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Priscilla Brandeker

Profissão: Psicóloga

Cidade: São Paulo

Priscilla Brandeker, Psicóloga Clínica, atende em consultório particular, e atuou também em psicologia hospitalar e organizacional. Envolvida com trabalhos e estudos voltados ao universo infantil, considera além da criança, os pais, os cuidadores e os educadores/instituições. Graduada em Comunicação Social e Psicologia, atua há mais de 15 anos em projetos de voluntariado e palestras para públicos e temas variados. Em consultório, atende além de crianças, adolescentes, adultos e terceira idade.

  • Existe receita para a felicidade?

    Você já se sentiu atraído por alguma mensagem que dizia como fazer para melhorar ou conseguir alguma coisa espetacular na sua vida?

    Postado dia 30 de março de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução

    E aquele famoso título com cinco dicas infalíveis para conquistar a pessoa amada? Duvido que você nunca abriu ou sentiu vontade de abrir algum link do tipo. E aqueles testes de revistas para saber qual tipo de personalidade combina com o seu e como você deve fazer para melhorar? Quem nunca? (Eu fiz vários na minha adolescência, rs.) São ótimos, distraem e trazem elementos bem interessantes para reflexão; porém, servem exatamente para todo mundo que tiver as mesmas respostas? Coincidência, adivinhação ou estudo científico?

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    A partir deste ponto, a reflexão que proponho aqui é sobre o volume de informações que estamos recebendo e buscando o tempo todo – e não somente isso, mas principalmente a quantidade de soluções mágicas que aparecem num piscar de olhos. São passo-a-passo para ser assim ou assado, comportamentos para adquirir e mudar, regras para seguir e ser feliz. Somos bombardeados de pessoas dizendo o tempo todo o que é bom ou não para nossas vidas.

    Todas as vezes que me pego pensando nisso, penso se também não faço desta forma, quando lanço um bate-papo com pais e mães ou escrevo um texto para ajudá-los na educação infantil. E sabe por que isso despertou meu interesse e chegou até a me incomodar caros leitores?

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    Porque não existe uma regra, um passo-a-passo, uma lei ou uma norma que sejam idênticas e válidas para todos os seres humanos. O que existem são estudos baseados em experiências científicas e métodos empíricos e válidos para que se possa dizer que tal atitude pode ajudar (ou não) determinadas pessoas, e não todo mundo na mesma proporção.

    O cuidado que aqui quero colocar como reflexão, e que faço e/ou tento fazer em todos os meus textos, é sermos completamente abertos a novas reflexões, atitudes, ideias, mudanças de conceitos e comportamentos. Mas isso precisa vir de dentro, da sua própria vontade, do seu autoconhecimento, da sua busca interior e única, e não de uma regra supostamente “válida” para todos num único pacote.

    Tomemos cuidado com itens infalíveis para conseguir isso ou aquilo. Cada um é cada um, único e especial em sua própria história. Descobrir-se, resolver problemas do passado ou mudar atitudes e comportamentos, é individual e intransferível, ok?

    Um abraço grande,

    Priscilla T. Brandeker

    CRP 06/123945

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  • 5 dicas para ajudar na adaptação escolar dos seus filhos

    Deixe a criança descobrir um novo mundo. E, principalmente: não chore no portão da escola!

    Postado dia 8 de fevereiro de 2017 às 08h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução

    Primeira vez do seu bebê na escolinha? Quem está mais ansioso, você ou o seu filho? Quem está com mais medo, você ou seu filho? Quem está mais feliz ou triste?

    Pois bem, esse é um período bastante complicado, primeiro por ver o seu bebê crescendo e saindo para o mundo, depois pela saudade prévia que já sabe que irá sentir e, além disso, do medo que permeia a cabeça de muitos papais e mamães de que a escola ou a professora não serão bons para o seu filho.

    Aqui descrevo algumas dicas que possam ajudá-los nessa fase inicial ou até mesmo em uma mudança de escola ou de grau de escolaridade:

    • Demonstre confiança. Confiança em si e na criança. Isso mesmo. Demonstrar que você está feliz por essa nova fase é o primeiro passo para transmitir tranquilidade e confiança à criança. Quando os pais demonstram que confiam que os filhos possam caminhar sozinhos e seguir para novos rumos, eles também passam a acreditar e a confiar que podem.
    • Olhe nos olhos. Parece óbvio, mas muita gente não faz, pelo simples hábito. Ajoelhe-se na frente do seu filho, converse com ele e lhe transmita todo amor, toda paz e toda confiança (deixe o apego e o aperto no coração um pouquinho de lado nesse momento). A criança é capaz de captar e sentir tudo o que os pais sentem.

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    • Não compare. Você ficar o tempo todo falando que o filho do vizinho não chorou, que o irmão mais velho tirou 10, que a prima fez tantos amigos, a criança vai passar a querer atender a todas essas expectativas e poderá ficar extremamente ansiosa se perceber que não vai conseguir ou não está preparada. Cada criança tem o seu tempo, suas percepções e gostos.
    • Compartilhe sua vida com seu filho. Fale sobre o seu dia-a-dia, sobre os percalços, sobre as coisas boas e as surpresas, assim, ele também passa a sentir vontade de compartilhar como foi o seu dia, suas alegrias, suas preocupações e assim estabelece-se um suporte mútuo, uma cumplicidade.
    • Deixe a criança descobrir o novo mundo. Dê espaço a ela. Muitas coisas novas para processar em pouco tempo podem confundir a cabeça dela, então dar tempo ao tempo, dar apoio e suporte quando solicitados e dar espaço quando preciso, ok papais e mamães?

    Última dica extra: não chorem no portão da escola, por favor!!? (Chorem em casa e sem que elas vejam, assim elas não pensam que os pais estão tristes por algo que é bom para elas.)

    Muito boa sorte!

    Excelente ano letivo para todos.

    Um abraço,

     

    Priscilla T. Brandeker

    Psicóloga

    CRP 06/123945

     

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  • Dicas para disseminar o espírito natalino entre as crianças

    Quando você ensina as crianças sobre o verdadeiro sentido do Natal, você também se conecta com ele

    Postado dia 23 de dezembro de 2016 às 10h em Especial de Natal

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    Foto: Reprodução

    Natal, momento de confraternização, solidariedade, companheirismo, perdão, doação, compaixão e presentes. Presentes? Opa, parece que tem alguma palavra fora de ordem aí? Não, não tem. Sabemos o quanto o Natal se tornou uma data para troca de presentes. E estar presente é também é um presente, certo? Como mostrarmos às crianças a importância do Natal de forma a validar a qualidade dos encontros e dos sentimentos trazidos pela magia do Natal, independente da religião de cada um?

    É fato que as crianças aguardam ansiosamente a visita do Papai Noel e isso é completamente saudável, uma vez que o bom velhinho faz parte do mundo da imaginação infantil e além de trazer presentes, traz magia, alegria e surpresa. É normal também, que após o 6º ou 7º ano de idade, a criança se decepcione ao saber que a figura do Papai Noel não é tão real como ela imaginava, porém, cabe a nós adultos, responder a todas as questões com cuidado e no devido tempo, além disso, aproveitar esse momento para reforçarmos ainda mais o verdadeiro sentido do Natal.

    1 – O primeiro passo para introduzirmos as crianças no espírito natalino, é contar a história do Natal, seja através de livros, contos, filmes, presépios ou teatros. Cada um com a sua riqueza e encanto, faz crianças e adultos sentirem os corações vibrarem de amor, gratidão, alegria e solidariedade.

    2 – Montar a árvore de Natal e os enfeites todos, pode se tornar um ritual consumista se realizado em excesso, porém, se bem balanceado, pode trazer e reforçar ainda mais a união da família, a paz, o espírito cuidadoso e de equipe.

    3 – Estimular a solidariedade das crianças, fazendo-as escolher alguns brinquedos em bom estado, os quais ela não brinca mais ou até mesmo os que não teve tanta afinidade ou tem em excesso (porque sempre tem), doando para as crianças mais carentes. Os adultos podem dar o exemplo, selecionando objetos, roupas ou pertences seus para doação junto às crianças. O mesmo pode ser feito com alimentos. O exemplo é a melhor forma de aprendizado e, além disso, é capaz de criar dentro de cada um, a vontade de realizar atitudes solidárias o ano todo e não apenas no Natal.

    4 – Preparar lembrancinhas feitas pela própria criança, para presentear pessoas queridas, como a própria professora da escola, os tios, os primos e amiguinhos. Não precisa ser nada muito elaborado, uma vez que o que vale é o afeto contido em cada presente. Fazer o mesmo entre os próprios familiares é ainda mais valioso, mostrando que sair da “obrigação” de ir de loja em loja sem esquecer um presente (ensinando isso indiretamente às crianças), faz retomar o verdadeiro sentido natalino. Excelente maneira de mostrar que não é o valor monetário que mais interessa e sim a intenção, a dedicação e o carinho.

    Uma reflexão que li achei interessante, dizia que o melhor é mostrar às crianças que o que ela vai ganhar, pode ser substituído pelo como ela pode ajudar. O Natal é época de reflexão e crescimento para todos. Os valores que transmitimos às crianças são valores que carregaremos dentro de nós mesmos para o restante de nossas vidas!

    Excelente Natal a todos!!

    Priscilla T. Brandeker

    Psicóloga (CRP 06/123945)

     

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  • Compulsão por compras e o aumento do vazio interior

    Logo mais tem a Black Friday e já vemos milhares de promoções e propagandas pré-vendas. Você já parou para pensar quanto tempo durou a sua última sensação de êxtase ao adquirir algo?

    Postado dia 21 de novembro de 2016 às 08h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução

    Você já parou para pensar por qual motivo algumas pessoas têm febre/necessidade de comprar e outras não? Você é aquela pessoa que precisa ter o último lançamento de celular o mais rápido possível e, enquanto não compra, não sossega e não se sente feliz?

    Pois bem, vamos conversar um pouco sobre isso agora.

    Sabemos que uma sociedade capitalista gira em torno do consumo e é claro que o mercado usa e abusa de artifícios para atrair cada vez mais clientes e oferecer facilidades para compra, como parcelamentos, cartões especiais da loja, acúmulo de pontuações, etc.

    Sendo assim, fica difícil resistir àquela roupa nova, àquele sapato lindo, ao novo jogo de videogame, ao carro zero, à viagem para a Grécia, certo? Certíssimo. Quem não gosta de aproveitar as promoções e atratividades do mercado?

    Logo mais tem a Black Friday e já vemos milhares de promoções e propagandas pré-vendas. Você vai ficar fora disso? Claro que não! Mas será que não mesmo?

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    Certamente alguma vez você percebeu que se iludiu ao comprar algo que achava incrível e completamente necessário à sua beleza, sua vida, seu cotidiano e bem-estar e depois percebeu que aquilo de nada ou pouco lhe serviria.

    E quantas outras você deixou de investir o seu dinheiro, de poupar para algo maior no futuro ou de pesquisar melhor para, num impulso incontrolável, comprar algo que parecia inadiável e urgente de obter.

    Agora vamos à outra reflexão (essas reflexões não são voltadas única e exclusivamente para mulheres, viu pessoal!?). Você já parou para pensar quanto tempo durou a sua última sensação de êxtase ao adquirir algo tão desejado? E quanto tempo depois você “precisou” comprar alguma outra coisa nova para sentir-se bem e feliz?

    Pois então, meus caros: aí é que está o ponto principal de reflexão deste texto.

    A necessidade de consumo e de obtenção de bens materiais e serviços pessoais pode estar diretamente ligada aos vazios existentes dentro de cada pessoa. O quanto esses produtos servem para preencher ou substituir algo que falta e que não está conseguindo ser encontrado dentro de si mesmo.

    Há quem diga que uma tarde de compras no shopping equivale a um ano de terapia. Essa frase é bastante representativa para o contexto de que estamos falando aqui. Se a satisfação de comprar é tamanha, é exatamente isso que pode estar faltando, como o sentimento de euforia, de obtenção de algo “valioso” para si, de sentir satisfação por sentir-se melhor ou mais bonito, valorizado, por conseguir ter dinheiro ou simplesmente pelo status de ir às compras e adquirir os melhores produtos.

    E ainda tem quem compre, compre, compre e não use, ou porque não encontrou real valor, ou porque aguarda uma ocasião “especial” ou simplesmente por não saber nem por qual motivo comprou, se nem gostou tanto assim ou nem se deu ao trabalho de pensar antes, tendo atendido à sua compulsão e alegria de compra. O que pode estar faltando dentro de si, que está sendo preenchido com compras?

    Vamos pensar melhor sobre isso pessoal?

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  • Você tem vergonha de ser criança?

    Será que não precisamos usar mais do nosso lúdico e alimentar mais as nossas crianças internas e externas?

    Postado dia 18 de outubro de 2016 às 09h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução/Internet

    Observando as fotos de crianças nos perfis das redes sociais e a emoção de cada pessoa ao recordar bons momentos (inclusive eu), me transportei àquele período mágico, onde o mundo era colorido pelo brincar e esse brincar era extremamente levado a sério como hoje levamos as nossas vidas. Mas peraí, se levamos a vida tão a sério como fazíamos ao brincar, porque ela se tornou tão pesada, densa, cheia de preocupações e muitas vezes sombria e tediosa? Ao adotarmos posturas formais, rígidas, sem vida, nos esquecemos que levar a sério, não é sinônimo de robotizar, de engessar possibilidades e de não usar a criatividade.

    Quando falamos que algo é sério, queremos dizer que é importante para nós, certo? Apesar de algumas pessoas se permitirem atitudes mais infantis e brincadeiras no dia a dia, geralmente elas acabam sendo rotuladas como imaturas, irresponsáveis ou como pessoas que não levam a vida a sério. Mas será isso mesmo? Por que mesmo deixamos de brincar? São as contas para pagar? As responsabilidades do cargo? A posição de ser pai ou mãe?

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    Quando estou atendendo uma criança no consultório e coloco-me a brincar com ela, logo percebo e me questiono, por que a maioria das crianças de hoje não aproveita tão bem o brincar como fizeram as gerações anteriores? A maioria está acostumada com brinquedos prontos, sem criatividade, sem imaginação, sem precisar buscar por soluções e assim a infância está cada vez mais empobrecida e robotizada como nós adultos estamos. Cabe outro parêntese aqui, aos pais e cuidadores, que na expectativa de proporcionarem o “melhor” aos filhos, preenchem o tempo e espaço que seriam das brincadeiras, com atividades e agendas lotadas, com compromissos, competições exageradas, cobranças e esforços além do que elas realmente precisam para serem simplesmente crianças, com a justificativa de que as estão preparando para o futuro. Mas que futuro desejamos mesmo às nossas crianças?

    A criança tem a leveza no olhar, a sinceridade na voz, a ingenuidade nas ações, a espontaneidade nas palavras e a esperança no olhar. Com o decorrer dos anos, aprendemos a criar algumas máscaras de “proteção”, para que não sejamos enganados, não sejamos passados para trás, não soframos, porém, aquela criança ainda está lá dentro, querendo ser, amar, brincar e se libertar. Será que não precisamos usar mais do nosso lúdico e alimentar mais as nossas crianças internas e externas? Será que o mundo não precisa mais do olhar de bondade das crianças, que da amargura e dureza dos adultos?

    Este texto é uma reflexão e adoraria contar com a participação e as ideias de todos.

    Um abraço grande,

    Priscilla T. Brandeker

    Psicóloga

    CRP 06/123945

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  • A ausência de cobertura televisiva para as paralimpíadas é sinal de medo

    Acreditamos que, se tivermos deficiências, não teremos felicidade. Ledo engano

    Postado dia 14 de setembro de 2016 às 09h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução Internet – Matt Stutzman, atleta paraolímpico de arco e flecha

    A ausência de transmissão televisiva da festa de abertura e dos jogos Paralímpicos te surpreendeu? A mim sim, especialmente numa época em que falamos tanto de igualdade e luta contra pré-conceitos. Foi impactante, principalmente pelo fato de as próprias emissoras terem transmitido as Olimpíadas 24h por dia.

    Mas o que aconteceu? Há quem diga que a paralimpíada não gera lucro. Há quem diga da necessidade de retomada da programação usual, pois as pessoas que não gostam de esportes já estavam cansadas e cobrando sua programação de volta. E há os que digam que quem gosta pode assistir pela internet ou pelos canais fechados.

    O que vou dizer aqui não vai responder a essas questões, mas vai fazer com que reflitamos um pouco sobre os nossos próprios medos, em especial sobre o medo das deficiências. Não estou aqui falando apenas de deficiências físicas ou mentais, mas de toda e qualquer deficiência nossa. O ser humano tem aversão às deficiências e foge delas como o diabo foge da cruz, sabe por que? Porque reconhecer as próprias falhas, as próprias fraquezas, é entrar em contato com um lado obscuro e triste, um lado frágil e algumas vezes desconhecido por nós mesmos. Queremos estar bem o tempo todo, sorrindo, desfrutando, felizes, inteiros, lúcidos, inteligentes, espertos e acreditamos que, se tivermos deficiências, não teremos nada disso. Ledo engano.

    Foto: Reprodução/Internet - Atleta brasileiro Alan Fonteles

    Foto: Reprodução/Internet – Atleta brasileiro Alan Fonteles

    Entrar em contato com pessoas com deficiência (coloco aqui os atletas em específico, porém lembrando que todos nós temos deficiências), mostra que não estamos imunes e que, a qualquer momento de nossas vidas, podemos ser levados a algum acidente que nos tire movimentos, a alguma doença que nos tire habilidades, a algum incidente que nos tire a independência física ou intelectual ou a termos um filho, um amigo ou parente nessa situação. Queremos fugir disso tudo e, se possível, nem pensar sobre isso.

    Evitar o contato é uma simples ilusão em evitar que pensamentos como esse tomem conta de nossa cabeça e, por consequência, atrair algo para nossas vidas. Mas que vacilo grande, caro leitor! Pois evitar entrar em contato com pessoas deficientes, doentes, carentes, seja lá o que for, não vai evitar nem garantir nada em nossas vidas além do simples fato de torná-la insensível e alheia ao que cada pessoa pode oferecer de melhor em sua própria essência, que é o primordial nesse mundo gigante em que vivemos.

    Viva a história de superação de cada atleta! Coisa linda de ver! Se você não teve a possibilidade, a curiosidade ou uma pequena dose de amor e empatia, ainda há tempo!

    Foto: Reprodução/Internet - Daniel de Faria Dias é o principal atleta paraolímpico da natação brasileira

    Foto: Reprodução/Internet – Daniel de Faria Dias é o principal atleta paraolímpico da natação brasileira

    Um abraço grande,

    Priscilla T. Brandeker

    Psicóloga

    CRP 06/123945

     

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  • Qual a importância do outro na sua vida?

    Estamos o tempo todo nos baseando nas ações e reações das outras pessoas

    Postado dia 15 de agosto de 2016 às 08h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução/Internet

    Algum dia de sua vida você ficou sem trocar uma palavra ou mensagem com alguém? Talvez sim, em um dia que você estava muito “deprê” , cansado ou com muita preguiça.  Mas você já parou para pensar o quanto interagimos o tempo todo com as pessoas ao nosso redor?

    Vamos supor que você vá à padaria comprar pães. A primeira coisa é pedir e dizer a quantidade que deseja. Depois, geralmente agradecemos à pessoa do caixa ao pagar. Se, no caminho, encontramos um vizinho ou conhecido, o cumprimentamos nem que seja com um simples aceno. Até mesmo para pegar um ônibus, precisamos que o motorista saiba que ele precisa parar no ponto em que estamos, certo?

    O que quero dizer com isso tudo? Que estamos o tempo todo nos comunicando uns com os outros. O mais curioso disso tudo é que precisamos, ou pelo menos esperamos, que o outro nos responda. Sabe por que? Simplesmente porque precisamos do outro para viver.

    D. W. Winnicott, um dos mais famosos teóricos da psicologia, diz em sua teoria (e ele não é o único) que, desde bebês, nós nos baseamos e reagimos de acordo com o olhar do outro. Quando bebezinhos, o primeiro e o mais valioso olhar é o da mãe. Já repararam como o bebê parece hipnotizado quando está mamando? Podem até dizer que ele ainda não percebe nem sabe de nada, mas podem ter certeza que ele conhece e reconhece o olhar da sua própria mãe e espera toda ação e reação vinda através deste rosto. É o olhar que aprova ou reprova todos os seus movimentos.

    Quando crianças, o olhar bravo ou carinhoso do pai, o gesto protetor ou “acusador” dos cuidadores pode fazer grande diferença na forma como nos relacionamos com as pessoas em nossas vidas. Somos criados a partir do outro e precisamos deles para continuar. Por exemplo, se o nosso amigo ri da nossa piada, indiretamente ele está nos encorajando a contá-la para mais três, quatro ou dez amigos. Mas, se essa mesma piada não gerar efeito nenhum nesse seu amigo, talvez você pense se vale a pena ou não contá-la aos demais do grupo.

    Estamos o tempo todo nos baseando nas ações e reações das outras pessoas e esse é o exato ponto em que devemos tomar muito cuidado. A importância do outro nas ações que você toma na sua vida não deve extrapolar os limites. Ou seja, o olhar do outro não deve ser limitante o ponto de você não ser você mesmo, ok? Andar com as próprias pernas, nós aprendemos lá atrás. Porém sustentar e equilibrar esse andar dependerá muito mais de nós mesmos e da nossa própria habilidade e treinamento do que das demais pessoas ao nosso redor.

    Relacionar-se é fundamental para todo ser humano. Precisamos uns dos outros para aprender, vivenciar e, principalmente, experienciar a vida, cada qual respeitando a sua própria jornada e sua busca pelos caminhos da felicidade.

    Um abraço,

    Priscilla T. Brandeker

    Psicóloga

    CRP 06/123945

     

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  • A felicidade do outro contagia ou incomoda?

    Você conhece alguém que esbanja energia e felicidade o tempo todo?

    Postado dia 12 de julho de 2016 às 09h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução/INternet

    Quando digo felicidade, não estou me referindo ao velho e bom humor, mas à capacidade de curtir e aproveitar cada momento proporcionado pela vida.

    Bom, se você já conheceu alguém assim, sabe o quanto a alegria pode ser contagiante. Porém, há quem diga que a felicidade do outro pode causar mais inveja e despeito do que alegria compartilhada. Há até uma famosa frase que corre as mídias atuais, que diz para as pessoas comemorarem suas conquistas em silêncio para que tudo realmente dê certo. O que você pensa sobre isso?

    Reflitamos um pouco. Quem nunca falou ou pelo menos pensou em algumas frases parecidas com essas: “Caramba, fulano está desempregado e está feliz. Como é que pode? Se fosse eu, estaria super preocupado e sequer sairia de casa”; “Como pode a horrorosa da ciclana, conseguir namorar um rapaz maravilhoso daquele?”; “Alguém me explica como Beltrana pode estar feliz sendo solteira? Só pode estar fingindo”.

    Por que a felicidade do outro pode mexer tanto conosco? Primeiro porque quando não estamos felizes, temos a tendência de querer que amigos ou familiares “compactuem” do nosso momento e “vivam” a nossa dor junto conosco, respeitando-nos e algumas vezes dando-nos força e incentivo. Por outro lado, há pessoas que gritam a sua felicidade aos quatro cantos, sem perceberem que ao seu lado há alguém precisando de ajuda e talvez a sua demonstração de felicidade não ajude neste momento.

    É algo como empatia, compaixão, companheirismo. Não precisamos ficar tristes como o outro para ajudá-lo, nem deixá-lo de lado porque ele não compartilha (nesse momento) das nossas alegrias, mas podemos dizer-lhes que estamos felizes e que queremos ajudá-los a ficarem felizes com suas conquistas futuras também. Basta que ambos concordem.

    Como diria o ditado, a felicidade é um estado de espírito. Isso nada tem a ver com religião, mas sim com propósitos de vida. Quando temos propósitos de vida e começamos a ver que eles podem ser atingidos, nossas energias fluem de forma melhor e nosso corpo reage de forma a enviar hormônios necessários para a busca dessas realizações. Quando nos sentimos encorajados (por nós mesmos ou por outros), quando nos sentimos valorizados, quando nos sentimos úteis e capazes, todo esse quadro pode ser revertido.

    Em teoria, quantos de vocês têm medo de demonstrar felicidade? Sim, eu disse medo, porque é medo que a maioria das pessoas sente. Medo de essa felicidade toda passar, medo da inveja dos outros, medo de dar tudo errado, medo de estar mais feliz que o parceiro e não saber lidar com isso, medo de ter mais dinheiro que todos da família, medo de ser mais feliz, medo, medo, medo. Podemos sabotar nossa própria felicidade (inconsciente ou conscientemente) e não nos permitimos ser felizes (ou mais felizes que já somos), por sentirmos medo.

    Se soubéssemos o quanto o amor pode curar e a felicidade contagiar, talvez conseguíssemos mudar um pouco a nossa postura um tanto quanto egoísta nas próximas vezes. Para irradiar energia boa por onde passamos não é preciso muito. E plantar uma semente no outro, é aumentar o nosso próprio jardim. Pense nisso.

    Um abraço,

    Priscilla T. Brandeker

    CRP 06/123945

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  • Permita-se não fazer absolutamente nada (às vezes)

    O que pode acontecer quando temos mil e uma responsabilidades?

    Postado dia 13 de junho de 2016 às 08h em Educação e Cidadania

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    Foto: Reprodução/Internet

    Antes de estudar psicologia e já sendo completamente apaixonada por esta incrível ciência, fui levada por diversos fatores ao estudo da Comunicação Social, um curso que foi todo reformulado especificamente para áreas como Jornalismo, Publicidade e Rádio e TV. O que este curso me trouxe de aprendizados? Posso dizer que muitos, mas muitos mesmo. Um deles quero compartilhar e refletir aqui com vocês.

    Há quem diga que a faculdade de Comunicação não agregou e não agrega nada em minha carreira de psicóloga. Pois bem, estou aqui para falar de uma das melhores coisas que aprendi naquela época e que não dei tanta importância, talvez por não compreender bem seu significado: a importância do ócio criativo.

    Mas o que é isso? Quando a nossa vida está cheia de compromissos e tarefas a cumprir, nosso cérebro entende que deve trabalhar o tempo todo para dar conta de tudo isso. A partir daí, pensamos o tempo todo nos compromissos do trabalho, no trajeto de ida e volta, nas coisas pendentes em casa, nas contas para pagar, nos compromissos que queremos para o final de semana, nas pessoas que precisamos e queremos falar, nos ajustes que temos que fazer aqui e ali, nas coisas que precisamos estudar e nos posts todos que queremos ler em todas as mídias sociais. Ou seja, nossa cabeça está cheia, tão cheia quanto um celular ou um computador que já não consegue mais processar tantas informações ao mesmo tempo.

    O que pode acontecer quando temos mil e uma responsabilidades? Podemos não dar conta de nenhuma delas, sentir-nos culpados por não fazermos nem a metade delas ou simplesmente pifarmos. O nosso cérebro, carregado de informações e excesso de atividades, pode se confundir e sobrecarregar. Muitos pensamentos significam colisão.

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    Ficar sem fazer nada é impossível? Você se lembra como era antes do smartphone? Você estava em um lugar e olhava para as pessoas. Você ouvia uma música simplesmente para ouvi-la ou dançá-la talvez, mas você não mexia no computador, no smartphone, no tablet e na televisão, tudo ao mesmo tempo. Você contemplava o caminho (seja ele feio ou não), você esperava numa fila e observava as coisas ao seu redor e você não tinha sede de saber de tudo o tempo todo. É por esse e por outros variados motivos, que estamos tão estafados, tão cansados e ocupados.

    Mas será que estamos mesmo ocupando nossa cabeça com coisas boas e úteis?

    O ócio criativo consiste em deixar que seu cérebro descanse para que ele consiga ter espaço suficiente para oxigenar e abrir-se para o novo. É contemplar sem exigir. É perder o olhar de vista. É deixar que a mente flua e busque em seu estoque de recursos (já bastante completo) e obter, quem sabe, o famoso insight para determinadas ideias e situações que precisamos.

    Não fazer nada pode soar estranho e muito difícil no começo, levando-nos  até a um sentimento de culpa ou inutilidade. Mas veja, temos inúmeros exemplos de filósofos, escritores, autores, pintores, artistas, etc, que nos mostram que esvaziar a mente pode gerar excelentes frutos. Não é crime nenhum ter um tempo livre. Não se culpe por isso. Não se exija tanto. Cuide de si mesmo que a vida retribui. Vamos tentar?

    Priscilla T. Brandeker

    Psicóloga

    CRP 06/123945

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