sente-se totalmente diferente das amigas. Muitas acabam se isolando e chegando a depressão.

    O mais importante é saber que é uma síndrome que tem solução. Pode-se reconstruir o canal vaginal, ou por cirurgia, na qual cava-se um canal vaginal e a menina terá que utilizar um molde até a cicatrização, ou com dilatadores (neste caso, precisará de muita disciplina, para introduzir gradativamente vários tamanhos até criar um canal). Depois de ter passado pelo processo seja cirúrgico ou com dilatadores, pode-se ter relação sexual com penetração normalmente.

    Quero deixar bem claro que neste texto especificamente, não estou falando de orientação sexual, varias meninas, mesmo homossexuais relatam a importância de ter um canal vaginal, mesmo que este não seja usado para receber um pênis. Pois o único motivo da reconstrução é para que seja usado nas relações sexuais.

    As sensações/excitações e orgasmo são preservadas, mesmo antes da cirurgia, pois a parte mais sensível é o clitóris.

    A maior limitação e preocupação dessas meninas é com relação a gestação, embora atualmente já tem alguns experimentos com transplante de útero e sucesso com a gestação. Mas, o que muitas delas recorrem é barriga de aluguel, conheço alguns casos que a própria mãe gerou o bebê para a filha, neste caso, retira o óvulo da mulher que tem a síndrome e o esperma do parceiro, faz a fecundação in vitro  e introduz no útero para gerar.

    No mais…vida normal, estudar, namorar, trabalhar, beijar, gozar de várias formas, viver a vida e ser feliz

    O apoio dos pais e acompanhamento psicológico são fundamentais para superar este problema.

     

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  • Como anda seu desejo sexual?

    Temos que ficar atentos, já que medicações não farão milagres em relações desgastadas, onde não há erotismo, respeito, diálogos ou mesmo desejo um pelo outro.

    Postado dia 9 de outubro de 2015 às 19h em Meninas e Mulheres

    mulher de costas

    Há tempos que a indústria farmacêutica vem tentando sintetizar todas as emoções e sensações que fogem do padrão. Mas que raios de padrão é esse, qual é o “certo” em termos de sensação e emoção? Bem, claro que temos os manuais de doenças que apresentam alguns indicativos normativos para determinadas condutas. E é por lá que nos baseamos para fechar um diagnóstico.

    Recentemente foi lançada uma medicação para o desejo sexual feminino ainda não liberada no Brasil. Mas, sempre aparece um contrabando, algum amigo que traz. Uma medicação para o desejo sexual feminino, chamado popularmente como o “Viagra cor de Rosa”. Embora seja chamado assim, fazendo uma alusão à medicação para ereção masculina, o Flibanserin (nome da medicação) tem uma ação diferente. Enquanto a primeira aumenta o fluxo sanguíneo na região genital, a segunda atua diretamente no sistema nervoso central, mexendo com a serotonina e causando sensação de bem estar.

    Com certeza será uma medicação muito bem vinda. Hoje, a maior queixa sexual nos consultórios é a baixa de libido, chamada de transtorno do desejo sexual hipoativo, mas por enquanto a prescrição é para mulheres que não tem queixa sexual e que na pré-menopausa tem uma queda abrupta do desejo. Segundo as pesquisas, estas são as que mais se beneficiarão com a droga.

    A expectativa é grande e, para algumas mulheres, terá um resultado muito positivo. Mas, temos que ficar atentos que a medicação não vai fazer milagre para as relações desgastadas na qual não há erotismo, relações em que não há respeito, relação em que não há diálogos, que não há desejo um pelo outro. Nestes casos medicação nenhuma vai resolver.

    Talvez, os homens cobrem mais suas parceiras por achar que o que falta é uma questão química e não a química da relação, a química que a própria relação gera nos corpos. Temos de cuidado pra não ficar algo mecânico, o homem que não tem ereção toma Viagra, a mulher não tem desejo toma Addyi (nome dado à medicação). E o encontro amoroso, o encontro dos desejos, no qual um deseja ao outro, que há investimento nas preliminares. Onde vai ficar tudo isso?

    Mas, vamos aguardar e sermos positivos com a ciência, afinal é muito novo e pode sim ser que o remédio mude positivamente a vida sexual das mulheres.

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