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Patrícia Paz

Profissão: Psicoterapeuta

Cidade: Mogi das Cruzes

Patricia Paz psicoterapeuta, psicopedagoga e arteterapeuta junguiana focalizadora de danças circulares sagradas e meditação.

  • O divino que dança em nós

    Quando estou sincronizada com o sagrado, estabeleço uma relação com a natureza que me liga ao meu próximo, a mim mesma e à essência da vida

    Postado dia 24 de agosto de 2016 às 10h em Cultura e Lazer

     

    dança

    Foto: Reprodução/Internet

    “O nosso corpo é a sede da morada do Eu Superior no nosso mundo. A chamada visão holística passa por uma maior abrangência, compreensão e assimilação do ser humano, das coisas ao seu redor e do Divino em nós. E o Divino, o Espiritual, a Alma, a Essência, a Energia Primordial, a Alma do Mundo, não importa o nome que empregamos, importa saber que esta ” Chama” habita o nosso corpo, e por meio dela se expressa… Nosso corpo carrega mistérios e expressa com a energia vital em seus movimentos, a centelha Divina que habita em nós” (ALMEIDA, 1999).

    Vivemos uma rotina diária de movimento. Se não é corporal, é um movimento mental. Ou os dois ao mesmo tempo!

    O movimento está presente em todo ser vivo e no universo. No crescer das plantas, nas marés, rios, na caça e no descanso dos animais, no movimento cósmico, etc.

    A vida está acontecendo o tempo todo, em um grande fluxo de movimentos, em todos os momentos e em todos os lugares. Basta apenas você parar e observar. Até mesmo seu próprio ato de observar gera um movimento sincrônico entre o que está acontecendo externamente e o que se está sentindo internamente.

    Tudo se move. Quando menciono o mover, menciono sobre a vida que me leva ao estado sagrado do ser.

    Temos em nós a sacralidade, mesmo que para alguns esta preciosidade ainda não tenha sido despertada. Tudo é uma questão de tempo e espaço para que este movimento do despertar aconteça.

    O sagrado é que nos torna vivos e que gera o movimento.

    Quando estou sincronizada com o sagrado, compreendo o movimento que a vida me traz, estabeleço uma relação com a natureza que me liga ao meu próximo, a mim mesma e à essência da vida.

    O movimento sagrado gera em nós uma dança divina que nos move internamente, levando ao estado de despertar e plenitude de vida.

    “Toda dança nos remete a uma outra dimensão da existência, onde as condições espaciais e temporais adquirem novos significados. Dançar é sentir-se participante no mistério da essência. Não só vivenciar no corpo a sua finitude, mas, através dele, alcançar a liberdade, a sensação de se estar além de si mesmo, o abrir-se para uma multiplicidade de possibilidades” (Lilian Wurzba).

    O divino dança em nós! Não há como descrever este estado em palavras, pois não é apenas um movimento que o corpo executa, é algo mais amplo, cuja dimensão é indefinível.

    Aliás, o divino não apenas dança, com sua graça e majestade, mas também canta. Canta doces canções e melodias que vibra e revivifica nosso ser!

    Gratidão a todos!

    Desejo paz e luz a todos os seres!

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  • A Dança: a obra de Henri Matisse

    A obra demonstra que a arte penetra as verdades supremas do ser, as infinitas harmonias do universo

    Postado dia 19 de julho de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

     

    dança

    Foto: Reprodução/Internet

    Acredita-se que esta belíssima obra, A Dança, de Henri Matisse, foi produzida em 1910 em conjunto com outro quadro chamado A Música.

    Supõe-se que a inspiração para o artista foi um grupo de pescadores que faziam uma dança de roda, a sardana, numa praia do sul de França.

    Observa-se na tela um padrão rítmico de movimento expressivo. Além disso, Matisse considerou na obra apenas três cores: azul para o céu, laranja-rosado para os corpos e verde para as colinas. Esta escolha garante uma forte expressividade no movimento e nas cores.

    Matisse tinha fascínio pela arte primitiva, por isso sua obra lembra muito as pinturas rupestres.

    Além do destaque das cores, do movimento, as mãos dadas dos cinco personagens criam um circulo, como uma Dança Circular. Essas imagens possuem qualidades arquetípicas evocadas pelo caráter ancestral e universal que a dança possui.

    Em seu livro A Arte Moderna, o crítico de arte italiano Giulio Carlo Argan considera a arte não apenas como conhecimento, mas também como atividade espiritual. Isso se reflete na obra de Matisse. “O solo é o horizonte terrestre, a curva do mundo; o céu tem a profundidade do azul-turquesa(…). As figuras dançam como gigantes entre a terra e o firmamento.”

    Desta forma, o quadro destaca a dança em expressão, integrada à vida, entoando vibração e energia que também estão presentes na consciência de nossos corpos. Ao buscar a familiaridade com nosso mundo interno de imagens arquetípicas, a arte facilita o diálogo entre nossa experiência de vida e a nossa experiência interna imaginativa. Juntas, elas fazem emergir algo novo e transformador.

    A dança transforma vidas!

    Uma Dança Circular se retratou nesta tela. A obra criou vida e movimento. Como um movimento de um universo dinâmico, fluido e em permanente mudança, se harmonizando para  transcender e unir-se  novamente para onde tudo se deriva.

    Com amor e carinho!

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  • A dança e suas festividades no inverno

    Neste clima de friozinho intenso, temos algo para nos aquecer, alegrar e festejar:
    as festividades Juninas

    Postado dia 24 de junho de 2016 às 09h em Cultura e Lazer

     

    junina

    Foto: Reprodução/Internet

    A festa junina é um evento comum em todas as regiões do Brasil durante os meses de junho, julho e agosto. Esta festividade possui uma dança bastante conhecida, a famosa quadrilha.

    E de onde surgiu a quadrilha?

    Existem algumas pesquisas sobre seu surgimento. Uma delas diz que as festas juninas são de origem pagã. Ainda antes da Idade Média, as celebrações anunciavam o solstício de verão e de inverno e homenageavam os deuses da natureza e da fertilidade. A igreja acabou aderindo às festas atribuindo-lhe o caráter religioso, uma vez que não conseguia acabar com a sua popularidade. Outra origem fala da  “quadrille” que surgiu em Paris, no século XVIII, como uma dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência (por volta de 1830). Outros dizem que sua origem é holandesa com influência portuguesa.

    No Reino Unido, em 1820, existia também a quadrilha de salão, composta por 12 tipos de destaques: viúvos, noivos, florista/floricultor, sinhozinhos, xodó, sinha-moça e sinho-moço, padre, rei, príncipes (geralmente 4 a 5 casais), marcador, puxador e narrador. Em algumas quadrilhas há também príncipe e princesa e rei ou rainha. Na quadrilha de salão há também um tema. A quadrilha escolhe qualquer tema, e pode haver o casal tema. Os integrantes da quadrilha dançam com um lenço em cada mão (qualquer cor), de aproximadamente 80 cm. A forma de os meninos dançarem é batendo o pé de forma rápida, e as meninas cruzando as pernas e movimentando os lenços. É comum na entrada da quadrilha jogar estalinhos.

    Saindo da corte carioca, a quadrilha chegou ao conhecimento do povo e se popularizou no Brasil, sendo conhecida como “Quadrilha dos Arraiais”. Como o brasileiro é muito criativo, foi abandonando os passos e ritmos franceses e passando a incorporar o casamento caipira, numero de pares, etc… Ou seja, foi incorporando ritmos da cultura regional. Uma pessoa vai pronunciando frases enquanto os demais participantes, geralmente em casais, se movimentam de acordo com os comandos. Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

    No Brasil existem grupos de profissionais quadrilheiros que fazem apresentação nas festas e até há concursos.

    A quadrilha junina é uma expressão da cultura popular brasileira que insere não apenas a dança, mas os trajes, o cenário (especialmente as fogueiras) que servem como centro. Inclui balões e os fogos de artifício que vieram da China no período colonial. Da Península Ibérica chegaram a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha.

    A celebração inclui ainda a música, a região a ser celebrada, a culinária (junho é a época da colheita do milho, que faz criar delicias para saborearmos como a pamonha, curral de milho verde, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho, arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bom-bocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais). Passa também pelas brincadeiras (como cadeia, pau de sebo, pescaria, correio-elegante, saltar a fogueira, argola, entre outros) e até pela religião – afinal, a festa homenageia três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio.

    Existe inclusive uma versão que diz que o nome desta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem apenas a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

    Que tal aproveitar este friozinho, participar de uma quadrilha e dançar o “Pula Fogueira” para esquentar?

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  • A Dança Circular Sagrada como processo terapêutico

    Muitos são os métodos terapêuticos utilizados para contribuir no processo de cura e transformação do Ser. Atualmente uma das formas que vêm contribuindo com esta transformação no Brasil e que  tem ganhado seguidores são as Danças Circulares Sagradas.

    Postado dia 19 de maio de 2016 às 08h em Cultura e Lazer

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    Mais  conhecida popularmente como Danças Circulares, ela vêm invadindo com toda sua força e energia transformando vidas por todo Brasil e no mundo. Mas neste caso vamos falar do seu movimento no Brasil.

    As Danças Circulares são danças realizadas em círculos, seriam como as danças de roda. Um simples exemplo é o famoso Cirandinha. Lembram da cantiga ? ” Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar…” e de mãos dadas todos giram cantando e dançando formando uma bela roda. Que delicia reviver esta infância, não é mesmo ? Como  estes momentos retratam alegria, felicidade e liberdade.

    Dentro do formato das Danças Circulares Sagradas além da dança que gera um movimento em circulo, há um Centro. Um Centro na roda.  Geralmente composto por flores, velas , outros artefatos simbólicos ou apenas decorativos mas que possuem um importante significado .

    O centro entra como referência aos dançantes que circularam ao redor, onde sua principal função é a representação do nosso Eu, o Centro do nosso Ser.

    Para aqueles que buscam a transformação não há nada mais importante do que entrar em contato com este Ser, com seu Eu através da Dança.

    Todos juntos, dançando, ora de mãos dadas, ora de mãos soltas, ora de pares, ora sozinhos. ???? Cada um no seu universo interno interligando-se ao movimento do outro e conectando-se com seu Ser.

    As vezes se perde no passo, se perde no ritmo. Pensa-se em parar ou dar continuidade a dança. És um desafio !

    E são os desafios  que nos transformam ! Sem ele não há ritmo, não há o impulso para o movimento. Movimento de mudanças, movimento de transformação.

    A Dança Circular te desafia a olhar para si e ver que é capaz, mesmo com os erros, vergonhas e inseguranças . Mas ao mesmo tempo que te desafia consegue gerar alegria, prazer e unidade. Melhora a auto estima, pois a roda te puxa e mostra que você é capaz !

    Segundo Deborah Dubner, autora do livro ” O Poder Terapêutico e Integrativo da Dança Circular”,  a Dança Circular é considerada terapêutica porque:

    • “Traz novas percepções internas
    • Altera positivamente, o corpo, a mente e as emoções
    • Abre portas desconhecidas
    • Gera alegria
    • Chama a presença
    • Evoca a noção de responsabilidade pelos próprios passos
    • Ensina sobre ritmo
    • Altera a relação com o outro
    • Abre campos sutis da percepção
    • Convida a vencer desafios
    • Trabalha o medo de errar
    • Desenvolve o sentimento de pertencimento
    • Permite vivenciar a compaixão e o amor
    • Espelha a vida em movimento
    • Estimula a ação para além da estagnação
    • Integra a arte da dança e da musica ao cotidiano
    • Resgata a memoria celular , através de uma atividade ancestral
    • Vivifica o circulo como novo padrão mental
    • Acorda as potencialidades
    • Propicia a evolução individual no cotexto grupal
    • Acolhe a diversidade
    • Estimula descobertas compartilhadas
    • Cura o sentimento de solidão
    • Conecta dentro e fora
    • Instiga a aprender
    • Inspira criatividade”

    Se conectando a este movimento nos tratamos e nos transformamos para  melhor.

    Para melhorar nossa relação com nós mesmos e em consequência  a relação com nosso próximo.

    Estamos vivendo um momento em que todos clamam por um mundo melhor.

    Se clamam por um mundo melhor, clamam por pessoas melhores em suas ações e em suas relações consigo mesmo, com seu próximo e com o planeta.

    E essa transformação só pode começar comigo e com você !

    Vamos dançar para transformar ?

    Sentimentos de Gratidão e Amor !

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