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Renata Perrella

Profissão: Dentista

Cidade: Mogi das Cruzes

Cidadã ativa politicamente , que trabalha em prol do pensamento coletivo, através do estímulo á solidariedade dentro da sociedade, no único proposito de unir os cidadãos para exigirmos mudanças justas e necessárias, para todos, igualmente.

  • Precisamos cuidar de nossa infância

    Quem está olhando pelo futuro e, principalmente, pelo presente das crianças?

    Postado dia 24 de fevereiro de 2016 às 00h em Sociedade e Política

    Foto: Divulgação/Internet - Quem olha pelas nossas crianças?

    Foto: Divulgação/Internet – Quem olha pelas nossas crianças?

    As mulheres têm as defensoras das mulheres.

    Os homens têm a sociedade machista enrustida a seu favor.

    Os animais deram a sorte de terem por eles, seres humanos incríveis, quem os defendem com unhas e dentes.

    E as crianças? As mulheres “meninas” principalmente. Quem olha por elas?

    Se existe um órgão responsável, esse que me perdoe, mas não está realizando seu trabalho bem feito como deveria.

    Eu não tenho uma referência de atendimento a crianças.  Nem as mães do bairro, nem as professoras quando ficam implorando por ajuda.  Pois na escola eles tentam de tudo para reintegrar aquele aluno que eles percebem estar perdendo para o mundo. Não existe uma ajuda eficaz.

    Os defensores das crianças deveriam ser os mais vorazes, os mais loucos por justiça,  pois as crianças das favelas do nosso país estão morrendo.  As que não morrem fisicamente têm, ainda na infância, toda sua inocência e sonhos destruídos. São abusadas, mal tratadas, retiram delas todo o poder que nos mulheres temos dentro de nós.

    Por exemplo… Em uma casa que eu ajudava.  A casa tinha quatro metros quadrados, sei lá… Só cabia a cama de casal.  Banheiro ao relento, no mato, faça frio ou faça sol.  Na mesma cama dormiam pai agressivo, mãe grávida e duas crianças.  Uma delas era uma menina de seis anos que eu nunca consegui penetrar na alma.  Não olhava mais fundo no meu olho como a maioria faz.  Já estava morta por dentro. Imaginem… Se a mãe estava grávida, alguém pensa que o casal deixava os filhos com a avó e iam ao motel? Ou que o pai, procurado da polícia e usuário de drogas, iria esperar as crianças dormirem, e iriam fazer um amor quietinho?

    NÃO!!!!!! O sexo faz parte das crianças assim como elas vão ao banheiro fazer as necessidades diariamente.

    Está no ar.  Nas músicas, nos homens cheios de testosterona, quase animais, nos corpos femininos já tão desenvolvidos com pouca idade, achando tudo aquilo normal.

    E nossas meninas, futuras mães, vivem ali. Achando que apanhar é normal, que sexo violento também é, que engravidar 10 vezes faz parte do castigo delas na Terra.

    Precisamos cuidar de nossa infância, URGENTE!

    Essa nossa negligência cidadã nos levará a colher frutos que podem comprometer a vida de nossos filhos.

    Estarmos todos cientes disso.

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  • As cruzes da população

    Nunca se discutiu tanto sobre política nas mídias sociais, nos clubes, academias e dentro de nossas casas. A população está revoltada

    Postado dia 5 de fevereiro de 2016 às 00h em Sociedade e Política

     

    população

    Foto: Divulgação Internet – População está revoltada com a corrupção em Brasília

    Até quem odeia o assunto se vê obrigado a se informar um pouco mais a respeito, pois estão nos roubando descaradamente. Estamos finalmente percebendo e resolvendo reagir.

    Só acho que focam muito em siglas, em partidos. Se eu ataco o PT, automaticamente, sou PSDB. Se falo mal de um desvio de conduta do Lula, me aparecem com as sujeiras do FHC. Erros não justificam os outros. Como me permiti ser violentada pelo anterior, tenho que permitir que todos os que vêm depois, cometam o mesmo crime? Nos tornamos uma nação dividida, uma sociedade desunida.

    Infelizmente, o problema ultrapassou os limites imagináveis por qualquer um de nós.

    Não é mais só o roubo, é a ausência do medo de roubar, a certeza da impunidade que dá ao ladrão o poder de se sentir soberbo. De se achar Deus.

    A nossa luta não tem que ser somente por números e cifrões, desvios e lavagens. Temos que batalhar para primeiramente resgatarmos nossos valores básicos, iniciais de uma civilização, os que deveriam nos distinguir dos animais. ÈTICA, SENSO DE JUSTIÇA e COMPAIXÃO, estão sendo extintos juntos com tantos animais da face da Terra.

    Não há a mínima chance de uma sociedade ser saudável, tendo entre seus membros crianças doentes e famintas, idosos abandonados, famílias esquecidas e desprezadas sem recursos básicos disponíveis.

    Conheci uma senhora no bairro que trabalhei que tem hanseníase, mas não dispõe do dinheiro para o remédio que auxilia o tratamento, e quem deveria cuidar de nossos doentes, sabe disso, mas nada faz. Não lhe convém.

    Nesse caso, e em tantos outros, por mais que a hanseníase em si seja uma doença triste, para mim, o maior doente é o cara que tem o poder de ajudar, mas não tem o caráter necessário para fazer o que tem que ser feito. Esse é o animal que mais precisa de ajuda.

    Esse é o mal que temos que atacar, o verme da ganância, o mosquito do egoísmo, que ferem e matam ainda em vida, tornando suas vítimas tristes, sem esperanças, com cruzes pesadas demais para serem carregadas.

    Tá faltando sentimento: piedade. Será um trabalho árduo que teremos pela frente.

     

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  • Em quem votar?

    Hoje em dia o que mais vemos, são pessoas insatisfeitas com o governo, com os impostos , com a inflação.

    Postado dia 13 de janeiro de 2016 às 00h em Sociedade e Política

    urna

    Foto: Divulgação/Internet

    Hoje em dia o que mais vemos são pessoas insatisfeitas com o governo, com os impostos, com a inflação. Pessoas indignadas com os governantes, com os partidos políticos, com todos que deveriam nos representar. As eleições se aproximando, e a pergunta que não quer calar:

    Em QUEM votar?

    QUEM, dentre o bando de pilantras, marqueteiros, malucos, interesseiros, palhaços e animais, nos representa?

    Me incomodava demais essa dúvida, pois não é possível não conseguirmos eleger UM ser humano honesto, que não se venda, que realmente tenha a gana e a coragem de ajudar o país a se levantar.

    Foi quando, com as experiências politicas que comecei a viver, eu descobri que a culpa é em parte nossa. Cidadãos de bem, eleitores. O problema não é eleger “O CARA” ou “A MINA” que nos represente. O problema está na ausência da cobrança do trabalho bem feito, após os elegermos.

    Largamos nossa empresa, Brasil, na mão de funcionários que, através dos anos, organizaram um motim, e hoje mandam em nós e nos dominam. Onde está nosso poder como cidadão, como donos de tudo isto? Como posso permitir que pessoas que não sabem se comportar pilotem o avião onde estão meus filhos, meus pais, meus irmãos?

    Viramos uma nação inerte e desorganizada civilmente.

    É muito cômodo achar que pagar nossos impostos em dia nos garante a dignidade que merecemos. É muito fácil não assistirmos notícias violentas e cruéis, e nos cegarmos pra vida real. De nada adianta bater panelas, e depois voltar a sentar em frente ao sofá e só reclamar.

    Chegou a hora de revolucionar.

    Chegou o momento de expandirmos nosso pensamento egoísta, torná-lo coletivo, e irmos à luta.

    Lutar por nossos direitos básicos, resgatar valores como honra, respeito e dignidade, para nós, e para quem não tem voz.

    Precisamos exigir igualdade de direitos, brigar por nossa liberdade de sermos felizes.  Hora de união e conscientização.

    Porque a sociedade é pública, mas a justiça, não.

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