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Pedro Komura

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  • Políticos querem cativar empresas do Japão

    A Missão de Prospecção de Parceria com a Sociedade Nipo-Brasileira, encampada pela Jica, envolveu executivos de 11 organizações japonesas que estão visitando cidades brasileiras pinçadas pela agência.

    Postado dia 4 de agosto de 2017 às 08h em Empreendedorismo e Gestão

    Foto: Reprodução

    Acionados pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), o vice-prefeito Juliano Abe (PSD) e o vereador Pedro Komura (PSDB) apresentaram as potencialidades de Mogi das Cruzes a representantes de empresas japonesas interessadas em viabilizar atividades no País.

    A Missão de Prospecção de Parceria com a Sociedade Nipo-Brasileira, encampada pela Jica, envolveu executivos de 11 organizações japonesas que estão visitando cidades brasileiras pinçadas pela agência, onde existem empreendimentos ou ambiente operacional adequados às características indicadas pelos visitantes. Mogi foi uma delas. O vice-prefeito antecipou que há, pelo menos, três empresas com possibilidade de formalizar negócios com o Município.

    Juliano deu um panorama do cenário empresarial mogiano, focando o novo Polo Digital, a força da agricultura orgânica e o avantajado parque industrial. Na mesma segunda-feira (24/07/17), participaram do grande encontro com todos os integrantes da missão, o business networking realizado pela Jica nas dependências da Japan House São Paulo.

    “Foi uma oportunidade única de conversar melhor e aprofundar ideias que captamos com base no histórico e anseios de cada empresa participante do evento”, definiu Juliano. Uma das organizações mostrou-se entusiasmada com o potencial da agricultura orgânica em Mogi. “Sugerimos que estudem a viabilidade de assumirem as exportações dos nossos produtos orgânicos, porque isso abriria importante mercado externo para os agricultores, gerando empregos e ampliando a renda na Cidade”, observou o vice-prefeito.

    Também ligado ao setor agrícola, o vereador se mostra entusiasmado com a ideia de efetivar o ingresso dos produtos orgânicos mogianos no mercado internacional. “Temos produção e qualidade para a investida, mas nos falta o braço comercial, incluindo a estrutura para exportações, que poderia ser suprido pelo empresariado japonês”, pontuou Komura.

    Outra organização nipônica sob o foco dos políticos atua no desenvolvimento de sistemas no meio digital. Juliano explicou que o novo Polo Digital reúne empreendedores com perfil para o desenvolvimento de negócios na área. “O ponto principal do planejado intercâmbio tecnológico abrange a chamada Internet das Coisas. Ou IoT (Internet of Things), na sigla em inglês. A ideia é que empreendimentos ligados ao Polo Digital possam evoluir nessa modalidade, o que também implica a abertura de postos de trabalho e renda”.

    Ainda no campo das possibilidades, o vice-prefeito elencou o caso de um fornecedor japonês de equipamentos de saneamento básico. Existe a chance de se fechar uma parceria para otimizar as ações do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). “Nossa intenção seria um intercâmbio de informações para que nossos técnicos fizessem cursos de formação e aperfeiçoamento profissional no Japão”, observou Juliano, ao lembrar que o parceiro japonês teria, como contrapartida, o acesso ao conhecimento desses profissionais para atender uma cidade com quase 500 mil habitantes.

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