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Melina Rosa

Profissão: Chef

Cidade: Sâo Caetano do Sul

Bacharel em Ciências Atuariais por profissão e Cozinheira por paixão. Depois de 12 anos no mercado de seguros descobriu que sua alegria estava nas panelas e principalmente no açúcar. Formou-se em Gastromonia pela FMU de SP e se especializou em Confeitaria. Hoje dirige um ateliê de bolos, doces e sobremesas e ministra aulas de confeitaria personalizadas.

  • Yes, Nós Temos Bananas

    Quer surpreender com uma receita diferente e deliciosa? Experimente fazer esta Mousse Trufada de Banana e depois me conta.

    Postado dia 10 de março de 2016 às 08h em Gastronomia e Receitas

    mousse

    Foto: Divulgação/Internet

    Banana da terra, banana nanica, banana prata, banana ouro e até banana maçã! A banana é a fruta mais consumida no Brasil e a segunda mais consumida no mundo. Além de ser uma delícia, ela já vem embalada pela natureza, é fácil de descascar, sacia a fome e é barata.

    E você sabia que a banana ajuda no tratamento contra a depressão? De acordo com um estudo realizado nas Filipinas, a banana tem alto teor de triptofano, que é um aminoácido que induz o cérebro a produção de serotonina, o que aumenta a sensação de bem estar, além de ter altos níveis de vitamina A, C, K e B6. A banana não produz colesterol, não causa obesidade, reduz o risco de ataques cardíacos, reforça a massa muscular, regula o nível de glicose no sangue e dá energia. Ela não é incrível?

    A banana está no nosso dia a dia. Seja no lanchinho da tarde, como sobremesa e até como acompanhamento das refeições. Na confeitaria ela é estrela. São inúmeras as receitas que encontramos com bananas, como bolos, doces, tortas, sorvetes, banana assada, banana frita, banana caramelada, enfim, a banana oferece mil possibilidades. Quer surpreender com uma receita diferente e deliciosa?

    Experimente fazer esta Mousse Trufada de Banana e depois me conta.

    Ingredientes:

    – 12 bananas nanicas maduras e cortadas em rodelas

    – 1 litro de água

    – 350g de açúcar

    – Cravo da Índia, canela em pau e pimenta da Jamaica a gosto

    – 400g de creme de leite fresco

    – 200g de chocolate branco

     

    Modo de Preparo:

    Leve o açúcar ao fogo baixo e deixe-o caramelizar até estar dourado, tipo calda de pudim (aproximadamente 145°C). Quando chegar neste ponto, acrescente a água com cuidado para não se queimar. Coloque as especiarias e espere ferver. Acrescente as bananas e deixe cozinhar, mexendo, até que água seque e chegue ao ponto de doce de banana.

    Espere esfriar por completo.

    Derreta o chocolate branco e misture com o doce de banana já frio. Bata o creme de leite fresco até o ponto de chantilly e, com muito cuidado, misture com o doce de banana com chocolate branco.

    Leva a geladeira por duas horas e está pronto! Esta receita é para a depressão passar longe! Experimente e depois me conte nos comentários o que achou.

    Meu site novo está no ar! Vem conhecer um pouco mais do meu trabalho:  ttp://chefmelinarosa.com.br/

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  • A origem e a evolução do chocolate

    Em épocas de Páscoa, o nosso amado e idolatrado chocolate toma conta das prateleiras dos supermercados em formato de ovos, coelhos e mais um monte de inovações

    Postado dia 23 de fevereiro de 2016 às 00h em Gastronomia e Receitas

    chocolate

    Foto: Divulgação/Internet

    Sabemos que o chocolate é quase uma unanimidade, afinal, quem não gosta de chocolate? Aquela sensação única de sentir aquele pedacinho derretendo na boca e trazendo alegria para as nossas vidas. Mas como ele surgiu? Afinal, o chocolate nasce das sementes de cacau, mas qual o caminho que ele percorreu até se transformar naquela barrinha linda que a gente conhece?

    Nem sempre foi assim. Os primeiros registros do uso das sementes de cacau são de antes de Cristo, pela civilização Olmeca na região do Golfo do México, e elas eram consumidas através de uma bebida amarga, geralmente acrescida de algum tipo de condimento como a pimenta. Acreditava-se que esta bebida trazia energia e prazer e ficou conhecida como “O Alimento Sagrado dos Deuses” pelos Maias e Aztecas. De tão valorizadas, as sementes de cacau chegaram a ser usadas como moeda.

    Por volta de 1528 as sementes de cacau foram levadas para a Espanha e só então foi acrescido açúcar àquela bebida que passou a ser consumida quente e doce. Somente em 1828, o químico holandês Coenrad van Houten inventou uma prensa hidráulica que era capaz de extrair a manteiga de cacau para transformar o restante em massa em pó. Com isso o pó de cacau poderia ser misturado à água e resultava numa bebida mais simples de fazer, livre de impurezas e com sabor muito mais agradável.

    Mas a verdadeira revolução veio a seguir, em vez de descartar a manteiga de cacau obtida do processo de prensa, resolveram misturá-la ao pó de cacau e açúcar, o que resultou numa pasta de sabor encantador e que ficava sólida quando esfriava. Foi a primeira vez que o chocolate foi comido e não bebido. Mas ele ainda precisava de melhorias, porque era muito sólido e precisava de cremosidade. Foi aí que adicionaram leite condensado em pó àquela mistura e o mundo conheceu o chocolate ao leite, com uma textura muito mais cremosa e atrativa.

    A tecnologia evoluiu muito desde então, e hoje temos diversos tipos de chocolates a nossa disposição. Desde o branco que nada mais é do que a manteiga de cacau acrescida de leite e açúcar, até os chocolates com alto teor de cacau, mais encorpados e menos calóricos.

    Há também certas imitações de chocolate, que são mais baratas, porém, com texturas e sabores não tão especiais. Tudo dependerá do tipo de gordura acrescida no processo de fabricação. Para um chocolate ser vendido como chocolate (conhecido popularmente como chocolate nobre) ele precisa ter 43% de matéria de cacau, dos quais pelo menos 26% precisa ser manteiga de cacau. Acontece que para baratear os custos, existem as chamadas “coberturas fracionadas”, onde se substitui a manteiga de cacau por outra gordura que também se solidifica como o óleo de palma. A aparência é quase idêntica ao chocolate, mas seu sabor e sua textura te remetem a algo gorduroso, daquelas gorduras que grudam no céu da boca.

    Portanto, tomem cuidado ao fazer suas compras de Páscoa. Leiam os rótulos para saber se não estão pagando caro por algo não é chocolate de verdade. Caso forem comprar chocolate artesanal, se certifique em saber qual é a matéria prima utilizada.

    Visite minha página no Facebook e fique ligado que nossa tabela de Ovos de Páscoa recheados está saindo do forno. Tudo feito com chocolate de verdade e muito amor e carinho. https://www.facebook.com/ChefMelinaRosa

    Gostou de saber sobre a origem e evolução do chocolate? Conte pra gente nos comentários!

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  • Já ouviu falar em Fava Cumaru?

    Uma mistura de baunilha amadeirada com amêndoas, só provando para descrever essa delícia Amazônica!

    Postado dia 2 de fevereiro de 2016 às 00h em Gastronomia e Receitas

    fava

    Foto: Divulgação?Internet

    Não? Eu também demorei bastante para conhecer esta preciosidade. Fava Cumaru ou Fava Tonka é uma sementinha muito comum na região Amazônica, muito aromática e conhecida como baunilha brasileira.

    Ela é bastante utilizada na indústria de cosméticos para produzir essências, enquanto sua utilização na gastronomia ainda é muito tímida. A semente de cumaru, assim como a canela ou a noz moscada, é tóxica ao organismo se utilizada em grandes quantidades. Mas usando moderadamente não faz mal à saúde e agrega um sabor simplesmente irresistível! É quase impossível descrever para vocês, em palavras, como é o sabor único desta maravilha. É uma mistura de baunilha amadeirada com amêndoas. Mas só provando para entender! A primeira vez que eu cheirei essa sementinha, quase enlouqueci e não via a hora de levá-la para panela.

    Não é uma semente muito fácil de ser encontrada no sul e no sudeste, mas você pode encontrá-la em lojas especializadas em temperos e também pela internet.

    A melhor forma de se utilizar a fava cumaru é em forma de extrato. E é muito fácil de fazer!

    Pegue uma garrafinha com tampa, bem limpa e encha com 200 ml de vodka. A vodka é uma bebida forte, mas não tem sabor, então é ideal para este tipo de preparação. Coloque seis favas cumarus cortadas ao meio na vertical nesta garrafa, tampe e deixe num local escuro, como dentro de um armário, por duas semanas. Dê uma mexidinha na garrafa a cada três ou quatro dias.

    Depois de duas semanas você terá o mais puro extrato de cumaru e poderá usar em qualquer receita que vá essência ou extrato de baunilha. É só substituir na mesma quantidade.

    Uma das minhas receitas é a de creme de cumaru. A cremosidade e o sabor deste creme são sensacionais!

    Vamos aprender:

    Ingredientes:

    – 1 lata de leite condensado

    – 1 lata de creme de leite sem soro

    – 20 ml de extrato de cumaru

    Modo de preparo:

    Coloque todos os ingredientes numa panela e leve ao fogo médio mexendo sempre até que fique numa consistência cremosa, tipo um mingau grossinho.

    Deixe esfriar e utilize como você quiser. Você pode rechear bolos, tortas, fazer pavê, comer com frutas como morango ou até comer com uma colher direto da panela, por que não?

     

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  • O Nosso Brigadeiro

    O brigadeiro é um doce símbolo da culinária nacional. Vamos aprender a fazer?

    Postado dia 8 de janeiro de 2016 às 00h em Gastronomia e Receitas

    brigadeiro_materia_Rodrigo_Moreira_e_Colaborador

    Não há como pensar em festa infantil sem pensar em brigadeiro. E quem nunca sofreu e procurou consolo mergulhando uma colher numa panela de brigadeiro quentinho, recém-saído do fogo? Pois é, o brigadeiro está com os brasileiros na alegria e na tristeza, porque sim, senhoras e senhores, esta lindeza é brasileira!

    Não há um consenso sobre o surgimento do brigadeiro no Brasil. Diz a lenda que ele foi inventado no Rio Grande do Sul e respondia pelo nome de “Negrinho”, mas o doce somente ficou popular em 1945, durante as campanhas para eleição a presidência do Brasil. O militar Eduardo Gomes, cuja patente era Brigadeiro, era muito popular entre as mulheres e usava em sua campanha o slogan: “Vote no Brigadeiro que é bonito e solteiro”. Algumas eleitoras mais devotas começaram a preparar o doce e servir nas festas da campanha como “o preferido do Brigadeiro”, popularizando o docinho que passou a ser conhecido apenas como “brigadeiro”.

    Para nossa tristeza, por muitos anos o brigadeiro se limitava a festas infantis em desajeitados pratos de papelão, até que isso mudou e nosso docinho ganhou um banho de loja, com direito a chocolate belga e sabores finos como pistache e vinho do porto. Hoje virou um popstar e ganhou até o status de gourmet! Embora eu seja avessa ao uso libertino da palavra “gourmet”, isso deu um upgrade ao, até então, negligenciado docinho, e hoje podemos vê-lo frequentando casamentos e ganhando os shoppings centers e as ruas através das brigadeirias de grife espalhadas por aí.

    Gourmet ou não, o importante é que o brigadeiro continue nos alegrando nas festas, sejam elas infantis ou não, e que continue acalentando os corações sofridos quando necessário. Mas que nunca se perca porque onde há brigadeiro, há amor.

    E fazer brigadeiro é coisa séria! Como acertar o ponto? Afinal, o que significa “desgrudar do fundo da panela”? Calma! Quer aprender a fazer um brigadeiro gourmet macio e bem chocolatudo? Então vem que eu conto todos os segredos.

     

    Brigadeiro Gourmet de Baunilha

    Ingredientes:

    – 395g de leite condensado (uma lata)

    – 120g de chocolate meio amargo cortado em pedaços pequenos

    – 20g de manteiga sem sal (1 colher de sopa) – não use margarina, ela muda a textura do brigadeiro e não agrega sabor nenhum

    – 20ml de extrato de baunilha (pode ser essência, mas deixará de ser gourmet)

    – 200g de flocos de chocolate para cobertura (bem fácil de encontrar em lojas de produtos para confeitaria, mas se não encontrar, pode usar chocolate ralado que fica incrível também)

    – 30 forminhas de papel plisado n° 5

     

    Como fazer?

    O mais importante para fazer um brigadeiro macio e cremoso é usar uma boa panela de fundo grosso e uma boa espátula de silicone. Meu pai cortou a parte de cima de uma panela de pressão que eu só uso para fazer brigadeiro, ficou sensacional! Mas não vai sair cortando suas panelas, pode usar qualquer panela que tenha um fundo pesadão.

    Coloque todos os ingredientes nesta panela e misture bem. Leve ao fogo bem baixinho e comece a mexer. Nunca pare de mexer! Mexa no centro da panela e também vá tirando a camada que se forma nas laterais da panela. Vá repetindo este método: centro da panela, laterais da panela, centro, laterais e assim por diante.

    O maior segredo vem agora, o temido ponto do brigadeiro. Eu costumo dizer que o brigadeiro tem 3 etapas:

    – A primeira, que é logo que a mistura esquenta, é a etapa em que ele estará bem líquido e fluído.

    – A segunda é a que eu considero a mais crítica. Se você parar de mexer por um segundo, você sentirá o brigadeiro empelotar e grudar no fundo da panela. Não pare de mexer! Ele vai começar a ganhar consistência e uma cor mais escura.

    – A terceira é quando o brigadeiro chega ao ponto. Você vai sentir que a mistura se transformou numa massa pesada e que não gruda mais no fundo da panela. Para testar com certeza, pegue um pouco da mistura com uma colher e jogue por cima da mistura da panela. Esta colherada formará um “morrinho” que não se misturará rapidamente com a massa do brigadeiro.

    Tire do fogo e coloque num prato untado com manteiga. Se você deixar na panela, a mistura continuará absorvendo o calor e passará do ponto.

    Cubra o prato com um plástico (pode ser plástico filme), mas se certifique que este plástico estará diretamente em contato com a massa do brigadeiro. Isso evitará que crie aquela camada cristalizada em cima da massa. Espere esfriar completamente.

    Unte suas mãos com manteiga e com o auxílio de uma colher de chá, tire porções da massa e faça bolinhas. Passe as bolinhas nos flocos de chocolate e coloque nas forminhas. Pronto, seu brigadeiro estará lindo e delicioso. Consuma em até 7 dias, mas duvido que vai durar tanto tempo!

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