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Mônica Quiquinato

Profissão: Jornalista

Cidade: São Paulo

Jornalista e atriz. Pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero. Pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero. Atualmente é cerimonialista na Prefeitura de São Paulo e colunista do Jornal Gazeta de Santo Amaro. Experiência há mais de quinze anos em veículos de comunicação e assessoria de imprensa em órgãos públicos. Gestão de comunicação em crise e planejamento estratégico de comunicação. Análise de mídias. Atendimento à imprensa. Mídias Sociais.

  • O papel das mulheres na política

    É difícil ver a realização da democracia sem a participação das mulheres nas conquistas na política.

    Postado dia 8 de maio de 2017 às 08h em Meninas e Mulheres

    Foto: Reprodução

    Foto: Reprodução/Hillary Clinton

    Nós mulheres somos a maioria no Brasil, com o maior número de eleitoras. Estudamos mais, ocupamos mais de 40% dos postos de trabalho e somos responsáveis por 41% do rendimento familiar.

    Entretanto, estamos nos cargos mais precários no mercado de trabalho, possuímos renda inferior aos homens e, na política, ocupamos somente 10% das cadeiras parlamentares da Câmara e 16% no Senado.

    A representatividade feminina é cada vez maior de candidatas, porém ainda de forma tímida. Ainda há preconceitos, exclusões e violência. Nos dias atuais é difícil ver a realização da democracia sem a participação das mulheres nas conquistas na política e nas entidades de classe, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária.

    Apesar das dificuldades, o papel da mulher tem seu significado ampliado. Hoje não cabe mais somente os de esposa, mãe e dona de casa. Ampliou-se significativamente seu protagonismo na participação de políticas. Não entrando nos méritos políticos, Luiza Erundina foi a primeira prefeita mulher da maior capital do país e Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita para o maior cargo político brasileiro.

    Além desses, temos outros exemplos de mulheres atuantes na vida pública, tais como Alda Marco Antonio (PSD), Manuela Dávila (PC do B), Mara Gabrili (PSDB), Marta Suplicy (PMDB), Cristina Kirchner (Argentina), Angela Merkel (Alemanha), Michelle Bachelet (Chile), entre tantas outras que quebraram paradigmas, mas o cenário está aquém da equidade.

    O poder ainda é predominante para os homens em todas as instâncias públicas. Há necessidade de uma reforma política inclusiva para equiparar a participação das mulheres na esfera político-partidária.

    Uma pesquisa realizada pelo DataSenado com a Procuradoria Especial da Mulher mostra que a presença feminina no parlamento brasileiro é vergonhosa comparado com nosso vizinhos latino-americanos. O Brasil apresenta a penúltima pior situação, à frente apenas do Haiti. E está na 158ª posição entre os 188 países pesquisados em dezembro de 2014.

    Na conclusão dos estudos, é proposto que haja 30% das vagas destinadas às mulheres em disputa no Legislativo nos três níveis federativos, com meta para alcançar os 50% e que os recursos do Fundo Partidário incentivem os partidos a buscar uma maior bancada feminina. Para isso, são necessárias regras mais eficientes para garantir esse espaço.

     

    Leia mais sobre mulheres: 

    Ela é muito mulher, só isso!

     

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  • O assédio contra as mulheres no carnaval

    As denúncias vêm crescendo graças à mudança de atitude por parte das mulheres, que estão tendo coragem de denunciar

    Postado dia 17 de março de 2017 às 08h em Meninas e Mulheres

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    Enquanto não enxergarmos o amor dentro das mulheres, elas serão tratadas como máquinas. Somos induzidos a acreditar nisso por meio de informações fragmentadas pelo poder. Isso nos dá a sensação de controle e de termos todas as informações necessárias livre de qualquer maquiagem. As notícias e a publicidade nos distraem o tempo todo para não pensarmos. São mastigadas, bem digeridas e regurgitadas nas nossas cabeças, tudo pronto. Afinal, você chega em casa cansado e ninguém precisa pensar.

    Começo a falar da mídia por conta de uma campanha publicitária ter gerado polêmica sobre assédio no carnaval porque dava a entender que as mulheres deveriam ficar caladas ao serem assediadas. Comparo isso ao estupro em cena no filme O Último Tango em Paris contra a atriz Maria Schneider, revelado pelo diretor e realizado pelo ator Marlon Brando. Nada aconteceu, parece que são comportamentos considerados ‘normais’ pela sociedade, levando-nos à alienação.

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    Tenho depoimentos de mulheres agredidas fisicamente nos blocos de carnaval de rua enquanto o agressor gritava, simulando num tom de ironia, que estava sendo agredido por ela. Em outra situação, o agressor foi beijar à força uma jovem e, ao ser negado, a menina levou um soco.

    Fora os casos de estupros apurados pelo Dique 180, em que o número triplicou de denúncias. A meu ver, o número vem crescendo pela mudança de atitude por parte das mulheres, que estão tendo coragem de denunciar. Por outro lado, há de se elogiar que esse ano houve uma campanha especial no carnaval sobre a violência contra a mulher e isso influenciou as pessoas a registrar esses casos.

    Vou usar aqui uma citação de Nana Queiroz, diretora da Azmina, que ficou conhecida pela campanha #EuNãoMereçoSerEstuprada: “A gente constrói uma noção da mulher como objeto sexual em que a própria noção de elogio está distorcida. O carnaval é uma grande oportunidade para a gente repensar padrões sexuais da cultura brasileira”.

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  • O poder da mulher

    Na nova classe média, somos responsáveis por mais de 40% da renda da família, enquanto que no parlamento, as mulheres ocupam somente 10% do espaço

    Postado dia 8 de março de 2017 às 07h em Meninas e Mulheres

    mulher

    Foto: Reprodução

    Aproveito o gancho do momento no país para defendermos os direitos conquistados pelas mulheres na política e no mercado de trabalho. As mulheres têm um histórico importante em defesa da democracia e da liberdade. Um fim da democracia significaria a impossibilidade desses avanços.

    Na nova classe média, somos responsáveis por mais de 40% da renda da família, enquanto que no parlamento, as mulheres ocupam somente 10% do espaço. Isso vem mudando, mas lentamente. A participação das mulheres na política seja como candidatas a cargos públicos ou como eleitoras está crescendo. Neste último caso, são pouco mais de 50% de votos femininos.

    Alguns avanços na lei também contribuem aos direitos e espaços, como a Lei Maria da Penha, aprovada em 2006, que criou mecanismos a fim de coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Comparando os avanços do Brasil com a França, as brasileiras ainda lutam em defesa da integridade física e moral, enquanto as francesas pela discriminação no mercado de trabalho.

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    Em 2001, o governo brasileiro sancionou a portaria do Programa de Ações Afirmativas, do qual participei como asseguradora em São Paulo, para promover a democratização das relações entre gêneros e raças. No início, era para o governo realizar contratos e licitações com empresas que tinham preocupação com a diversidade em seus quadros, hoje as ações se estendem a outras situações, como por exemplo, a linguagem inclusiva.

    Em São Paulo, há um Projeto de Lei a ser aprovado pela Câmara Municipal para proteger as servidoras da prefeitura no combate ao assédio sexual. Estudos mostram que existem vários casos apurados e não concluídos.

    Nós mulheres contribuímos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

     

    Leia mais sobre mulheres em:

    Afinal de contas, o que é ser mulher?

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